Estudantes de colégios jesuítas em audiência com o Papa Francisco

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07 Junho 2013

O caso dos jesuítas é um “imprinting” - para utilizar as palavras do presidente da BCE, Mario Draghi - que permanece por toda a vida: sobre isso, todos os ex-alunos das escolas dos jesuítas – do Colégio Máximo de Roma aos Social de Turim – concordam. Em vista do encontro, nesta sexta-feira, do papa Francisco com os alunos, as famílias e o pessoal das escolas jesuítas da Itália e Albânia, alguns ilustres ex-estudantes ofereceram os seus testemunhos num vídeo mostrado durante a apresentação do evento à Rádio Vaticano.

A reportagem é de Alessandro Speciale e publicada por Vatican Insider, 06-06-2013. A tradução é de Benno Dischinger.

As exigências foram muitíssimas. No que se refere aos colégios, se preveem 2030 participantes de Roma, 1800 de Milão, 1500 de Turim, 1100 de Palermo, 650 de Nápoles, 575 de Messina, 60 de Scutari. Depois, há alguns ex-alunos de colégios que, com o tempo, têm sido fechados: Gênova, Acireale, Bari, Livorno... Outros 360 participantes vêm das escolas Fé e Alegria (Gênova, Milão, Roma), 500 dos movimentos juvenis inacianos (Meg, Liga missionária estudantil, CVX) e de algumas paróquias ligadas aos jesuítas.

Os colégios envolvidos são sete: além daqueles de Roma e Turim, estarão também o Leão XIII de Milão, o Pontano de Nápoles, o Sant’ Inácio de Messina, o Centro educativo inaciano de Palermo, o Pjetër Meshkalla de Scutari. Entre os ilustres ex-alunos que confirmaram sua presença estão também Luigi Abete, Gabriele Albertini, Leoduca Orlando, Giovanni Minoli, Gianni di Gennaro e talvez Piero Fassino.

Turim preparou um quadro que configura a casa natal do papa próximo de Asti, um quadro de Santo Ambrósio pertencente ao cardeal Martini, Roma um ícone de Nossa Senhora da Estrada, Nápoles uma natividade de Ferrigno, Palermo e Messina prepararam produtos típicos. Mais uma coleta de fundos para as obras de caridade do papa.

Serão, no final, uns nove mil estudantes e ex-alunos que chegarão em Roma no Vaticano. Padre Vitangelo Denora, delegado para as escolas da Itália da Companhia de Jesus, explicou que o papa responderá a algumas perguntas colocadas pelos estudantes: daquelas dos estudantes das escolas elementares, que lhe perguntarão o que faz exatamente o papa, àquelas dos alunos dos Liceus que perguntarão a Francisco se jamais teve crises de fé e o que pensa da situação em seu novo país, a Itália. “O entusiasmo que vejo nos olhos dos nossos alunos – declarou o padre Denora – nos dá uma nova força e uma confiança maior no futuro de nossa função educativa e de nosso mundo”.

No encontro também estarão presentes os estudantes de “Fé e Alegria”, a rede de escolas populares dos jesuítas, nascida na América Latina, mas presente também na Europa junto aos imigrantes, e os jovens dos movimentos juvenis inacianos. O encontro na Aula Paulo VI iniciará às 10h30, com um momento de animação no qual cada colégio dará a própria contribuição; sobre o palco se alternarão música, vídeo e testemunhos de alunos, de docentes ou ex-alunos que contarão como a educação dos jesuítas mudou sua vida.

Para Staffan de Mistura, ex-vice-ministro do Exterior, os estudos no Máximo têm sido uma experiência “que mudou a minha vida: impeliu-me a usar o tempo e os dons recebidos, em qualquer profissão, com a consciência de que é preciso render qualquer coisa em torno da sociedade”.

“Também o fato de que alguém no decurso da vida se afaste da fé é um sinal de liberdade”, observou Elisabetta Belloni, diplomata, também ela ex do Máximo. 

“Quem é diplomata deve saber dizer a verdade sem ofender ninguém”. E aqui se vê o imprinting’ dos jesuítas: “quem estuda com os jesuítas, num certo sentido se torna um pouco jesuíta por toda a vida”, admitiu de Mistura.

Um aspecto significativo do evento é constituído pela sua narrativa em rede, sob o título ‘Do Papa’. Do Papa é, de fato, o nome da página no Facebook: https://www.facebook.com/DalPapa, já ativa, na qual vem publicados alguns testemunhos dos participantes, frases das cartas e desenhos dos mais pequenos; do Papa é o hashtag que acompanhará o livetweeting do evento; no site www.dalpapa.it o encontro será transmitido integralmente ao vivo, graças às retomadas do Centro televisivo vaticano, para depois ser relançado em www.gesuitinews.it e seus sites dos vários institutos. Será possível segui-lo também no tablet e smartphone, fazendo o download do aplicativo gratuitamente no site da Rádio Vaticano.

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