Divorciados em segunda união: “Müller não pode encerrar a discussão”

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Por: André | 12 Novembro 2013

“O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé não pode terminar com a discussão” sobre o tema dos divorciados em segunda união e que será discutido (além de outras questões relacionadas à família) durante o Sínodo Extraordinário de 2014 e pelo Sínodo Ordinário de 2015. A afirmação é do cardeal alemão Reinhard Marx, arcebispo de Munique e membro do Conselho dos Oito Cardeais que está ajudando o Papa Francisco na reforma da cúria e no governo da Igreja universal.

A reportagem é de Andrea Tornielli e publicada no sítio Vatican Insider, 11-11-2013. A tradução é de André Langer.

As palavras de Marx foram ditas na quinta-feira passada ao final dos trabalhos da Conferência Episcopal de Freising, que reúne os bispos bávaros; além do de Munique participam os pastores de Regensburg, Passau, Augusra, Bamberga, Würzburg, Eichstätt e Speyer. Marx referiu-se ao longo artigo do arcebispo Gerhard Ludwig Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, publicado há alguns dias no L’Osservatore Romano e que foi divulgado em diferentes línguas: um texto sobre o tema da indissolubilidade matrimonial que encerra drasticamente a prática vigente nas Igrejas ortodoxas sobre a possibilidade de uma bênção de um segundo casamento após um percurso penitencial para o cônjuge que foi abandonado.

O artigo recebeu o aplauso de alguns observadores que, satisfeitos, definiam-no como “um recinto” ao redor da Igreja, esse “hospital de campo” do Papa Francisco. De fato, a negação da hipótese ortodoxa veio depois que o próprio Pontífice argentino havia se referido a ela durante a entrevista que deu no voo de volta da Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro, em julho deste ano. Depois se soube que o artigo de Müller não era um texto inédito e que também não havia sido escrito para a ocasião. Trata-se, de fato, de um artigo escrito e publicado no Tagespost de 15 de junho passado, isto é, antes que Francisco pronunciasse aquelas frases no avião de volta para Roma. O fato de que aquela passagem que nega a prática ortodoxa tenha sido publicada sem modificações inclusive depois das palavras do Papa Francisco foi interpretado por muitos observadores como um encerramento definitivo diante de qualquer abertura ou reforma relacionada com as normas sobre os divorciados em segunda união.

Agora, o cardeal Marx, membro do Conselho do Papa, afirma que com respeito a estes argumentos “se discutirá amplamente... com quais resultados, não sei”. Explicou também que um enorme número de fiéis não pode compreender por que “uma segunda união não seja aceita pela Igreja” e considerou que era inadequado falar sobre o divórcio simplesmente como um “fracasso moral”. Marx também recordou que Roma quer uma ampla discussão em toda a Igreja em vista do Sínodo que está sendo preparado.

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