''Melhor sedevacantista cismático do que apóstata romano'', defende bispo lefebvriano

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25 Janeiro 2012

Na luta por influência que está acontecendo entre os favoráveis e os contrários à reaproximação com Roma, Dom Richard Williamson fez uma manobra decisiva. Em seu comentário semanal nos seus Commentaires Eleison, no sábado 21 de janeiro, ele explica porque, segundo ele, o medo do cisma não deveria assustar a Fraternidade Sacerdotal São Pio X. "Um risco ainda maior do que adquirir uma mentalidade cismática seria contrair a doença mental e espiritual dos romanos de hoje aproximando-nos muito deles".

A reportagem é de Natalia Trouiller, publicada no sítio da revista La Vie, 23-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

E ele descreve Roma como cheia de seduções: "Entrar nos palácios romanos é uma obra audaciosa, porque até o ar que se respira lá dentro é irresistível. O fascínio desses lugares sagrados não vem tanto do charme dos seus oficiais [...] mas sim das salas que exalam 2.000 anos de história da Igreja. Esse fascínio vem do céu? Do inferno? Em todo caso, a simples atmosfera do Vaticano seduz os visitantes e doma as suas vontades". Uma flechada pouco velada contra Dom Fellay. E a carta termina com esta frase, sem ambiguidade: "Eu prefiro ser um cismático sedevacantista [1] do que um apóstata romano".

É a primeira vez que o bispo integralista manifesta a sua preferência publicamente e de forma tão clara. Embora a sua oposição à linha de Dom Fellay fosse bem conhecida (a sua ausência na reunião dos líderes da Fraternidade em Albano em outubro tinha sido observada nesse sentido), ele jamais havia expressado tão claramente a opção sedevacantista.

Mesmo entre os sedevacantistas, Dom Williamson não tem muito odor de santidade – é o mínimo que se pode dizer. Acima de tudo, porque o sedevacantismo está bem longe de ser uniforme: entre sedevacantistas, sedeprivatistas [2], aqueles que remontam a Pio XII e aqueles que se detêm em João XXIII, o movimento se dividiu em inúmeros grupos que se excomungam reciprocamente.

Além disso, em muitos desses grupos, Dom Williamson é copiosamente detestado: o seu anglicanismo de origem, as suas inclinações antissemitas e até mesmo o seu brasão episcopal (no qual uma rosa está posta ao lado de uma cruz, prova absoluta, segundo os seus detratores, do seu gnosticismo) o tornam altamente suspeito aos olhos de muitos sedevacantistas, que o chamam de "ex-anglicano", "traidor", "Bin Laden da Rosa", "Cunctator" ("o contemporizador") etc.

O site Traditio.com deseja abertamente que Dom Williamson suceda Dom Fellay e se torne... papa: "Que candidato ele seria para assumir a direção da Igreja Católica Romana Restaurada!".

Notas:

1 – Sedevacantismo é a posição defendida por alguns católicos tradicionalistas que afirmam que a Santa Sé está vaga (vacante) desde a morte do Papa Pio XII, em 1958, ou de João XXIII, em 1963, e, por conseguinte, os papas posteriores não seriam verdadeiramente papas.

2 – Os sedeprivatistas defendem que os papas depois de Pio XII são pontífices materialmente, mas não formalmente (materialiter sed non formaliter).

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