Os governos do Peru e do Chile estarão focados na visita papal

Foto: Reprodução | Religión Digital

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

22 Junho 2017

Bachelet: "Francisco ajudará a refletir sobre o papel do dinheiro na nossa sociedade". As vítimas do Sodalício de Vida Cristã e os índios Mapuche esperam encontrar-se com Bergoglio

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 20-06-2017. A tradução é de Henrique Denis Lucas.

O anúncio, dado simultaneamente em Roma, Lima e Santiago de Chile, da viagem papal ao Chile e ao Peru, demandará um trabalho coordenado de três estados para que a chegada de Francisco seja um sucesso. Os presidentes dos dois países, Michelle Bachelet e Pedro Pablo Kuczynski, assim têm garantido. Também garantem que a semana entre os dias 15 e 21 de janeiro do próximo ano "será um divisor de águas"

Assim, a presidenta Bachelet destacou que "esta é a segunda vez que um papa visitará o Chile, depois de 30 anos, quando João Paulo II se fez presente em um momento muito especial de nossa história", disse ele, referindo-se à ditadura de Augusto Pinochet.

A situação mudou muito no Chile de hoje, onde o Papa "nos ajudará a refletir sobre o papel do dinheiro na nossa sociedade", revelou a presidente do país. "Creio que a visita do Papa Francisco também será um momento muito importante, pois nos permitirá refletir sobre o que nos une como nação, podendo colocar o ser humano, e não o dinheiro, no centro do desenvolvimento de uma nação", acrescentou.

Bachelet disse que o Papa também falará sobre "como enfrentamos tanto os desafios sociais quanto ambientais, dos quais o Papa Francisco tem destacado ao mundo a sua postura muito claramente". Ao mesmo tempo, ele observou que o Governo já está há semanas coordenando diferentes aspectos da visita "que será um grande sucesso".

A visita de Francisco terá um "significado especial" para o Chile, pois se trata do primeiro papa da América Latina e também porque ele viveu e estudou no país quando era jovem, disse a Chancelaria.

Da mesma forma, o governo chileno assegurou que Francisco poderá "viajar para todos os lugares que julgar necessário", referindo-se à visita prevista para Temuco, na região de Araucanía, epicentro do chamado conflito Mapuche.

"Vivemos em um país onde o Estado de Direito existe em todo o território nacional e com a visita do papa, sem dúvida, as medidas correspondentes à altura de sua posição serão tomadas", afirmou a ministra porta-voz do Governo, Paula Narváez.

Neste sentido, Fernando Chomali, arcebispo de Concepción, recordou que "por onde tem passado na América Latina, o papa tem falado sobre os povos originários. Ele reconhece que eles foram mal tratados e que deve haver para eles um novo tratamento político, social e econômico. A população originária é a mais pobre e tem menos acesso à educação no Chile. Esses dados não são tomados com indiferença pelo papa, que convidará a todos a trabalhar pela paz e pela harmonia social".

Por sua parte, o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, confirmou que a viagem papal "será um divisor de águas" em seu país. Em uma aparição junto ao Cardeal Cipriani, ele acrescentou que "antes havia agitação, em seguida, haverá moralidade e tranquilidade, por isso é tão importante esta visita".

"Estou absolutamente certo de que esta visita será um enorme sucesso", comentou antes de salientar que "vai requere muitos preparativos", porque o papa irá se deslocar de Lima para a selvagem Puerto Maldonado e para Trujillo, no norte.

Kuczynski leu uma carta enviada ao papa em 21 de março do ano passado, onde lhe pediu que visitasse Peru e lhe contou que o país havia sido duramente atingido pelo fenômeno climático El Niño Costero.

Em sua carta, o governador pediu ao papa "suas orações e bênçãos" para a população peruana afetada e encorajou-o "a visitar o Peru, um país de histórica fé e de um profundo coração andino". Com este pedido, foi esta fé a que foi atendida pelo papa.

Na sua visita ao Peru, as vítimas do Sodalício anunciaram que pedirão à Nunciatura Apostólica para se encontrarem com o Papa. De acordo com o deputado Belaunde, é necessário que o Santo Padre ouça os relatos das vítimas.

"Propus a possibilidade de que dentro da agenda apertado, o Papa Francisco possa destinar alguns minutos para se encontrar com as vítimas. Creio que isso parte de um sentimento muito cristão, que é o de ouvir e estar perto das pessoas que sofrem", disse o legislador.

Leia mais