Conjuntura da Semana. ‘Tsunami’ de greves de servidores públicos pressiona governo Dilma Rousseff

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Por: Cesar Sanson | 14 Agosto 2012

A análise da Conjuntura da Semana é uma (re)leitura das Notícias do Dia publicadas diariamente no sítio do IHU. A análise é elaborada, em fina sintonia com o Instituto Humanitas Unisinos – IHU, pelos colegas do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT, parceiro estratégico do IHU, com sede em Curitiba-PR, e por Cesar Sanson, professor na Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, parceiro do IHU na elaboração das Notícias do Dia.

Sumário:

Greve dos servidores pressiona governo

O início do ‘tsunami’
Opção fiscalista e endurecimento nas negociações
Centrais endurecem interlocução e CUT eleva o tom
Solidariedade de classe e risco de isolamento
As apostas do governo para o fim do movimento

Reforma do Código Florestal

Abre-se a Caixa de Pandora
Erro político do governo

Conjuntura da Semana em frases e tuitadas

Eis a análise.

A greve dos servidores públicos federais que vem tensionando fortemente o governo e os novos retrocessos no debate do Código Florestal são os temas abordados na Conjuntura da Semana. Confira a análise.

Greve dos servidores pressiona governo

Na sexta-feira, dia 10 de agosto, em visita a Rio Pardo de Minas, distante quase 700 km de Belo Horizonte, a presidente Dilma Rousseff foi vaiada por um grupo de professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e das universidades de Salinas e Ouro Preto. Dois dias antes, a vaia foi dirigida ao ministro Gilberto Carvalho ao deixar a Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente que reuniu sindicalistas.

Os protestos, num curto espaço de tempo, são um termômetro da tensão que envolve o governo e uma daquelas que historicamente sempre foi uma das principais bases político-eleitorais do PT: os servidores públicos federais.  O vagalhão de greves entre os servidores vem ampliando-se rapidamente. Calcula-se que aproximadamente 350 mil estão em greve – praticamente a metade do quadro de servidores civis da União.

Para piorar a situação, de ambos os lados, subiu a temperatura no tom da interlocução. O governo, num gesto de endurecimento, publicou o Decreto nº 7.777, que permite a substituição dos funcionários parados por servidores das mesmas carreiras em Estados e municípios e, ato contínuo, pediu o corte de ponto dos servidores em greve e sinalizou até mesmo com novos concursos.

Do outro lado, os grevistas aumentaram a pressão com acusações, mobilizações e paralisações que atingem a população e criam transtornos para constranger o Palácio do Planalto. Até mesmo a CUT, que sempre jogou do lado do governo, passou a fustigar Dilma e até protocolou na OIT acusação contra o governo por práticas antissindicais.

O início do ‘tsunami’

A tensão não é recente. Desde janeiro desse ano, os servidores anunciam o seu descontentamento. O governo, entretanto, tolhido pela recessão mundial avisou que em 2012 não seria possível nenhum reajuste.

Os professores das universidades federais foram os primeiros a entrarem em greve. O governo não deu muita importância ao movimento, porém, e até mesmo para surpresa das entidades representativas dos docentes – Andes e Proifes – a greve se espalhou rapidamente atingindo em poucas semanas a maioria esmagadora das instituições de ensino superior. O rápido crescimento do movimento pegou também o governo de surpresa. Numa tentativa de esvaziar a greve, o executivo deu um reajuste de pouco mais de 4% à categoria. O movimento, porém, continuou forte, ampliou-se, e forçou o governo a uma nova proposta.

O governo apresentou então nova proposta aos professores que foi rechaçada; apresentou em seguida uma terceira proposta com a oferta de um aumento entre 25% e 40% até 2015 que novamente foi rejeitada por esmagadora maioria dos sindicatos. O argumento dos docentes é que a proposta embutia uma “armadilha” ao sugerir um índice de reajuste num prazo dilatado que seria “engolido” pela inflação do período. Entretanto, a governista Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), um racha do Andes, e que representa pequena parcela de sindicatos, aceitou a proposta. Destaque-se, entretanto, que até mesmo sindicatos filiados ao Proifes continuam em greve.

Avaliações dão conta de que os erros nas negociações com os professores podem ter motivado outras categorias a entrarem em greve. Num primeiro momento, o governo tentou endurecer, depois negociou. Petistas dizem não entender como o governo não conseguiu acabar com a greve após ter feito duas propostas. A sensação que ficou, a partir dessa interpretação, é de que se os professores recebem duas propostas, mantém a greve e continuam recebendo, outras categorias perceberam que há espaço para pressionar. Rapidamente as greves se multiplicaram e o movimento já atinge 30 categorias de servidores públicos.

Na avaliação dos setores mais moderados do movimento grevista, o governo errou ao demorar em abrir negociações: “Nós temos uma cultura no Estado brasileiro de que primeiro se espera o que acontece para depois dialogar. A greve dos docentes federais, por exemplo: quase três meses em paralisação e agora o governo vem colocar uma proposta na mesa. O governo não pode ser indiferente a esse conflito”, disse Pedro Armengol, coordenador do setor público da CUT. Segundo ele, “isso é uma política equivocada. Temos que quebrar a concepção de só falar com o servidor no momento em que esse conflito leva a desgastes e prejuízos à população. Na greve se dialoga”.

O secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, vai na mesma linha: "Há um erro no governo de dizer que tem limitação no Orçamento e não dizer qual é. Deveria pegar a proposta do servidor e falar: 'Isso eu não posso atender, mas posso fazer isso aqui'”. Ele também criticou o modelo de negociação salarial: "Todas as categorias em greve têm o mesmo patrão. Deveria haver uma mesa unificada para tratar das questões do trabalhador, com um contrato coletivo", afirmou.

O fato é que quando o governo se deu conta do tamanho do problema ficou desorientado e passou a emitir sinais confusos, ora ameaçando endurecer e ora sinalizando com negociações. Foi o tom ameaçador do governo, particularmente o decreto 7.777 e a ameaça do corte do ponto que irritou o movimento sindical. É nesse contexto que se explicam as vaias dos últimos dias à ministra Dilma Rousseff e ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gilberto Carvalho.

O aumento da beligerância na relação do governo com as entidades dos servidores públicos federais tem entre outras razões o estilo Dilma de negociar e a postura da Central Única dos Trabalhadores – CUT que transitou do distanciamento do movimento para o seu apoio.

Opção fiscalista e endurecimento nas negociações


Numa resposta ao movimento dos servidores, Dilma Rousseff afirmou que "tem de olhar o que é mais importante no país (...) O que o meu governo vai fazer é assegurar empregos para aquela parte da população que é a mais frágil, que não tem direito à estabilidade, que sofre porque pode e esteve, muitas vezes, desempregada”. A presidente repete uma linha adotada pelo governo. Alguns dias antes, o ministro Gilberto Carvalho, disse o mesmo: “A prioridade é usar o espaço fiscal para cuidar do emprego daqueles que não têm estabilidade".

O governo insiste na tese de que aumentos fora de hora podem desajustar o frágil equilíbrio financeiro. O governo argumenta que durante o governo Lula quase todas as carreiras do funcionalismo federal obtiveram expressivos ganhos salariais. Segundo o governo, o gasto médio por servidor no Executivo saltou de R$ 2.840,00 no fim de 2002 para R$ 7.690,00 em 2012. De acordo com o governo a elevação superou em cem pontos percentuais a inflação de 70%.

De acordo com essa tese, servidores são trabalhadores privilegiados no contexto do conjunto do mercado de trabalho e podem esperar um reequilíbrio da economia, o retorno do crescimento da economia.  No raciocínio do governo a prioridade é retomar o crescimento econômico para manter aquecido o mercado de trabalho.

Essa orientação, entretanto, é questionada por alguns economistas que veem no governo Dilma uma opção fiscalista na forma de conduzir a política econômica. Segundo essa visão, a presidenta vem sendo mais zelosa com o rigor fiscalista do Estado do que certa orientação keynesiana num modelo desenvolvimentista preconizado pelo governo. Nesse contexto, nem pensar reajustes para servidores públicos federais.

Segundo a jornalista da área econômica Sonia Racy, “há um mês, Dilma fez Miriam Belchior chorar. A ministra apresentou planilha de aumento para funcionários públicos e recebeu um sonoro ‘não’. Acompanhado de termos impublicáveis. O tempo passou, e Dilma voltou de Londres admitindo aumento entre 3% e 5% - para, depois, refeitas as contas, voltar à estaca zero”.

Na análise do economista Paulo Passarinho, Dilma conduz uma política econômica equivocada. Segundo ele, “em meio a agravamento da crise financeira, governo brasileiro aprofunda princípios neoliberais”. Para o economista, “o início da gestão do atual governo foi marcado pelo temor de um propalado recrudescimento inflacionário, que o levou a decidir, através do Banco Central, pela elevação sistemática da taxa Selic, por cinco diferentes vezes consecutivas que acabaram por produzir uma estagnação econômica”. Agora, diz o economista, “as várias medidas que têm sido anunciadas, sempre em torno da desoneração fiscal e da concessão de crédito subsidiado a setores empresariais, parecem não mais surtir o efeito esperado. Há incertezas por parte do capital privado para novos investimentos e as respostas na esfera do consumo se mostram tímidas frente ao forte endividamento das famílias, contraído nos últimos anos, mesmo diante da política em curso de redução das taxas de juros”.

Na análise do economista, “a grande alternativa que poderia estar ao alcance do governo seria uma guinada nos chamados gastos públicos, tanto em termos de novos investimentos como no incremento de gastos de custeio, particularmente no atendimento às demandas salariais do funcionalismo”. Porém, segundo Passarinho a opção fiscalista de Dilma impede esse caminho: “A diminuição das metas de superávit fiscal poderia abrir uma margem de manobra importante ao governo, para a viabilização desses objetivos. Porém, esta é uma medida quase proibitiva, dentro da lógica do governo”.

Segundo ele, “para o rompimento da verdadeira ditadura fiscal representada pelo superávit primário, de forma consequente e sustentável, haveria a necessidade de uma abrangente mudança no conjunto da política macroeconômica. Mecanismos de controle sobre os fluxos cambiais, maior eficácia fiscalizatória sobre os bancos e uma substantiva mudança no padrão de administração da dívida pública, com uma forte redução nas taxas de juros dos títulos públicos – muito além da redução da taxa Selic – seriam medidas essenciais”.

O problema, diz o economista, é que “ao que tudo indica, o governo Dilma se encontra em uma armadilha ditada pelas suas opções de governabilidade, herdadas do governo Lula. Abrindo mão do papel protagônico que deve guiar o Estado, em um país dominado pelo capital financeiro, o recrudescimento das atuais dificuldades do governo deverá ser respondido com maiores concessões ao capital privado. Mudanças na legislação trabalhista voltam a ganhar destaque e, sob o ponto de vista do investimento, o que se prenuncia é um conjunto de medidas para a entrega à iniciativa privada dos setores de infraestrutura”.

É no contexto das opções macroecômicas que devem, portanto, ser compreendidas o endurecimento da presidente para com o movimento dos servidores.

Centrais endurecem interlocução e CUT eleva o tom


O endurecimento do governo foi respondido na mesma proporção pelo movimento sindical. As Centrais sindicais emitiram uma nota em conjunto – algo não muito comum – acusando o governo Dilma Rousseff de autoritarismo. Na nota as Centrais afirmam: "Repudiamos todas as formas de autoritarismo no trato com reivindicações legítimas dos trabalhadores e trabalhadoras do setor público”. Dizem ainda que “cortar o ponto e substituir grevistas por outros trabalhadores servem apenas para acirrar os ânimos e por lenha na fogueira do descontentamento do funcionalismo público federal".

Chama atenção, nesse contexto, a postura da CUT que nos últimos dias elevou o tom. A CUT surpreendeu o governo a ponto de irritar a presidente Dilma Rousseff. Desde a chegada de Lula ao poder a CUT sempre apoiou o governo. Nos últimos anos, porém, particularmente junto aos servidores federais, a CUT vem perdendo base para centrais como a CSP-Conlutas e Intersindical, hegemonizadas respectivamente por PSTU e PSOL.

A postura de apoio da CUT à greve dos servidores – categoria que ainda hegemoniza amplamente – e o endurecimento – a central protocolou na Organização Internacional do Trabalho (OIT) representação acusando o governo de atitudes antissindicais – tem como uma das razões, entre outras, o estancamento de perda de sua base.

Na opinião do jornalista Ricardo Kotscho, “nos oito anos de governo Lula, também tivemos greves de servidores públicos, mas não na dimensão que atingiu o movimento neste ano, desencadeado em áreas dominadas, especialmente na educação, por sindicatos ligados ao PSTU e ao PSOL, partidos radicais formados por dissidentes do PT. Com receio de perder o bonde, sindicatos ligados à CUT também aderiram à paralisação, o que deixou a presidente Dilma particularmente contrariada”.

Dentro do governo, as informações de bastidores são de que a presidente está muito irritada com a CUT por entender que, de todas as entidades representativas de trabalhadores, deveria ser a primeira a compreender o momento de crise econômica mundial e a queda na arrecadação de impostos.

A CUT por sua vez, reclama da falta de interlocução com Dilma Rousseff. Dirigentes sindicais se queixam do tratamento recebido do Palácio do Planalto desde a saída de Lula por Dilma. Como exemplo, conta-se no PT que, na campanha eleitoral de 2010, a CUT e seu ex-presidente Arthur Henrique foram acionados três vezes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por fazerem campanha ilegal para a então candidata Dilma Rousseff (PT). No entanto, quando Dilma chegou ao Palácio do Planalto não teria retribuído como esperavam as centrais. Um fato ocorrido em julho também agravou os ressentimentos dos sindicalistas da CUT com Dilma: convidada para participar do Congresso da central, a presidente mandou como representante o ministro do Trabalho, Brizola Neto, que é do PDT, partido vinculado à Força Sindical, a central que disputa com a CUT a hegemonia do movimento sindical.

Solidariedade de classe e risco de isolamento

O movimento grevista dos servidores públicos apesar da forte mobilização corre, entretanto, risco de isolamento e o governo aposta nessa possibilidade para o enfraquecimento do movimento. Num país em que o mercado de trabalho é profundamente precário, os servidores são vistos como “elite” por parte do conjunto da sociedade, visão essa que é propagada e ampliada pela grande imprensa, na maioria das vezes de forma sórdida.

O risco de isolamento é grande. “Assim como é ‘pop’ bater em juros bancários e em celulares que não funcionam, há no governo uma percepção de que pode ser bom negócio demonizar grevistas que deixam os filhos da classe média sem aula na universidade ou os turistas em filas homéricas em Cumbica”, diz o jornalista Igor Gielow. Paralisações pontuais que “geram tormento ao cidadão, como as de agentes em aeroportos ou policiais rodoviários, essas correm o risco de morrer por impopulares”, diz o jornalista.

A luta muitas vezes corporativista, sem interlocução com a sociedade, e ações diretas que prejudicam a mobilidade da população ou mesmo prestação de serviços são de fato um ingrediente que joga os servidores contra o conjunto da população. O ressentimento dos trabalhadores que vivem no mercado de trabalho precário, instável e inseguro afastam os mesmos de um apoio mecânico a uma categoria que é vista como distante porque vive uma condição salarial diferenciada e tem estabilidade no emprego.

O sentimento de solidariedade de classe que os servidores pedem ao conjunto dos trabalhadores não é muitas vezes exercida por esses ao não incorporarem em suas bandeiras de lutas ampliação de direitos para todos os trabalhadores, principalmente os mais vulneráveis.

Essa situação evidencia-se claramente nas Universidades Federais. Nas universidades públicas têm-se ao menos três categorias que convivem: docentes, servidores técnico-administrativo e terceirizados. Não são poucos os servidores do “andar de cima” que sequer cumprimentam os trabalhadores do “andar de baixo”, os terceirizados. Nesse contexto, fica difícil que os trabalhadores do “chão de fábrica” apoiem seus colegas. Greve para esses trabalhadores é um privilégio que sequer podem exercer sob o risco da demissão sumária.

As apostas do governo para o fim do movimento

Para debelar o movimento grevista o governo aposta em duas variantes. A primeira dela é o esvaziamento do movimento pelo cansaço e isolamento e em paralelo sinaliza para negociações dentro de limites bem demarcados a partir de sua opção macroeconômica.

O governo acredita que o movimento, principalmente, dos docentes não terá fôlego para resistir por muito tempo. Na avaliação do governo, o corte de ponto e as ameaças abertas de punição a reitores feitas pela Advocacia-Geral da União – AGU colocam pressão nos docentes.

As ameaças de cortar o ponto e os seus efeitos é acusada pelo movimento: "O governo lança mão disso porque é um trunfo muito forte, que mexe com a estabilidade emocional da gente”, afirma Oton Pereira Neves, secretário-geral do Sindicato dos Servidores Federais do Distrito Federal. Porém, alerta ele: “A novidade é que o governo Dilma está com uma intolerância muito grande. Está indo pelo caminho errado. Tenta apagar o fogo com gasolina”. Ou seja, é uma aposta que pode dar certo ou não; o contrário também pode acontecer, um fortalecimento e até radicalização do movimento.

Por outro lado, percebendo que não pode esticar demais a corda e que demorou demais em sinalizar com negociações, o governo “corre agora atrás do prejuízo”, como diz Ricardo Kotscho, jornalista que integrou a assessoria de comunicação do governo Lula. Com acesso a informações dos bastidores do governo, o jornalista diz que “a ordem agora é correr atrás do prejuízo e voltar a negociar com as lideranças sindicais, depois das ameaças feitas pelo governo de cortar o ponto e contratar substitutos para os grevistas. A decisão de deixar o assunto por conta de burocratas do segundo escalão do Ministério do Planejamento revelou-se furada e agora o governo busca novos interlocutores para retomar o diálogo”.

A afirmação de Kotscho é corroborada pela declaração do ministro Gilberto Carvalho que nesse final de semana afirmou que  “não está fechada a temporada de negociação”. Segundo ele, “a crise econômica recomenda prudência ao governo na negociação com os servidores, mas indica as chances de haver aumentos, mesmo que pontuais”.

O governo voltará à mesa de negociação, mas utilizará o tempo todo o discurso da recessão mundial. Deverá, porém, sinalizar com alguma proposta imediata e com a promessa de ser mais generoso em 2013. O momento é particularmente delicado para o governo em função da proximidade com as eleições municipais. Registre-se que na disputa do principal colégio eleitoral do país, São Paulo, o nome da chapa governista e do PT é Fernando Haddad, ex-ministro da Educação. Tudo o que o governo não quer é que a greve, principalmente dos professores, respingue na candidatura de Haddad.

Reforma do Código Florestal – abre-se a Caixa de Pandora

A reforma do Código Florestal vai de mal a pior. O que já estava ruim, só fez foi piorar. Assim se pode sintetizar, sem exageros, o processo que envolve a reforma do Código Florestal brasileiro. O texto discutido e aprovado pela Câmara dos Deputados, em abril, significou retrocessos em relação ao texto aprovado pelo Senado, considerado mais equilibrado entre as reivindicações de ambientalistas e ruralistas. Mandado para ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff, sofreu vetos parciais em maio passado, com o anúncio da supressão de 12 itens do Código e a edição de uma Medida Provisória (MP) para preencher as lacunas deixadas pelo veto.

Reacendeu-se a esperança de que o novo Código Florestal pudesse ser um pouco melhor. Entretanto, essa sensação se desfez na semana passada (08 de agosto), tão logo a comissão mista que analisa a Medida Provisória do Código Florestal começou a votar as emendas e os destaques.

"Foi a mais desastrosa votação já feita contra rios e águas brasileiras em todos os tempos", lamenta o senador Jorge Viana. Na avaliação do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), "do jeito que está, a MP vai ficar dez vezes pior do que o texto aprovado pela Câmara" e que foi vetado pela presidente Dilma Rousseff.

Nos trabalhos da comissão de 08 de agosto, a bancada ruralista simplesmente tratorou. Por 15 a 12, os ruralistas retiraram o status de Área de Preservação Permanente naqueles rios que secam em determinado período do ano, chamados intermitentes. Portanto, só haverá proteção de mata ciliar, e a obrigatoriedade de recompor essa área caso tenha sido desmatada, nos rios cujo leito não seca: os rios perenes. A emenda é de autoria do deputado Geovanni Queiroz (PDT-PA).

De acordo com Viana, a decisão mexe com a situação de 50% dos rios brasileiros. "Os rios intermitentes é que mandam água para os perenes. Sem eles, todas as bacias hidrológicas ficarão comprometidas", explica. Levantamento do Ministério do Meio Ambiente indica, por exemplo, que 80% dos rios do Piauí são intermitentes e 70%, no Distrito Federal.

A representante da organização ambientalista TNC, Ana Cristina Barros, o dano possível causado pela medida: "Um rio que seca parte do ano, se não tiver protegido, com o tempo, pode não voltar mais. Uma decisão dessas está, no fundo, sacrificando rios, e em última instância, sacrificando o fornecimento de água."

Para o cientista político Sérgio Abranches, a emenda aprovada na semana passada, não tem nenhuma base técnica. “Qualquer rio pode se tornar intermitente diante da erosão, do desmatamento e da mudança climática. Ela desprotege nesse momento metade dos rios brasileiros, mas tecnicamente desprotege todos os rios brasileiros. Parte desses rios alimentam vários dos rios chamados perenes (que não reduzem inteiramente seu fluxo durante a seca). É uma medida muito ruim, que evidentemente tem que ser bloqueada. Mas é esperado coisa muito pior. Aquilo ali é uma Caixa de Pandora, dali só sai monstro”, disse ele em seu comentário na Rádio CBN.

Entretanto, o rolo compressor não parou por aí. Outra vitória da bancada ruralista foi a flexibilização da regra do pousio, prática de interrupção temporária das atividades agropecuárias para recuperação do solo. A Frente Parlamentar Agropecuária queria a retirada do tempo máximo de 5 anos para a prática do pousio. No texto do relator Luiz Henrique, além do tempo limite, havia a regra do pousio ser utilizado em apenas 25% da área rural. Após discussão entre o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), que queria a suspensão do tempo máximo, e o senador Jorge Viana (PT-AC), que defendeu a manutenção do tempo, argumentando que a retirada da regra traria insegurança jurídica, pois afetaria a noção de áreas abandonadas, o relator fez um acordo: retirou do texto a regra de 25% e, em troca, manteve a regra do prazo máximo de 5 anos. Na prática, uma fazenda poderá ficar 5 anos 100% improdutiva e não estará sujeita a reforma agrária.

Erro político do governo

As coisas chegaram ao lugar em que estão graças à estratégia errada de não se mobilizar para bloquear projeto tão ruim para a sociedade. Sérgio Abranches acredita que “tudo isso deriva de um erro político grave do governo, que deixou o projeto de mudança do Código Florestal prosperar, contra a opinião da comunidade científica inteira, contra a opinião de órgãos técnicos do governo, como a Agência Nacional de Águas (ANA). Um projeto contrário à política ambiental do governo, e que fere a Constituição.”

Abranches afirma que a presidente optou por não se mobilizar ou mobilizar sua base aliada para bloquear um projeto “absolutamente inaceitável”. Assim sendo, ele prosperou e foi aprovado. Segundo ele, provavelmente a estratégia do governo agora será a de fazer com que a Medida Provisória perca seu prazo.

Diante do susto, o governo começou a sair da inércia e agir. A primeira atitude foi adiar a reunião da comissão mista que daria continuidade à votação das emendas e destaques para o dia 28 de agosto. Nisso há um duplo sentido: primeiro, ganhar tempo; segundo, empurrar até que a Medida Provisória perca seu prazo, o que aconteceria no dia 08 de outubro próximo. Além disso, com receio de novas derrotas, a articulação política do governo já estuda substituir integrantes da comissão considerados "rebeldes".

Tem-se assim, de um lado, a bancada ruralista que veio com força total na defesa de seus interesses, sem absolutamente nenhuma consideração para com a preservação do meio ambiente; e de outro, um governo que não percebeu (ou não quis notar) a articulação da bancada ruralista e que foi pego de surpresa, para dizer o mínimo. E só agora, tardiamente, se dá conta do estrago feito. E que tem suas contradições internas, como revela Sérgio Abranches, na medida em que assume compromissos internacionais e internos díspares.

Conjuntura da Semana em frases

Onde pega

“Membros do primeiro escalão se preocupam com o fato de Dilma estar irredutível em não negociar com os servidores em greve. Acham que agora que a paralisação passou a afetar a classe média, com filas nas estradas e nos aeroportos, a popularidade presidencial pode sofrer abalos” – Vera Magalhães, jornalista – Folha de S. Paulo, 13-08-2012.

Morde e assopra


“Auxiliares de Dilma avaliam que o governo deveria ter apostado em uma dobradinha entre Miriam Belchior e Gilberto Carvalho, como Lula fazia com Paulo Bernardo e Luiz Dulci, para dialogar com os grevistas. Enquanto Bernardo endurecia, Dulci amaciava” – Vera Magalhães, jornalista – Folha de S. Paulo, 12-08-2012.

Recuo

“Lula cancelou visita que faria, anteontem, à sede da CUT, em São Paulo. Achou melhor esperar a poeira baixar nas greves que colocaram a central em choque com o governo Dilma” – Vera Magalhães, jornalista – Folha de S. Paulo, 11-08-2012.

Diálogo

"Dilma, não deixe a falta de diálogo sepultar a esperança" – faixas de servidores públicos em greve, Minas Gerais – Folha de S. Paulo, 11-08-2012.

Copa

“Dilma, me chama de Copa e investe em mim” – palavra de ordem gritada nas manifestações de ontem, em Brasília – O Estado de S. Paulo, 09-08-2012.

Tensa, mas correta

“Lamento profundamente e espero que as centrais sindicais, com quem dialogamos e com quem temos uma relação tensa, mas cordata, chame a atenção desse setor que se nega ao diálogo” – Gilberto Carvalho, ministro, ao ser recebido aos gritos de “pelego” e “traidor” por parte dos participantes da Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente, em Brasília – O Estado de S. Paulo, 09-08-2012.

Piquete

“Dilma falou cobras e lagartos para Lula sobre a CUT, que considera responsável pela greve generalizada do funcionalismo. E recusou conselhos para receber os grevistas. Nem os ministros palacianos estão autorizados a negociar” – Vera Magalhães, jornalista – Folha de S. Paulo, 09-08-2012.

Bateu

“Dilma Rousseff falou mal das centrais sindicais ao ex-presidente Lula na segunda, em SP. Reclamou da "irresponsabilidade" e afirmou que, com as ameaças generalizadas de greve, estava sendo obrigada a "endurecer" – Mônica Bergamo, jornalista – Folha de S. Paulo, 09-08-2012.

O cara

“Enquanto a greve corrói o humor presidencial, quem segue marcando pontos no "dilmômetro" é Luís Inácio Adams. Além de ter achado a justificativa legal para substituir grevistas por servidores estaduais em setores como portos e a Anvisa, ontem ele obteve vitória judicial para obrigar a manutenção de serviços essenciais” – Mônica Bergamo, jornalista – Folha de S. Paulo, 09-08-2012.

PT patrão

"O PT patrão parece não ter aprendido com sua própria história. Apenas aprimora táticas de pressão psicológica e negociação questionável daqueles com os quais negociou na época em que a greve era sua" – César Brod, coordenador do Ministério do Planejamento, ao pedir demissão após ser orientado a cortar o ponto de grevistas – Folha de S. Paulo, 08-08-2012.

Democracia

“As greves de serviço público que se voltam contra a população voltam-se também contra a democracia” – Jânio de Freitas, jornalista – Folha de S. Paulo, 09-08-2012.

Marca

“Embora o nome de Plano Nacional de Logística drible o carimbo de privatista, há no governo quem defenda slogan mais chamativo para o pacote. Brasil Eficiente é uma das opções” – Vera Magalhães, jornalista – Folha de S. Paulo, 12-08-2012.

Concreto

“Um dos projetos que serão entregues ao setor privado no pacote que o governo anuncia nesta semana é a construção de pistas extras da rodovia Dutra na serra das Araras (RJ), avaliado em até R$ 2,5 bilhões” – Vera Magalhães, jornalista – Folha de S. Paulo, 12-08-2012.

Semântica

“Para não caracterizar o pacote como privatista, a ordem é dizer que serão feitas licitações, e não leilões, uma vez que o governo não receberá o pagamento de um lance pelo vencedor” – Vera Magalhães, jornalista – Folha de S. Paulo, 11-08-2012.

Lupa

“A bancada que milita contra o aborto no Congresso não dá trégua: 27 deputados assinaram requerimento endereçado ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Questionam viagens de servidores ao exterior para estudar políticas públicas que visam a diminuição do risco de cirurgias de interrupção da gravidez -permitidas no Brasil em caso de estupro ou risco de vida para a mãe” – Mônica Bergamo, jornalista – Folha de S. Paulo, 13-08-2012.

Mist

“Os mercados financeiros gostam de modas e siglas. A marca Bric -Brasil, Rússia, Índia e China- foi cunhada em 2001 pelo banco Goldman Sachs, com grande sucesso. Mas a coqueluche do momento é o Mist. O novo acrônimo se refere a México, Indonésia, Coreia do Sul (cujo nome, em inglês, começa com "s") e Turquia. A novidade tem substrato econômico: em 2012, até o início de agosto, os mercados acionários do Mist acumulavam uma alta de 12%, contra apenas 1,5% dos Brics (acrescida do "s" de África do Sul)” – editorial “O bloco da vez” – Folha de S. Paulo, 13-08-2012.

“Os países do Mist somam quase 500 milhões de habitantes, 45% a mais que a população da zona do euro. Suas economias têm a dimensão da alemã, com PIB total de US$ 4 trilhões, e contam com altas projeções de crescimento” – editorial “O bloco da vez” – Folha de S. Paulo, 13-08-2012.

Alguém acredita?

“Alguém acredita que um empresário doe R$ 1 milhão a um candidato sem esperar nada em troca, apenas por apreço à democracia?” – Rosane de Oliveira, jornalista – Zero Hora, 12-08-2012.

Milho da Monsanto

“Vai longe o tempo em que os petistas tinham calafrios só de ouvir falar em Monsanto, a multinacional demonizada por produzir sementes transgênicas. A Secretaria de Desenvolvimento Rural, comandada pelo ex-deputado Ivar Pavan, comprou da Monsanto 96.485 sacos de milho híbrido para o programa Troca-troca, safra 2012-2013, por R$ 8,6 milhões. As sementes devem ser entregues até o próximo dia 15” – Rosane de Oliveira, jornalista – Zero Hora, 12-08-2012.

Bifinho

“Quantas mães são induzidas pela publicidade a fornecer alimentos menos saudáveis acreditando que esses são até melhores? Quem não se lembra do "Danoninho, vale por um bifinho"? Convenhamos, neste mundo apressado, dá menos trabalho para preparar” – Marta Suplicy, senadora – PT-SP – Folha de S. Paulo, 11-08-2012.

“Temos que proteger nossas crianças que já caminham para uma epidemia de obesos como nos EUA. Do jeito que está, o mercado fica com o lucro, e a criança, sua família e o Estado, com o prejuízo” – Marta Suplicy, senadora – PT-SP – Folha de S. Paulo, 11-08-2012.

Apoio a Chávez

Um grupo de intelectuais, entre eles Fernando Morais e Eric Nepomuceno, vai gravar vídeos de apoio à reeleição de Hugo Chávez na Venezuela. Lula também enviou a Chávez um vídeo em que diz: “Sob a sua liderança, o povo venezuelano obteve conquistas extraordinárias, que precisam ser conservadas e consolidadas” – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 11-08-2012.

Aliás...

"O candidato da oposição, Henrique Capriles, tem dito que Lula e Mandela são modelos para sua Venezuela" – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 11-08-2012.

Letra morta

“Pesquisa realizada pelo governo brasileiro revela que a maioria dos americanos (68%) sabe que aqui se fala português - e só. No levantamento, 10% chegaram a afirmar que a pintora mexicana Frida Kahlo é brasileira; outros 9% disseram que o poeta português Fernando Pessoa e o escritor colombiano Gabriel García Márquez também nasceram no país” – Mônica Bergamo, jornalista – Folha de S. Paulo, 10-08-2012.

Na praia

“De cada cem americanos entrevistados, 18 lembraram de Paulo Coelho como brasileiro; já a canção "Garota de Ipanema", de Tom e Vinicius, é mais familiar: 31% acertaram sua nacionalidade” – Mônica Bergamo, jornalista – Folha de S. Paulo, 10-08-2012.

Estupidez...

“Em termos puramente racionais, é difícil encontrar algo mais estúpido do que um esporte olímpico. Não faz sentido que algumas pessoas dediquem suas vidas a ver quem atira mais longe um pedaço de pau ou a tentar superar, às vezes por milésimos de segundo, um desconhecido num percurso terrestre ou aquático que liga nada a lugar nenhum. Pior mesmo só entusiasmar-se à distância com esses eventos, como fazemos os torcedores” – Hélio Schwartsman, jornalista – Folha de S. Paulo, 08-08-2012.

... e fascínio

“Paradoxalmente, é porque não serve para nada que o esporte provoca tanto fascínio. Ele nos lança num mundo de brincadeira, tão afastado das agruras do dia a dia que não precisamos nem nos curvar aos imperativos da razão” – Hélio Schwartsman, jornalista – Folha de S. Paulo, 08-08-2012.

Pijamão

“O mensalão tá dando tanto sono que devia mudar de nome pra pijamão!” – José Simão, humorista – Folha de S. Paulo, 10-08-2012.

Chumbo

“Uma leitora mandou perguntar se aquelas cadeiras dos ministros são de chumbo. Sempre tem um serviçal pra puxar e empurrar a cadeira! Na hora de empurrar, eu puxava pra trás! Queda no Supremo!” – José Simão, humorista – Folha de S. Paulo, 10-08-2012.

Injustiçado

“O grande injustiçado do mensalão: Professor Luizinho. Que só pegou R$ 20 mil. Professor ganha mal em qualquer área. Até no mensalão! Professor só se ferra! Pior, diz que o mensalão ainda tá na fase oral! Freud explica!” – José Simão, humorista – Folha de S. Paulo, 08-08-2012.

Mal comparando

“Empolgada com o vôlei feminino do Brasil em Londres, Dilma Rousseff mostrou intimidade com o esporte ao comentar ontem em Brasília que já foi “uma boa levantadora”. Ela levantava e o Lula cortava, lembra?” – Tutty Vasques, humorista – O Estado de S. Paulo, 09-08-2012.

Tuitadas da Semana

Felipe Milanez ‏@felipedjeguaka
É um tanto chocante ver essa propaganda oficial do Brasil lá fora estando agora na beira d Xingu. Um mito cada vez mais desconectado do real

cardoso ‏@Cardoso
Nunca no história desse país tivemos passistas tão vestidas.

Andrew Downie ‏@adowniebrazil
Nunca mais quero ouvir Brasileiro reclamando que gringo acha que Brazil 'e so samba e carnaval e indio....

Maíra Kubík Mano ‏@mairakubik
Quando precisamos dos índios para aparecer no final dos jogos de Londres, beleza. Quando é para ouvi-los contra Belo Monte, dane-se #Brasil

Raphael Tsavkko ‏@Tsavkko
Indio brasileiro sendo respeitado so msm em londres...

t. c. grocho ‏@elgroucho
cara mas o brasil apresentado pelo gari sambista é muita sociologia pra essa hora de domingo

helenapalm ‏@HelenaPalm
Mendigo pediu comida aqui em casa: não tem nada (não tinha mesmo). Ele: nem deus no coração. Eu: pior que não mesmo.

Luli Radfahrer ‏@radfahrer
A mulherada do vôlei pode ensinar muita coisa praqueles metrossexuais mimimi do futebol. Que controle! Que espirito! Que jogão!

Luis Tertulino ‏@tertulino_
De tudo de ruim de que já chamaram os grevistas, o pior adjetivo ouvi há pouco: EGOÍSTAS. É muito, MUITO triste ter que ouvir isso!

Memélia Moreira ‏@MemeliaMoreira
Outro Guarani-Kaiowá que desaparece em MS e no sul do PA, 38 pessoas ameaçadas de morte. Crimes de mando crescem em plena ascensãop no BR.

Fazendeiros sempre cumprem promessas. RT @_ihu Pastoral da Terra denuncia a situação de 38 ameaçados de morte no Pará http://bit.ly/Obt6ZM

Alex Popst ‏@alexpopst
Não se mede racismo olhando aonde um negro vencedor chegou. Se mede olhando o esforço desproporcional que ele fez para conseguir vencer.

Christina Lemos ‏@ChristinaLemos
Gilberto Carvalho leva apitaço, vaia e gritos de traidor de servidores federais em greve, durante discurso.

Gilberto Carvalho diz que não levou a sério ter sido chamado de "traidor" por servidores federais em greve e que "sabe para quem trabalha".

Raphael Tsavkko ‏@Tsavkko
Cheio de cartazes e banners do Haddad pelo centro de Sampa... Mas nenhum com o Maluf do lado! Tão escondendo o aliado?

Cimi - Brasil ‏@CimiNacional

A Portaria 303 é o ápice de uma sequência de golpes contra os Direitos Indígenas: http://bit.ly/O1mg9i

PareBeloMonte ‏@PareBeloMonte
IHU - Não basta Belo Monte, Jirau, Sto Antônio, Teles Pires. Modelo quer Tapajós: um santuário da biodiversidade: http://is.gd/X2kpM1

Cesar Sanson ‏@_cesarsanson
Enquanto fazendeiros perseguem indígenas http://bit.ly/RuDcFQ, Pe. Manzotti "abençoa" feira do agronegócio no MT. http://bit.ly/N9zf6V

Vera Magalhães ‏@veramagalhaes
Advogado de Delubio foge ao script de que ele tinha autonomia plena. Diz que ele executava a decisão política da cúpula do PT

Rodrigo Fernandes ‏@jbanguela
A Nasa consegue conexão direta com uma nave em Marte e a Vivo não consegue fazer uma conexão entre 2 celulares aqui em Sp. Que fase...

João Sérgio ‏@joaosergio
bora virar ministro do STF pra poder dormir em serviço

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Conjuntura da Semana. ‘Tsunami’ de greves de servidores públicos pressiona governo Dilma Rousseff - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

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