“Há mais casamentos inválidos hoje do que no passado”, afirma Gerhard Müller

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Por: André | 23 Outubro 2013

O arcebispo Gerhard Ludwig Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, escreve sobre o tema dos divorciados em segunda união e sobre a possibilidade de que recebam a eucaristia. Ele o fez num longo e documentado artigo publicado no L’Osservatore Romano, como se fosse um resumo dos documentos e das posturas do magistério da Igreja sobre o tema, a partir das referências bíblicas.

A reportagem é de Andrea Tornielli e publicada no sítio Vatican Insider, 22-10-2013. A tradução é de André Langer.

São dois os principais aspectos apontados neste artigo relacionado com um dos temas que serão discutidos pelo Sínodo Extraordinário de outubro de 2014. O primeiro confirma a intenção de ver com maior atenção as declarações de nulidade matrimonial; Bento XVI e depois Francisco falaram a respeito em diferentes ocasiões, destacando que a falta de fé pode representar uma causa de nulidade.

A este respeito, Müller afirma: “A mentalidade contemporânea contrasta com a compreensão cristã do casamento, sobretudo a respeito da sua indissolubilidade e abertura à vida. Posto que muitos cristãos são influenciados por este contexto cultural, os casamentos são provavelmente mais frequentemente inválidos em nossos dias do que eram no passado. Com efeito, falta a vontade de casar-se segundo o sentido da doutrina matrimonial católica e reduziu-se a adesão a um contexto vital de fé. Por isto, a comprovação da validez do casamento é importante e pode conduzir a uma solução destes problemas”.

O segundo se relaciona com a prática oriental de abençoar as segundas uniões após um caminho penitencial. Na entrevista que Francisco concedeu aos jornalistas durante o voo de volta para Roma do Rio de Janeiro, explicou que “com respeito ao problema da comunhão das pessoas em segunda união... Eu creio que é preciso ver esta questão na totalidade da pastoral matrimonial. E, por isso, é um problema. Mas também um parêntese: os ortodoxos têm uma prática diferente. Eles seguem a teologia da economia, como a chamam, e dão uma segunda possibilidade; eles o permitem. Mas creio que este problema (fecho o parêntese) deve ser estudado no marco da pastoral matrimonial... Estamos no caminho rumo a uma pastoral matrimonial um pouco mais profunda”.

O Papa Francisco (entre parêntese e sem especificar nada mais) também aludiu nessa ocasião à prática das Igrejas ortodoxas. Uma intervenção mais articulada sobre este argumento foi feita pelo cardeal Roger Etchegaray em um consistório.

Com relação ao segundo argumento, Müller escreve no L’Osservatore Romano sua não aceitação: “Atualmente, existe nas Igrejas ortodoxas uma multidão de causas para o divórcio, que em sua maioria são justificadas mediante a referência à Oikonomia, à indulgência pastoral em casos particularmente difíceis, e abrem o caminho para um segundo ou terceiro casamento com caráter penitencial. Esta prática não é coerente com a vontade de Deus, tal como se expressa nas palavras de Jesus sobre a indissolubilidade do matrimônio, e representa uma dificuldade significativa para o ecumenismo”.

“No Ocidente – continua o prefeito do ex-Santo Ofício – a Reforma Gregoriana opôs-se à tendência liberalizadora e retornou à interpretação originária da Escritura e dos Santos Padres. A Igreja católica defendeu a absoluta indissolubilidade do matrimônio também ao preço de grandes sacrifícios e sofrimentos. O cisma da ‘Igreja da Inglaterra’ separada do sucessor de Pedro, não aconteceu por razões de diferenças doutrinais, mas porque o Papa, em obediência às palavras de Jesus, não podia ceder à pressão do Rei Henrique VIII para dissolver seu casamento”.

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