Francisco, o novo “herói” da esquerda?, pergunta o Guardian

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Por: André | 19 Novembro 2013

O jornal britânico The Guardian, uma das principais publicações da esquerda liberal britânica, considera, em um artigo publicado nas últimas horas, que o papa da Igreja católica poderá substituir Barack Obama como rosto da esquerda e dos liberais em nível mundial.

A reportagem está publicada no sítio da BBC Mundo, 17-11-2013. A tradução é de André Langer.

Em uma coluna intitulada “Por que até os ateus deveriam rezar pelo Papa Francisco”, o The Guardian indica que – enquanto o cartaz com o rosto de Obama, prometendo esperança e mudança, está se apagando – “o novo e óbvio herói da esquerda é o Papa”.

Em seu artigo, o jornalista Jonathan Freedland destaca desde os gestos de humildade do pontífice católico até suas mensagens de reforma das prioridades da Igreja, menos centrada em questões polêmicas como o aborto ou a homossexualidade e mais focalizada em ajudar os pobres.

Freedland ressalta a popularidade de Francisco com alguns dados: “É o homem que mais buscas na internet teve em 2013. Muito mais que o Obamacare ou o escândalo de espionagem da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos. E não apenas isso. Na Itália, o nome mais popular para batizar as crianças é Francesco”.

Para o autor, uma das coisas que mais chama a atenção nas palavras do novo Papa é que não são simples retórica, mas que encontram apoio em suas ações.

“Pode ser acusado pelo fato de que suas ações sejam meramente publicitárias. Mas sua mensagem é muito mais profunda, de uma igualdade quase elementar. Ele está empenhado em retirar as aparências de riqueza que cobrem os prédios do Vaticano para fazer a Igreja retornar ao seu propósito fundamental que ele mesmo define como ‘uma Igreja pobre para os pobres’”.

E acrescenta, “para ele, não é a instituição que conta, mas a missão”.

No entanto, o jornalista também analisa os desafios que Francisco tem em relação a um setor conservador da cúria que o cerca no Vaticano e à política de converter uma Igreja que julga em uma Igreja que perdoa. E que esse exemplo poderia ser replicado no mundo.

“Poderá não ter um exército, nem batalhões nem regimentos, mas tem um púlpito, e neste momento o está usando para ser a voz mais clara e contundente do mundo contra o status quo”, termina o artigo.

Outros assuntos que Freedland destaca é o questionário que recentemente o Papa Francisco enviou aos bispos do mundo sobre questões como o divórcio, o uso de anticoncepcionais e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Segundo o correspondente da BBC em Roma, David Willey, o Papa Francisco está sob a pressão de muitos países católicos que querem que a Igreja assuma uma visão renovada sobre a proibição do uso de anticoncepcionais e sua negativa em permitir que os divorciados voltem a casar-se e a comungar.

Mas aparentemente há uma divisão neste aspecto entre o Papa, conhecido por suas ideias mais progressistas, e alguns de seus principais conselheiros.

A pesquisa faz parte dos preparativos para o Sínodo Extraordinário dos Bispos que se realizará em outubro do próximo ano e cujo tema principal será a família.

“Hoje perfilam-se problemáticas até há poucos anos inéditas, desde a difusão dos casais de fato, que não acedem ao matrimônio e às vezes excluem esta própria ideia, até às uniões entre pessoas do mesmo sexo”, diz o questionário.

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