Mudanças radicais no Vaticano: Franssu, novo presidente do IOR

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Por: Caroline | 11 Julho 2014

O Vaticano anunciou hoje uma reforma radical em suas próprias estruturas econômicas e administrativas, com a nomeação de um novo presidente do IOR, Jean-Baptiste de Franssu (foto), que indica a reorganização do Instituto para as Obras da Religião (que irá se limitar a administrar as contas); o reforço da nova Secretaria para a Economia, guiada pelo cardeal australiano George Pell, que também será o responsável pelos trabalhos desta que, até agora, se encarregava da “seção ordinária” da Administração do Patrimônio da Sede Apostólica; e a transformação desta última em uma “tesouraria” geral. Nascem também dois comitês para a reforma do mundo da comunicação vaticana (cujo presidente é lord Chris Pattern) e do fundo de pensões do Vaticano (cujo presidente é dom Brian Ferme). O objetivo destas modificações radicais, como indicou o mesmo George Pell, é que o Vaticano seja “modelo de administração financeira, ao invés de uma ocasional causa de escândalos”. Haverá poucos italianos na cúpula: “Não somos o Vicariato de Roma, mas a Igreja universal”, destacou o cardeal australiano.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider, 09-07-2014. A tradução é do Cepat.

Fonte: http://goo.gl/27gSEf

Hoje, em uma sala de imprensa vaticana cheia de jornalistas, o cardeal Pell, o maltês Joseph F.X. Zahra (vice-coordenador do Conselho para a Economia), Ernst von Freyberg e Jean-Baptiste de Franssu explicaram detalhadamente as novas reformas, que foram elaboradas pela Secretaria de Economia, o super-discatério econômico do Vaticano, e pelo Conselho para a Economia, novo ente criado por Jorge Mario Bergoglio e dirigido pelo cardeal alemão Reinhard Marx, com base nas sugestões da comissão referente (a Cosea), que já encerrou suas funções. As reformas contaram com a aprovação do conselho dos nove cardeais que ajudam o Papa no governo da Igreja universal e na reforma da Cúria, o chamado “C9”, e, evidentemente, do Santo Padre.
 
A partir de hoje, Jean-Baptiste de Franssu é oficialmente o novo presidente do IOR. Com ele, também muda o conselho laico do Instituto. Já não fazem parte deste o estadunidense Carl Albert Anderson, o alemão Ronaldo Hermann Schmitz, o espanhol Manuel Soto Serrano e o italiano Antonio Maria Marocco. Entram, em troca, Clemens Boersig (Alemanha), Mary Ann Glendon (Estados Unidos) e sir Michael Hintze (Reino Unido). Entre os dois membros que serão nomeados dentro de pouco tempo, seguramente “haverá um italiano”, assegurou Pell. A comissão cardinalícia do IOR (composta, há poucos meses, por Abril e Castelló, Parolin, Schönborn e Tauran) irão somar-se Josip Bozanic de Zagreb (Croácia). Dom Alfred Xuereb continuará sendo o secretário do Conselho e dom Battista Ricca continuará sendo prelado do IOR. Von Freyberg, nomeado nos momentos finais do Pontificado de Joseph Ratzinger, disse que “concluiu a fase um; e inicia a fase dois, e é certo que esta fase estará nas mãos de alguém que possa se ocupar em tempo integral (eu não posso fazê-lo) e que conheça verdadeiramente o ‘asset management’ (e eu não sou um ‘asset manager’)”. Durante os próximos três anos, os estatutos do IOR serão analisados com base em três prioridades: “Reforçar o ‘business’ do IOR”, “mudar gradualmente a gestão do patrimônio para um novo e central Vatican Asset Management (VAM)”, e “concentrar as atividades do IOR na assessoria financeira e nos serviços pagos para o clero, as congregações, as diocese e os empregados leigos do Vaticano”. Sobre a nova situação, ressaltada pelos meios de comunicação, relacionada com uma perda no orçamento do IOR durante a época na qual o cardeal Bertone estava a frente, a favor da sociedade de televisão “Lux Vide”, Pell, apesar de não estar familiarizado com todos estes detalhes, apontou que “cada uma destas acusações será considerada séria, eficaz e apropriadamente pelas autoridades competentes”. Na relação com algumas notícias da imprensa, além disso, Joseph F.X. Zahra indicou: “Não existe uma sociedade na qual Jean-Baptiste de Franssu e eu tenhamos interesses comuns”.
 
A seção ordinária da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (APSA) “será transferida para a Secretaria para a Economia”. A decisão foi confirmada também com uma “iniciativa própria” assinada pelo Papa Francisco ontem e publicada hoje, na qual se esclarece que o dicastério de Pell administrará “os bens de propriedade da Santa Sé destinados a oferecer os fundos necessários para o desempenho das funções da Cúria Romana” e “os bens móveis encomendados a ela por outros organismos da Santa Sé”. Assim, passará a Aspa, que atualmente é definida como “seção extraordinária”, responsável dos investimentos. O dicastério, atualmente guiado pelo cardeal Domenico Calcagno, “concentrará as próprias atividades exclusivamente no papel da Tesouraria da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano”, como se fosse uma espécie de “banco central” do Vaticano. Uma de suas tarefas será de continuar a estabelecer relações estreitas com todos os principais bancos centrais. Pell anunciou também a criação de uma pequena Project Management Office (PMO), dirigida por Danny Casey que foi “business manager” da arquidiocese de Sidney. O cardeal esclareceu que também no futuro será necessário que o Vaticano recorra a assessorias externas tal e como foi feito nestes últimos meses.

Em relação ao Fundo de Pensões, o Conselho de Economia nomeou um comitê técnico para estudar a situação de tal fundo e formular propostas ao Conselho de Economia dentro do ano em andamento. O Conselho reconheceu que as pensões atuais e da próxima geração estão asseguradas, contudo o fundo deve garantir que haja disponibilidade suficiente para as gerações futuras em um mundo em evolução contínua. Muitos países ocidentais tiveram que enfrentar desafios do sistema de pensões nos últimos anos. Prevê-se que os novos estatutos estejam prontos para o final de 2014 com o fim de adaptar a organização do Fundo de Pensões a nova estrutura econômica-administrativa da Santa Sé. O comitê técnico será encabeçado pelo Secretario prelado do Conselho, dom Brian Ferme. Quatro especialistas leigos contribuíram com sua experiência profissional e suas competências Kotanko Bernhard (Áustria), Andrea Lesca (Italia), Antoine de Salins (França) e Nino Savelli (Italia). Além disso, terá representantes do Conselho de Economia, da Secretaria de Estado e do Fundo de Pensões.

Outra questão são os meios de comunicação do Vaticano e hoje anunciou-se a nomeação de um comitê para propor uma reforma dos mesmos. O comitê irá emitir um informe e um plano de reforma nos próximos 12 meses, depois de ter examinado a relação da Cosea. Os objetivos são de adequar os meios de comunicação da Santa Sé às novas tendências do setor, melhorar a coordenação e conseguir, de maneira progressiva e significativa, consideráveis economias financeiras. Tendo em conta os resultados positivos das iniciativas recentes, como a PopeApp e a conta do Twitter do Santo Padre, serão fortalecidos os canais digitais para assegurar que as mensagens do Papa estejam ao alcance dos fiéis de todo o mundo, especialmente dos jovens.

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