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17 Março 2015

"Deus é um Deus da caminhada, aquele que pacientemente viajou um longo caminho conosco na história da salvação. Os padres da Igreja falaram da paciência e tolerância de Deus, de sua pedagogia e economia", escreve Walter Kasper, cardeal alemão, em artigo publicado por Commonweal, 13-03-2015. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Eis o artigo.

A Bíblia e a tradição católica contam várias imagens para descrever a essência da Igreja. No centro do entendimento sobre a Igreja do Papa Francisco, correspondendo ao enfoque da teologia argentina do povo, encontra-se a imagem da Igreja como povo de Deus (Evangelii Gaudium, 111-134). Esta imagem está firmemente ancorada na tradição bíblica, patrística e litúrgica. O Concílio Vaticano II renovou este entendimento e apresentou a Igreja como o povo messiânico de Deus (Lumen Gentium, 9-12). Em pouco tempo, no entanto, cresceram certas reservas entre os teólogos europeus. Suspeitava-se de uma eclesiologia unilateral sociológica, política e de base. Na Argentina, isto foi diferente. Aí, o impulso do Concílio foi recebido com alegria e, mais tarde, desenvolveu-se na forma argentina da Teologia da Libertação: a teologia do povo. O Papa Francisco imbui esta eclesiologia do povo de Deus com a vida concreta.

Em si, isso não é novidade, mas certamente é uma visão renovada da Igreja, que deverá levar a um novo estilo de vida eclesial. Na exortação apostólica Evangelii Gaudium, Francisco fala do “acompanhamento pastoral em conversão”. Em sua fala aos bispos do Brasil no Rio de Janeiro, ele deixou mui claramente o que queria dizer com esta tal conversão:

Quanto à conversão pastoral, quero lembrar que ‘pastoral’ nada mais é que o exercício da maternidade da Igreja. Ela gera, amamenta, faz crescer, corrige, alimenta, conduz pela mão... por isso, faz falta uma Igreja capaz de redescobrir as entranhas da misericórdia. Sem a misericórdia, poucas possibilidades temos hoje de inserir-nos em um mundo de ‘feridos’, que têm necessidade de compreensão, de perdão, de amor.

O estilo do Papa Francisco é melhor compreendido dentro do contexto da teologia do povo. O seu estilo não é um populismo barato. Por trás do estilo pastoral do papa, próximo do povo, encontra-se toda uma teologia, na realidade, encontra-se uma mística do povo. Para ele, a Igreja é muito mais do que uma instituição orgânica e hierárquica. Ela é, sobretudo, o povo de Deus a caminho de Deus, um povo peregrino e evangelizador que transcende toda (ainda que necessária) expressão institucional.

Em última análise, a Igreja tem suas raízes no segredo da Santíssima Trindade. A salvação é uma obra da misericórdia divina. Por pura graça, Deus nos atrai para si através do seu Espírito e nos une como o povo seu. Assim, a Igreja encontra-se sob o primado da graça; o Senhor sempre nos precede com o seu amor e iniciativa. Através de seu Espírito, ele nos atrai para si não como indivíduos isolados, mas como o seu povo. Dessa forma, a Igreja deve ser o lugar da misericórdia renegociada, onde todos podem se sentir acolhidos e amados, onde todos vivenciam o perdão e podem se sentir encorajados a viver segundo a boa vida do Evangelho.

Com base na teologia do povo de Deus, o Papa Francisco é avesso a toda forma de clericalismo. “A imensa maioria do povo de Deus é constituída por leigos. Ao seu serviço, está uma minoria: os ministros ordenados” (Evangelii Gaudium, 102). Os pastores não deveriam se sentir confortáveis, senhores dos demais; deveriam, isto sim, ter o cheiro das ovelhas. Francisco quer a participação de todo o povo de Deus na vida da Igreja – mulheres e homens, leigos e ordenados, jovens e velhos. Com base no Batismo e na Confirmação, todos são discípulos missionários; todas estas pessoas deveriam ser incluídas nas decisões. Os ministros leigos não deveriam ser proibidos de realizar tarefas intraeclesiais; eles deveriam ter um impacto no desenvolvimento dos valores cristãos no mundo social, político e econômico e deveriam estar engajados na aplicação do Evangelho para a transformação da sociedade. A educação dos leigos e a evangelização da vida profissional e intelectual põem, portanto, um desafio pastoral significativo.

O assunto mulheres é particularmente importante ao papa; ele devota duas seções a elas na exortação Evangelii Gaudium (103-104). João XXIII considerou a participação das mulheres na vida pública e a elevação da consciência concernente à dignidade humana delas entre os sinais dos tempos. O Papa Francisco reconhece que as mulheres dão uma contribuição indispensável à sociedade e, felizmente, observa que muitas mulheres exercem uma responsabilidade pastoral na Igreja, junto aos padres. “Mas ainda é preciso ampliar os espaços para uma presença feminina mais incisiva na Igreja. Porque ‘o gênio feminino é necessário em todas as expressões da vida social’” (Evangelii Gaudium, 103). Ao mesmo tempo, a exclusividade do sacerdócio aos homens, como um sinal de Cristo, o esposo que se entrega na Eucaristia, não está aberta para discussão. Todavia, no caso do poder sacramental, estamos nos movendo no plano da função, não da dignidade ou superioridade. “Com efeito, Maria é mais importante dos que os bispos”.

Para o Papa Francisco, este não é um argumento defensivo. Em vez disso, o pontífice enxerga nele “um grande desafio para os pastores e para os teólogos”; é uma questão de se reconhecer, de maneira mais completa, “o que isto implica no que se refere ao possível lugar das mulheres onde se tomam decisões importantes, nos diferentes âmbitos da Igreja” (Evangelii Gaudium, 104). Na verdade, existem muitos cargos influentes na Igreja, incluindo a Cúria Romana, que não necessitam de ordenação e que estão abertos às mulheres; espaços onde elas poderiam apresentar os seus talentos específicos para o bem-estar da Igreja, onde também poderiam romper uma atmosfera demasiada unilateral simplesmente estando presentes e colaborando.

Os jovens também são importantes para o papa. Em seu discurso de acolhida na Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, exatamente no dia 25 de julho de 2013, ele assim falou:

“Hoje quero vir aqui para confirmá-los nesta fé, na fé de Cristo que habita em vocês (...). Vocês sabem que na vida de um bispo existem muitos problemas que devem ser resolvidos. E com estes problemas e dificuldades a fé do bispo corre o risco de desanimar. Que tristeza é um bispo desanimado! Que tristeza! Para que a minha fé não seja desanimada vim aqui para ser contagiado pelo entusiasmo de todos vocês!”

O Papa Francisco conhece as dificuldades dos jovens de hoje e as dificuldades do ministério jovem (Evangelii Gaudium, 105-106). Mas ele também sabe que “os jovens chamam-nos a despertar e a aumentar a esperança, porque trazem consigo as novas tendências da humanidade e abrem-nos ao futuro, de modo que não fiquemos encalhados na nostalgia de estruturas e costumes que já não são fonte de vida no mundo atual” (Evangelii Gaudium, 108).

O papa nomeia a base teológica da significação do testemunho dos leigos na Igreja. Ele se refere ao ensinamento do sensus fidei, o sentido espiritual para aquilo que é uma questão de fé e de se viver uma vida de fé. A doutrina do sensus fidei, que é dado a todo o cristão através do Espírito Santo no Batismo, está muito bem estabelecida na tradição bíblica e teológica, mas frequentemente tem sido negada. John Henry Newman apresentou-a, de maneira renovada, em seu famoso ensaio “On Consulting the Faithful in Matters of Doctrine”, e o Vaticano o retomou novamente. Aqui sustenta-se que o povo de Deus não pode, como um todo, errar em matéria de crença (Lumen Gentium, 12; Evangelii Gaudium, 119, 139, 198).

Infelizmente, este ensinamento foi ignorado após o Concílio. Havia um temor de que ele fosse usado de forma errada por grupos dissidentes de dentro da Igreja. O Papa Francisco não partilha deste medo. Ele destaca a doutrina do sensus fidei e, a partir dela, conclui que a Igreja deve manter-se atenta ao povo. Ele fala do instinto dos leigos em encontrar novas formas de evangelização e argumenta, portanto, a favor de se tomar medidas para que as vozes destas pessoas sejam ouvidas e de se ter diálogos pastorais com elas.

O Papa Francisco quer um magistério que escuta. Na Evangelii Gaudium, ele mostra o quão sério fala sobre este assunto. Nessa exortação apostólica, Francisco cita não apenas declarações do magistério romano, mas, muitas vezes, cita também documentos de conferências episcopais ao redor do mundo. A piedade popular é especialmente importante para ele. Ela é fruto do Espírito Santo, uma fonte teológica e, por assim dizer, a língua materna da fé. No Documento de Aparecida, de 2007, os bispos da América Latina e do Caribe falam da “mística popular” – o Papa Francisco cita o texto na Evangelii Gaudium (124, 237).

Isto não quer dizer que a Igreja estabelece, a partir de si, a verdade e o seu poder. Pelo contrário, como povo itinerante de Deus, a Igreja não sobrevive de recursos próprios, mas da escuta da palavra de Deus e dos sacramentos, especialmente a Eucaristia. O papa devota o terceiro capítulo inteiro da Evangelii Gaudium para falar sobre a vida com base na palavra proclamada de Deus.

Toda a evangelização está fundada sobre esta Palavra escutada, meditada, vivida, celebrada e testemunhada. (…) A Igreja não evangeliza, se não se deixa continuamente evangelizar. É indispensável que a Palavra de Deus ‘se torne cada vez mais o coração de toda a atividade eclesial’. A Palavra de Deus ouvida e celebrada, sobretudo na Eucaristia, alimenta e reforça interiormente os cristãos e torna-os capazes de um autêntico testemunho evangélico na vida diária. (…) A Palavra proclamada, viva e eficaz, prepara a recepção do Sacramento e, no Sacramento, essa Palavra alcança a sua máxima eficácia.” (Evangelii Gaudium, 174)

Quanto aos sacramentos, a Igreja é uma mãe misericordiosa com um coração aberto a todos e todas. Os sacramentos são o remédio e alimento para os fracos; eles não são apenas para os perfeitos, de acordo com o papa. A Igreja deveria ser uma casa aberta, [uma casa] com as portas abertas. Francisco parece preferir a imagem da Igreja como uma mãe misericordiosa, imagem que custou caro ao bispo mártir Cipriano em sua controvérsia com Novaciano, em contraste com a imagem que Novaciano tinha de Igreja como uma virgem pura e santa. Contra o rigorismo de Novaciano, Cipriano apoiou a causa da clemência e misericórdia para os cristãos que se enfraqueceram durante a perseguição (lapsi). Hoje, o Papa Francisco diz que prefere uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter estado nas ruas a uma Igreja que permanece fechada dentro de suas próprias estruturas, enquanto do lado de fora uma multidão faminta está à espera.

Com estas e muitas outras declarações feitas em suas homilias diárias, parece que ele – o papa – preparou terreno para se permitir que cristãos em situações irregulares (como os indivíduos divorciados e recasados no civil), depois de uma análise de suas respectivas situações, participem dos sacramentos da Reconciliação e Eucaristia. O papa disse que não estava pensando em tais situações concretas quando fez uma determinada declaração na exortação Evangelii Gaudium. Até que haja uma decisão sobre questão pastoral inquietante e, ao mesmo tempo, controversa, ele quer, no exercício do ofício da unidade, primeiramente ouvir o que o Espírito está dizendo para as Igrejas (cf. Ap. 2,7; 11, 17, 29, etc.) e, então, decidir.

Contrariamente a muitas representações equivocadas, em meu discurso diante do Consistório Cardinalício em 2013, ainda que tenha tocado nesta questão, eu intencionalmente a deixei em aberto. Expressamente me referi à decisão do Sínodo em comunhão com o papa. “Permanecer na verdade” é para mim, assim como para todos os teólogos que participaram daquela discussão, um assunto dado, uma questão de lógica. A pergunta que aguarda uma resposta, entretanto, é: O que significa verdade no sentido da verdade bíblica da fidelidade divina (Emet, em Hebreus) numa situação concreta. Como muitas investigações exegéticas recentes mostram, esta questão não pode ser resolvida apenas citando as palavras de Jesus (Marcos 10,2-12 e paralelos), que foram transmitidas de forma diferente já no Novo Testamento. Mesmo se a questão sob consideração não seja a única questão – ou mesmo a questão central – da família hoje, ela se tornou, não obstante, para muitos cristãos o teste da viabilidade para o novo estilo pastoral. Portanto, deve-se esperar que, de acordo com a velha tradição conciliar, depois que se ouviu tudo, um grande consenso sobre o tópico possa ser alcançado para que, unificados, possamos nos voltar, todos, para as questões mais fundamentais da presente crise das famílias.

Por essa razão, seria errado ficarmos obcecados nos problemas eclesiais internos e no que é, geralmente, caracterizado como “batatas quentes”. O Papa Francisco está pensando para além do espaço interior da Igreja. Durante o período pré-Conclave, o então cardeal Bergoglio apontou que a Igreja não deveria se focar sobre si mesma; ela deveria ser não uma Igreja apaixonada narcisisticamente por si mesma, que dá voltas em torno de si própria. Um ser humano egocêntrico é um ser humano enfermo; uma Igreja egocêntrica é uma Igreja enferma (Evangelii Gaudium, 49). Francisco quer livrar-se do ar viciado de uma Igreja autocentrada – sofrendo por sua própria condição, celebrando ou lamentado a si mesma. Para ele, a Igreja é uma casa aberta, a casa do pai, onde há lugar para todos, com suas respectivas dificuldades. Assim, ele nos adverte sobre um fundamentalismo bem como sobre uma sacramentalização unilateral da vida eclesial.

O paradigma do Papa Francisco para a Igreja é a missão, um ministério pastoral que não busca só se preservar, mas que é decididamente missionário, uma Igreja que está, permanentemente, em estado de missão. Isto não significa proselitismo. A Igreja cresce não sendo prosélita, mas sendo atraente (Evangelii Gaudium, 14). Como diz o papa repetidas vezes: trata-se de ser uma Igreja que vai às periferias. Isto significa não apenas as periferias desabrigadas das megalópoles, mas também as periferias da existência humana.

Deus é um Deus da caminhada, aquele que pacientemente viajou um longo caminho conosco na história da salvação. Os padres da Igreja falaram da paciência e tolerância de Deus, de sua pedagogia e economia. Como vimos, o motivo de uma jornada ou caminhada é importante para Francisco. Para ele, a fé não é um ponto de vista fixo, e sim um caminho no qual cada pessoa, bem como a Igreja como um todo, está trilhando. A tarefa da Igreja é acompanhar as pessoas com sabedoria, paciência e misericórdia neste trajeto, neste processo de crescimento. Francisco cita o Beato Pedro Fabro, por quem ele tem uma estima especial: “O tempo é o mensageiro de Deus” (Evangelii Gaudium, 169-173). O documento final do Sínodo Extraordinário de 2014 adotou o entendimento de um ministério pastoral que vai ao encontro das pessoas onde elas estão e as acompanha.

Dito isso, tocamos na dimensão mais profunda – eu diria “mística” – da eclesiologia do Papa Francisco. Ele quer encontrar a Cristo – aliás, entrar em contato com Cristo – entre os pobres (Evangelii Gaudium, 270). A Igreja é o corpo de Cristo; portanto, tocamos as chagas de Cristo nas chagas dos outros. “Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram” (Mateus 25,40). Eis um ponto de vista místico. Faz lembrar Francisco de Assis, quem, no início de sua jornada espiritual, abraço um leproso; e lembra a experiência de Madre Teresa, quando ela carregou uma pessoa que estava quase morrendo para dentro de seu claustro e, no processo, teve a experiência de carregar Cristo em seus braços, como um ostensório. No ano passado, em Albânia, terra natal de Madre Teresa, Francisco falou, de forma comovente, sobre uma Igreja que pode administrar o consolo porque ela também foi consolada.

Neste ponto, a mudança de paradigma no método, correspondendo ao modelo do Bom Samaritano, se torna concreta. O Samaritano desce a estrada empoeirada, aproxima-se e enfaixa as feridas do homem que os assaltantes haviam roubado e paga as despesas para que cuidem dele. Francisco fala de uma mística da coexistência e encontro, do abraçar e apoiar uns aos outros, do participar numa caravana de solidariedade, numa peregrinação sagrada; fala de uma fraternidade mística e contemplativa, que “que sabe ver a grandeza sagrada do próximo, que sabe descobrir Deus em cada ser humano” (Evangelii Gaudium, 92). Ou, como disse Johann Baptist Metz, esta não é uma mística de olhos fechados, e sim uma mística de olhos abertos, que se torna uma mística de mãos amigas.

Para o Papa Francisco, a estrela guia da evangelização e deste tipo de acompanhamento pastoral é Maria, a mãe de Jesus – e a nossa mãe. Maria é o assunto do último capítulo da Evangelii Gaudium. Isto se tornou uma tradição nas encíclicas dos últimos papas. Para um papa que vem da América Latina e que é devoto da piedade popular, um tal capítulo é perfeitamente natural. Guadalupe, no México; Aparecida, no Brasil; e Luchan, na Argentina são todos locais de peregrinação mariana com significação nacional e continental. Não devemos julgar com arrogância sua menção como um tributo à ascendência e cultura do papa, mas sim reconhecer o poder religioso – incluindo o poder da nova evangelização – que emanou e ainda emana destes centros na história do continente latino-americano. Devemos levar a sério o fato de que, sem Maria, jamais poderemos compreender o espírito da nova evangelização e jamais poderemos inteiramente compreender a Igreja também. Sem Maria, a Igreja iria carecer de uma imagem feminina. Maria acompanha o povo de Deus no caminho da evangelização, mesmo em momentos de escuridão, que incluem muitas tribulações. Maria é o modelo e a defensora da evangelização. Portanto, há um estilo mariano na atividade missionária da Igreja; é uma revolução de ternura e amor.

Este artigo foi adaptado do novo livro do Cardeal Walter Kasper intitulado “Pope Francis’s Revolution of Tenderness and Love” (ed. Paulist Press), sem tradução para o português.

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