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06 Janeiro 2014

Pelo amor de Deus, recordem "que a formação é uma obra artesanal, não policialesca. Devemos formar o coração. Caso contrário formamos pequenos monstros, e depois estes pequenos monstros formarão o povo de Deus". O papa pronunciou acentuando as palavras quando as disse para a plateia da União Geral dos Superiores dos Institutos religiosos masculinos, recebidos no Vaticano no final de novembro. Um longo colóquio (três horas, depois o Papa teve que cumprir o "compromisso com o dentista") feito de perguntas e respostas. Um diálogo 'franco e livre', que a revista Civiltà Cattolica publicou na tarde de ontem, dia 03-01-2014.

A reportagem é de Matteo Matzuzzi e publicada pelo jornal Il Foglio, 04-01-2014. A tradução é da IHU On-Line.

Francisco não quis longos discursos, pedindo aos interlocutores o mesmo. O presidente da União, o prepósito geral da Companhia de Jesus, padre Adolfo Nicolás, fez uma breve saudação inicial. Sentado comodamente, 'num clima de relax e distensão, tomando chimarrão", o Pontífice disse que "a Igreja deve ser atrativa".

Pediu aos presentes "de despertarem o mundo", de "serem testemunhos de um outro mundo a ser feito, de um outro modo de agir, de viver". Certamente, a vida é difícil, "feita de graça e de pecado". E "se a gente não peca, não é homem". Por isto é necessário distinguir entre pecadores e corruptos: "Todos somos pecadores, mas não todos somos corruptos. Nos seminários devem ser aceitos os pecadores, mas não os corruptos".

Francisco sobre um dos pontos que mais qualificaram a sua agenda nestes primeiros dez meses de pontificado. O olhar para as periferias. "As grandes mudanças da história foram realizadas quando a realidade é vista não do centro, mas da periferia. É uma questão hermenêutica, se compreende a realidade somente se se a vê desde a periferia e não se o nosso olhar está focado num centro equidistante de tudo". Fundamental, acrescentou Bergoglio, "é conhecer a realidade por experiência, dedicar um tempo para andar na periferia e conhecer a vida do povo. Se isto não acontece, corremos o risco de sermos ideólogos abstratos ou fundamentalistas, e isto não é sadio".

A formação, portanto, é um dos problemas mais difícil a ser afrontado": "Nos anos passados, a nossa cultura era mais simples e ordenada. Hoje, a inculturação exige um atitude diferente". Um exemplo? "Não se resolvem os problemas simplesmente proibindo de fazer isto ou aquilo. É preciso que o diálogo e o confronto sejam feitos. Para evitar os problemas, em algumas casas de formação, os jovens se controlam, procuram não cometer erros evidentes, buscando cumprir as regras, sorrindo muito, na espera do dia em que lhes será dito: "Muito bem, terminaste a formação".

"Isto - prosseguiu Francisco - é hipocrisia, fruto do clericalismo, que é um dos males mais terríveis".

Uma tendência ao clericalismo "que deve ser derrotada nas casas de formação e nos seminários". Aos jovens, porém, é preciso falar com uma nova linguagem, usando "um novo modo de dizer as coisas". Quem trabalha com os rapazes, disse o Papa, "não pode ficar dizendo coisas muito ordenadas e estruturadas como se fosse um tratado, porque estas coisas não atingem os jovens". Para eles, o mandamento é um só: "Sair do ninho que os segura para serem enviados". Mais uma vez, na periferia.

Mas que coisa é esta periferia?, perguntam alguns dos presentes no colóquio. "Certamente, permanecem as fronteiras geográficas, mas há também as fronteiras simbólicas, que não estão pré-fixadas e não são iguais para todos, mas que devem ser buscadas a partir dos carismas de cada instituto. Portanto, deve-se discernir tudo segundo o próprio carisma". Um carisma que deve ser inculturado, "e isto não significa nunca que deva ser relativizado. Não devemos torná-lo rígido e uniforme" porque "quando uniformizamos as nossas culturas, aí matamos o carisma". Para evitar que isto aconteça, é necessário "introduzir no governo central das ordens e das congregações pessoas de várias culturas que exprimam modos diferentes de viver o carisma".

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