Universidade Católica do Peru rejeita a mudança de seus estatutos como aguarda a Santa Sé

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Por: Jonas | 02 Março 2012

Em assembleia, a Universidade Católica do Peru confirmou sua recusa à mudança de seus estatutos da maneira como requeriu a Santa Sé, que colocou como prazo o próximo dia 8 de abril. O centro mantem a defesa de sua autonomia, apesar de ter estabelecido diálogo com a conservadora hierarquia religiosa, que pretende controlar o centro acadêmico.

A reportagem está publicada no sítio Religión Digital, 01-03-2012. A tradução é do Cepat.

O diálogo foi confirmado pelo reitor da universidade, Marcial Rubio, depois de uma assembleia universitária – máxima instância – que produziu um relatório entre aos representantes de professores, autoridades e estudantes.

Rubio disse que houve um bom diálogo, que conversou com o cardeal Juan Luis Cipriani, na viajem de retorno do Vaticano, onde recebeu uma carta que convida a Universidade Católica a mudar seu estatuto para submeter-se à égide eclesial, antes do próximo dia 8 de abril.

Essa mudança significaria renunciar a autonomia pela qual o reitor é eleito pela assembleia universitária, e obrigaria que a assembleia apresentasse uma lista de nomes para que Cipriani escolha entre eles o novo reitor ou os vetem.

Como sinal de diálogo, Rubio destacou que na reunião estavam presentes três bispos, representantes da Conferência Episcopal, reincorporados depois de uma longa ausência.

No entanto, um breve comunicado da universidade assinala que a assembleia reconfirmou os acordos de 23 de setembro de 2011, que rejeitou a mudança de estatuto, sublinhando que se sujeitam somente à legislação peruana.

Acrescenta que a reunião dispôs que o reitor Rubio formalize o diálogo com as autoridades eclesiásticas “na perspectiva de encontrar uma solução integral para o conflito”, dentro do marco dos citados acordos.

“Estamos sempre dispostos a conversar sobre uma possível reforma do estatuto, quando não altere sua autonomia e mantenha sua vocação católica, além de seu caráter pontifício como ponto de partida”, disse Rubio, ao destacar que as partes possuem desejo de diálogo.

No entanto, ele apontou que não é negociável o poder da assembleia em ser a máxima autoridade e em eleger o reitor, bem como administrar os importantes bens da universidade, controle que pretende Cipriani em sete processos judiciais.

Segundo Rubio, a universidade poderia aceitar que a hierarquia católica tenha pleno acesso à informação econômica do centro, que é aberta.

Ele admitiu que o fato de não haver acordo mediante o diálogo, dentro do prazo marcado, poderia efetivar a ameaça do Vaticano em proibir que a universidade faça uso do título de Pontifícia (papal).

No entanto, apontou que não haveria problema porque o centro acadêmico possui o seu nome no registro estatal de propriedade intelectual, de acordo com a lei peruana.

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