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20 Junho 2017

“Não há bomba que possa vencer um povo unido”. A frase se lê em um pequeno papel junto às flores brancas que centenas de pessoas se aproximaram para deixar, na tarde de ontem, no Centro Comercial Andino de Bogotá. Ali, um atentado terrorista deixou três mulheres mortas e uma dezena de feridos, na tarde de sábado, gerando o repúdio da sociedade colombiana, incluindo as guerrilhas que negociam a paz, como diversos setores que consideram o ato violento como uma provocação ao Processo de Paz com a insurgência.

A reportagem é de Katalina Vásquez Guzmán, publicada por Página/12, 19-06-2017. A tradução é do Cepat.

Inicialmente, dizia-se que se tratava do Exército de Libertação Nacional (ELN) que, rapidamente, negou a autoria do atentado em suas redes sociais. Em seguida, escutou-se que um possível autor seria o Clan del Golfo, agrupamento herdeiro dos paramilitares que já realizaram uma negociação de paz até agora fracassada, pois as estruturas militares e políticas continuam sem ser desarticuladas. Este fenômeno, o paramilitar, coloca em xeque o avanço da paz na Colômbia em tempos nos quais a guerrilha das Farc já entregou 60% de suas armas às Nações Unidas, ao passo que os “elenos” estão na Mesa de Diálogos de Paz de Quito, Equador.

Nessa semana que se inicia, termina a entrega de armas da guerrilha mais antiga da Colômbia, mas o terror tomou as primeiras páginas dos jornais e os minutos dos noticiários. Por isso, alguns arriscam a dizer que a extrema-direita armada estaria por trás das explosões no luxuoso centro comercial, onde nunca antes havia ocorrido um ato de violência desse tipo.

“Peço ao universo que a violência se acabe e construamos um país melhor”, escreveu um cidadão nos pequenos papéis que chegaram em centenas, neste domingo, quando também se celebrava o dia dos pais na Colômbia, razão pela qual, no fim de semana, o local comercial estava cheio. Por outro lado, os paramilitares continuam ameaçando e assassinando líderes sociais e defensores de direitos humanos, embora avance a implementação do Acordo de Paz. Nesta semana, a organização afrocolombiana Afrodes se somou à lista de agrupamentos que receberam “panfletos” com mensagens que anunciam que são declarados objetivo militar por defender o direito à paz. Bernardo Cuero, líder de Afrodes, foi vítima mortal das balas, há alguns dias, embora tivesse comunicado as autoridades de ameaças contra ele.

A impunidade, que na Colômbia ronda os 96%, é uma das causas e, ao mesmo tempo, efeito da longa história de violências na Colômbia, que busca uma saída ao labirinto da guerra com o acordo de paz já firmado com as Farc, as negociações com o ELN e a prometida desarticulação de grupos paramilitares, pactuada no tratado firmado em Bogotá, em novembro do ano passado. A Colômbia clama para que seus mais valiosos líderes sociais sejam protegidos, e que seus crimes sejam investigados revelando e judicializando os autores. As vítimas já somam 39 desde o início da implementação do Processo de Paz, ao passo que no ano passado somaram 80. São, em sua maioria, homens e mulheres que lideram processos judiciais para exigir a restituição (devolução) de terras que empresários e “paramilitares” lhes roubaram após incursões armadas que geraram deslocamentos; ou então de líderes ambientais que se opõem à mineração e grandes projetos energéticos. Além disso, na lamentável lista de pessoas que seguem perdendo a vida estão aqueles que realizam a pedagogia do Processo de Paz e os pontos do acordo nos territórios mais afastados da Colômbia. Ali, na Colômbia profunda, nesse momento, segue a entrega de fuzis, morteiros, e todos os tipos de armas que a guerrilha das Farc usou durante mais de 50 anos de guerra, que chegam ao final, nesta semana, quando completarem o total desarmamento.

Em troca de suas armas, os guerrilheiros receberão benefícios jurídicos e oportunidades para se reincorporar na vida civil, assim como a possibilidade de formar um partido político. Algo antes nunca pensado na Colômbia, e que, em meio as horas de horror do final de semana, pelo atentado em Bogotá, passou a ser manchete de segunda linha. Enquanto os opositores do Processo de Paz continuam afirmando que as partes não cumprirão o Acordo de Paz, os rebeldes estão recebendo o certificado da Missão das Nações Unidas na Colômbia, que avalia se efetivamente deixaram suas armas. Estas serão desnecessárias no propósito desta guerrilha que já se decidiu a lutar apenas com as palavras, enquanto os demais violentos do país continuam com atos que, ainda que tragam ansiedade, animam a se unir para continuar abraçando a possibilidade única de iniciar a construção de uma Colômbia democrática, justa e digna.

De Bogotá, o presidente Juan Manuel Santos afirmou que quando a demência ataca é o momento de defender com clarividência. “Diante dos atos covardes como os de ontem, devemos nos unir e ser solidários com a paz, com a reconciliação”, declarou.

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