O Dia da Sobrecarga da Terra chega 25 dias depois devido à pandemia

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24 Agosto 2020

Até 22 de agosto consumimos os recursos naturais produzidos pelo planeta em 2020, porém graças ao confinamento e à quarentena em razão da covid-19, a exploração foi reduzida em 9,3%. Para reverter realmente a tendência, segundo Global Footprint Network, “necessitamos mudar nossos estilos de vida” e as ações destes meses demonstraram que isso é possível.

A reportagem é publicada por Vatican News, 22-08-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

O confinamento em vários lugares do mundo, para frear a pandemia de covid-19, freou também o consumo de energia e a contaminação, por isso em 2020 o Dia da Sobrecarga da Terra, o dia em que a humanidade termina de consumir todos os recursos que o planeta produziu no ano, chega mais de três semanas depois de 2019, em 22 de agosto. Há 15 anos não chegava tão tarde, como no ano passado, que aconteceu em 29 de julho, estabelecendo o recorde negativo.

Não é uma mudança estrutural, mas relacionado a uma emergência

No entanto, para a Global Footprint Network (GFN), a organização internacional de investigação, que calcula a exploração dos recursos naturais, isso é, a “pegada ecológica” da humanidade, há pouco para se alegrar, já que não se trata de uma mudança estrutural, mas somente um efeito da pandemia e das medidas adotadas pelos governos, que podem ser excluídas já no próximo ano se não interviermos na forma em que produzimos, distribuímos e consumimos.

As emissões de carbono baixaram 14,5%

Neste ano, para acabar com o coronavírus, escritórios e lojas estão fechados há meses, viagens e turismo foram reduzidos a zero, colocando a economia de joelhos, e isso diminuiu 9,3%, em comparação com o ano passado, nossa pegada ecológica. Graças à diminuição do consumo de energia, as emissões de carbono (-14,5%) e o consumo de madeira (-8,4%) diminuíram. Mesmo assim, os habitantes da Terra consomem 60% a mais do que o planeta pode renovar em um ano. É como se estivéssemos utilizando, destaca a GFN, “os recursos de 1,6 planetas Terra”.

Em 2050, vamos consumir o dobro do que a Terra produz

A partir de 22 de agosto, Dia da Sobrecarga da Terra em 2020, e até o final do ano, a humanidade aumentará seu déficit ecológico com a Terra, que tem aumentado constantemente desde o início dos anos 1970. O primeiro Dia da Sobrecarga da Terra foi em 21 de dezembro de 1971, e a GFN estima que, se continuarmos nesse ritmo, por volta de 2050 vamos consumir o dobro do que o planeta produz em um ano. Os recursos alimentícios são os primeiros a correr risco, segundo cálculo baseado no consumo de frutas, vegetais, carnes, peixes, água e madeira.

A ação anti-covid mostrou que é possível mudar

A Global Footprint Network, de sede em Oakland, Estados Unidos, convida-nos a aproveitar a oportunidade “sem precedentes” que esta trágica pandemia nos oferece para “refletir sobre o futuro que queremos criar”. Os esforços feitos em todo o mundo para responder à covid-19, para pesquisadores da GFN liderados pelo Ceo Laurel Hanscom, “mostraram como é possível mudar nosso estilo de vida e níveis de consumo de recursos ecológicos em um curto período de tempo”.

Desenvolvimento em harmonia com o ‘orçamento verde’ da Terra

Agora que iniciamos uma primeira fase de reconstrução da economia e de nossas sociedades, devemos ativar “estratégias de desenvolvimento baseadas na segurança dos recursos e na busca da prosperidade em harmonia com o orçamento ecológico do planeta”. A experiência da pandemia está nos ensinando que “quando a vida humana é colocada em primeiro lugar, os governos são capazes de agir rapidamente, tanto em termos de regulamentação quanto de gastos”. E então que “a humanidade é um só corpo e somos mais fortes quando estamos unidos”.

A força de uma humanidade que tem um objetivo comum

Além disso, empresas e indivíduos mostraram que podem se alinhar e colaborar de maneira eficaz “para buscar um objetivo comum, especialmente quando reconhecem que suas vidas e as de seus entes queridos estão em perigo”. Por fim, compreendemos que “as ações necessárias para proteger a nós mesmos, nossas casas e comunidades também protegem os outros” e somos testemunhas de “o que a humanidade pode fazer para um objetivo comum”.

 

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