Cardeal e líderes do Occupy Central, em Hong Kong, se entregam à polícia

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04 Dezembro 2014

Não se sabe se eles serão aprisionados ou deixados livres. Forte convite aos estudantes de terminar o sit-in e encontrar outros métodos de luta, para evitar frustrações e violências. A Federação dos estudantes quer incrementar os protestos. Greve de fome em tempo indeterminado para o jovem Joshua Wong de Scholarism.

A reportagem foi publicada pela Asia News, 02-12-2014. A tradução é de Benno Dischinger.

Os três líderes de Occupy Central se consignarão amanhã às 15 na polícia de Hong Kong assumindo a responsabilidade legal de sua desobediência civil que os levou a ocupar solo público. Com eles se consignarão também alguns importantes apoiadores, entre os quais aponta o nome do card. Joseph Zen, bispo emérito de Hong Kong. O purpurado está há tempo intencionado a consignar-se para exprimir a própria vizinhança ao movimento e aos estudantes.

Hoje, numa conferência de imprensa, Benny Tai Yiu-ting, Chan Kin-man e o rev. Chu Yiu-ming declararam não saber para que fim vão ao encontro, “se seremos detidos ou se nos deixarão livres, mas estamos preparados para as consequências”.

Tai também acrescentou que ele espera que os estudantes concluam a ação e se retirem dos sit-in que por dois meses bloquearam algumas zonas centrais da cidade e os convidou a prosseguirem a luta pela democracia de outros modos mais frutuosos.

Tai, Chan e Chu são os fundadores do movimento Occupy e por alguns anos trabalharam para incrementar na população do território a consciência do valor da democracia. Para tal escopo, em junho passado lançaram o referendum que viu a participação de pelo menos 800 mil pessoas.

Leun Chun-ying, chefe do executivo, procurou esconder a influência de Occupy e num relatório à liderança chinesa não citou nem o movimento, nem o referendum.

Occupy sempre tem exigido que as eleições do chefe do executivo ocorram com sufrágio universal. No passado mês de agosto Pequim, ao invés, decretou que as eleições ocorram com a participação de todos, mas com candidatos escolhidos por um comitê e sob o controle da China.

A esta altura, os líderes de Occupy convidaram pelo menos 10 mil pessoas à desobediência civil e à ocupação de algumas zonas de Central, o distrito financeiro de Hong Kong. O encontro era para ser dia primeiro de outubro deste ano. Mas, os estudantes de Scholarism (escolas médias superiores) e da Federação dos universitários se apressaram antes da data a ocupar as zonas de Admiralty e de Mong Kok. A idéia de Occupy era de que a ocupação durasse vários dias. Ao invés disso, os estudantes continuaram até hoje. Segundo as indicações dos líderes, a ocupação devia ser não violenta e benévola com a população. Mas, nas últimas semanas, também pelas provocações da polícia, houve conflitos entre as forças da ordem e os grupos estudantis mais radicais.

A proposta dos três líderes aos estudantes – de abandonar os sit-in e de encontrar novos modos de luta pela democracia – procura salvar o movimento da erosão violenta. Ao mesmo tempo, salva da frustração os mesmos estudantes que por dois meses procuraram o diálogo com as autoridades, mas foram enfrentados com um firme fechamento de Leung e de Pequim.

Numa carta aberta a toda a população de Hong Kong, os três fundadores explicam que “consignar-se à polícia não é sinal de covardia. Isso mostra a nossa coragem em honrar o nosso empenho” e aos estudantes solicitam “inserir profundas raízes na comunidade e transformar o movimento para difundir o espírito do ‘movimento dos sistemas-de-defesa’... Quando irrompe a violência, é tempo de pensar em transformar o movimento”.

Para os três líderes as responsabilidades pelo insurgir de atos violentos caem sobre o governo que faliu no responder à sincera requisição dos estudantes de uma mudança do método eleitoral.

A proposta de Tai, Chan e Chu emerge precisamente enquanto os jovens da Federação têm declarado que querem aumentar e intensificar os protestos. Ontem à tarde, no entanto, Joshua Wong, o jovem líder de Scholarism, decidiu iniciar uma greve de fome por tempo indeterminado para constringir o governo a discutir uma reforma do processo eleitoral.

Durante a conferência de imprensa, Benny Tai explicou que o convite a concluir os sit-in é motivado pelo fato de que “a luta pela democracia é longa e necessitamos de energias para lutar”. E ao governo de Hong Kong recordou: “Mesmo que vocês desfaçam os sítios de ocupação, não podem desfazer as exigências de democracia da população”.

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