O Banco do Vaticano tem presidente. "A Pacem in Terris pode ficar tranquila"

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Por: André | 16 Fevereiro 2013

Um líder “part-time” para o IOR Instituto para as Obras de Religião: e três dias em Roma, quatro em Frankfurt. Seu salário é um segredo, mas o que está claro é que manterá seu trabalho fora do Vaticano. O novo presidente do IOR, o advogado alemão Ernst Von Freyberg (membro da Ordem de Malta) também é presidente de um estaleiro naval, o Blohm-Vhoss Group, de Hamburgo. “Não sei se fabricam navios de guerra ou embarcações em geral; sei que Von Freyber também organiza peregrinações a Lourdes”, respondeu o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, convidando para “não apressar os juízos negativos por sua experiência de trabalho”. “Sua nomeação – indicou o jesuíta Lombardi – aconteceu após um profundo processo, conduzido por pessoas que conhecem bem a natureza e as finalidades da Santa Sé; me parece que não se deve tirar conclusões superficiais veiculadas pela mídia, apontando uma incoerência com a doutrina da Pacem in Terris de João XXIII”.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi e está publicada no sítio Vatican Insider, 15-02-2013. A tradução é do Cepat.

Em tempo real, enquanto falava com os jornalistas, o porta-voz do Vaticano recebeu um bilhete com uma explicação: “a sociedade já não fabrica navios, vendeu essa seção, de modo que realiza apenas engenharia naval”. Depois de ler este breve texto, o jesuíta Lombardi comentou com um sorriso: “A Pacem in Terris pode ficar tranquila; tudo está resolvido”. No sítio da internet da sociedade alemã ainda aparece a construção de fragatas e embarcações armadas.

No encontro com os jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa do Vaticano descreveu com detalhes o procedimento para a escolha do sucessor de Ettore Gotti Tedeschi, “um ‘iter’ que começou antes do verão passado, quando o Conselho de Superintendência propôs que a seleção dos managers fosse incumbida a uma agência, e que se comprometeu notavelmente estudando a natureza particular do IOR e também as características desejadas para o candidato, um trabalho levado realizado com grande intensidade”.

Segundo o que indicou o padre Lombardi, “a agência indicou 40 candidatos ao conselho, que realizou uma seleção progressiva até identificar os seis candidatos mais adequados”. Os seis conversaram com os membros do conselho e destas entrevistas surgiu a terna que foi submetida ao juízo do Conselho de Cardeais. O papa conhece a família do novo presidente, mas não quer dizer que tivesse uma amizade pessoal, explicou o porta-voz.

“Ele mora em Frankfurt e se prevê que vá a Roma três dias por semana”, indicou Lombardi. Von Freyberg fala inglês, alemão, francês e também o italiano. Nasceu em 1958, obteve a licenciatura em Jurisprudência nas Universidades de Mônaco e de Bonn, trabalhou no TCR Europe Limited (Bemberg Group) e no Three City Research Inc. (Bemberg Group); fundou e dirigiu a Daiwa Corporate Advisory GmbH de 1991 a 2012, e desde o ano passado é presidente do Blohm+Vhoss Group, sociedade de Hamburgo ativa na produção naval. É membro ativo da Ordem de Malta e copresidente da associação que organiza as peregrinações a Lourdes para a diocese de Berlim. Fundou a Fundação Freyberg, que apoia instituições de educação católicas.

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