Nichols, um dos novos cardeais. Humildade e diálogo

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Por: Jonas | 17 Janeiro 2014

Em uma entrevista de 2007, ao jornal “Times”, confessou com simplicidade que tinha assumido claramente o chamado ao sacerdócio durante uma partida de futebol, aos 18 anos de idade. Continua sendo um apaixonado por futebol (“gostaria tanto de ir aos jogos: por que eu não poderia ser apenas mais um entre a multidão?”), porém, nesse momento, com seus quase 69 anos, Vincent Nichols é o 11º arcebispo de Westminster, em Londres, que se tornará cardeal.

 
Fonte: http://goo.gl/N7R2IM  

A reportagem é de Maria Teresa Pontara Pederiva, publicada por Vatican Insider, 16-01-2014. A tradução é do Cepat.

Uma decisão que, em certo sentido, parte dos católicos ingleses esperava, uma vez que ficaram “órfãos” durante o último Conclave de um cardeal eleitor (pois, o cardeal Cormac Murphy O’Connor havia completado seus 80 anos) e também por causa da nomeação (em dezembro) de dom Nichols na Congregação para os Bispos.

Pastor com grande experiência nas paróquias, no ensino em escolas católicas, como também em seminários, avançado no diálogo ecumênico com os anglicanos (antes com o primaz Williams e hoje com Justin Welby), sem se esquecer dos líderes judeus, muçulmanos e hindus, sensível aos novos desafios que a atual sociedade inglesa e europeia deve enfrentar, observador atento da situação internacional, Nichols é um interlocutor com prestígio, inclusive em nível político.

Nasceu em 1945, na pequena cidade de Crosby (Lancashire), estudou no Colégio Inglês em Roma, onde recebeu a ordenação sacerdotal, em 1969, e obteve a licenciatura em Filosofia e Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana. Prosseguiu com seus estudos e obteve o doutorado na Universidade de Manchester, enquanto oferecia seus serviços na paróquia e ensinava na St. Peter High School. Em 1974, viajou para os Estados Unidos para obter outro doutorado, na Loyola University de Chicago. Em 1980, tornou-se o diretor do Upholland Northern Institute, onde se ocupou da formação do clero e da pastoral.

Secretário geral da Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales, desde 1984, foi nomeado bispo auxiliar de Westminster, em 1992. Seis anos mais tarde, representou os bispos europeus no Sínodo da Oceania. Em 1999, foi secretário especial do Sínodo dos Bispos da Europa. Foi nomeado arcebispo de Birmingham, em 2000, e no ano seguinte se ocupou da direção da Comissão para a Proteção dos Menores de Abusos do Clero. A partir de 2008, preside a Comissão para a educação e a catequese das Conferências Episcopais da Europa (CCEE). Em 2009, foi nomeado arcebispo de Londres e imediatamente foi eleito, por aclamação, presidente da Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales.

“Peço humildemente a oração de todos para que eu possa cumprir com a minha responsabilidade”, foi seu primeiro comentário após o anúncio de domingo passado. E é justamente a humildade que parecer ser a qualidade universalmente reconhecida em Nichols: esquivo, está acostumado a tomar decisões conscientemente. Um exemplo foram (seguindo a linha de seu antecessor) as celebrações para a comunidade de homossexuais e lésbicas na Igreja do bairro de Soho. Após uma chamada de atenção do Vaticano, decidiu uma “mudança” de sede para essas celebrações para a Igreja dos jesuítas, em Farm Street.

Especialmente, concentrou suas energias pastorais para fazer com que a Igreja seja mais acolhedora e na homilia do Natal falou sobre a condição de pobreza na qual vivem muitos ingleses, além dos sofrimentos dos cristãos na Síria e em todo o Oriente Médio. Em 1996, teve um papel destacado na redação do documento “Common Good”, no qual os bispos católicos condenaram a ideologia da economia de mercado, um documento interpretado como apoio ao New Labour, do primeiro-ministro Tony Blair. Contudo, na homilia de início de seu ministério, em Westminster, também falou sobre a dimensão pública da fé e tranquilizou os conservadores. Apesar disso, sua linha sempre foi a do diálogo e da diferenciação entre Igreja e Estado. Inclusive, durante o intenso debate sobre a aprovação dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, por parte do governo de David Cameron, pois, seguindo os ensinamentos da Igreja, nunca ocultou sua aprovação das uniões civis. “O matrimônio é um bem público, não um assunto privado”, afirmou por ocasião do casamento entre o príncipe William e Kate, e recordou que 57% das crianças inglesas nascem de pais conviventes.

Nichols participa regularmente de debates públicos organizados por instituições de beneficência, institutos bancários e empresas. “Welfare”, a crise econômica, os direitos dos trabalhadores, os problemas dos imigrantes, o papel dos idosos e as oportunidades para os jovens são os seus “cavalos de batalha”, desde quando era um jovem sacerdote de caridade e voluntariado. No ano passado, na Catedral de St. Paul, falou sobre a situação da cidade de Londres: “São as pessoas as que fazem uma cidade, mas que tipo de cidade nós queremos construir?”. Seu modelo urbano é uma comunidade de pessoas, “em relação” de solidariedade.

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