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Por: André | 14 Junho 2013

“Não se pode viver sem amigos”, disse o Papa Francisco a uma estudante italiana há alguns dias. Em uma conversa improvisada com alunos de escolas jesuítas, em 7 de junho passado, confessou que mantém um contato frequente com seus grandes companheiros da Argentina. Vários deles, políticos e sindicalistas, viajaram a Roma para compartilhar “o pão e o sal” com o líder máximo da Igreja Católica, em um encontro que durou nada menos que cinco horas.

 
Fonte: http://bit.ly/14z60lL  

A reportagem é de Andres Beltramo Alvarez e publicada no sítio Vatican Insider, 13-06-2013. A tradução é do Cepat.

Tudo aconteceu no dia 24 de maio na Casa de Santa Marta, a residência vaticana de Jorge Mario Bergoglio. Um grupo de argentinos ocupou uma longa mesa, sobriamente preparada. Como era previsível, a cabeceira ficou reservada para o Papa e em ambos os lados se acomodaram os convidados, alguns dos quais estiveram acompanhados de suas respectivas esposas.

O encontro não foi casual. Na realidade, tratou-se da continuação de um costume que Bergoglio já tinha em Buenos Aires. Praticamente todas as sextas-feiras o arcebispo almoçava com estes personagens, em um ambiente distraído e familiar. Na Argentina era chamado de “círculo político íntimo” do cardeal.

Estavam naquela mesa Oscar Mangone, secretário do sindicato do gás; José María del Corral, diretor do Instituto San Martín de Tours; Luis Liberman, especialista em assuntos educacionais e ex-diretor de Educação de Gestão Privada no governo da cidade de Buenos Aires; o rabino Daniel Goldman, da comunidade Bet El e Omar Abul, referência da comunidade islâmica.

Segundo revelou o jornal argentino Ámbito Financiero, o pontífice esteve tão à vontade que a sobremesa se alongou por várias horas e o almoço durou cerca de cinco horas. Algo comum na Argentina, onde o espírito familiar é uma constante quando se convive com amigos.

Todos degustaram peixe e verduras, um cardápio tipicamente mediterrâneo que só foi uma desculpa para a conversa aberta com o Papa, que falou livremente de seu encontro com a presidenta argentina, sobre sua possível viagem apostólica ao seu país natal e sobre seus primeiros meses de pontificado.

Francisco referiu-se em termos positivos à sua reunião com a presidenta Cristina Fernández de Kirchner, com quem também teve um almoço privado no dia 18 de março (alguns dias depois de ter sido eleito). “Foi bom que viesse. Além disso, vi que estava muito bem”, teria dito.

O grupo também falou da situação política argentina, que se prepara para as eleições legislativas de metade do mandato. Como em outras ocasiões, Bergoglio fez um apelo à unidade.

“Viagens à Argentina? Não este ano, talvez no ano que vem. Não se esqueçam que sou o Papa de todo o mundo e em matéria de viagens tenho que compensar entre os continentes, para que não digam que prefiro a América Latina. Tenho que ir ao Brasil este ano e tenho que buscar algum argumento para repetir o continente no ano que vem”, confessou.

Esse almoço entre amigos recorda o costume habitual do Papa João Paulo II de convidar para o almoço pessoas com as quais queria compartilhar ideias em um ambiente mais descontraído. Bento XVI, por sua vez, preferiu sempre reservar sua mesa para a família pontifícia, salvo extraordinárias ocasiões.

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