Colômbia. ELN liberta refém e negociações de paz devem se iniciar

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Por: João Flores da Cunha | 06 Fevereiro 2017

O Exército de Libertação Nacional – ELN, organização guerrilheira colombiana, libertou Odín Sánchez no dia 2-02. A entrega do refém era uma condição exigida pelo governo do país para que pudessem ter início os diálogos de paz com a guerrilha. As negociações com o ELN fazem parte dos esforços do governo colombiano para encerrar o conflito interno do país.

Sánchez, um ex-parlamentar do Congresso colombiano, era refém do ELN há dez meses. Ele se entregou à guerrilha em troca da libertação de seu irmão, Patrocinio Sánchez, ex-governador do estado de Chocó, que estava doente. O grupo adota a estratégia de sequestros como uma forma de buscar financiamento.

Odín Sánchez foi entregue a uma comissão humanitária da Cruz Vermelha e levado de helicóptero a Quibdó, capital de Chocó. Em troca, o governo do país concedeu indulto a dois prisioneiros, membros do ELN, que estão com problemas de saúde. Eles foram libertados.

O governo colombiano e a organização guerrilheira vêm mantendo diálogos preliminares há meses. O que se iniciará agora é a fase pública de negociações, que terão lugar em Quito, no Equador. As duas partes confirmaram que isso irá ocorrer no dia 7-02.

O ELN é a segunda maior guerrilha do país. O governo já chegou a um acordo de paz com o maior grupo, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – FARC, que está em processo de desmobilização final. Os soldados das Farc estão em zonas temporárias de concentração, onde irão entregar suas armas, em um processo monitorado pela Organização das Nações Unidas – ONU.

No último dia antes de sua libertação, Sánchez havia concedido uma entrevista à agência Análisis Urbano em que disse não ter rancor do grupo. Ele afirmou que “em termos gerais, com todas as restrições que existem nessas regiões, o tratamento foi o devido”, e assinalou que a maior dificuldade do período em que passou sob o domínio do ELN foram as longas caminhadas que teve de fazer por conta dos constantes deslocamentos do grupo.

Sánchez disse ainda que a guerrilha é uma “família em todo o sentido da palavra”, afirmando que essa não diz respeito a um sobrenome, mas à convivência – e destacou que o grupo tem um sentimento de pertencimento em relação à selva colombiana. O ex-parlamentar notou que “é muito difícil vencer uma família com uma guerra convencional”.

Após a libertação de Odín Sánchez, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, destacou que o ELN é “a última guerrilha da Colômbia e do continente”, e o fim da disputa com o grupo “nos permitirá alcançar a paz completa”. O processo de paz com a guerrilha, no entanto, não deve ser simples. Ainda não há um cessar-fogo acordado entre as partes, e, na última semana, o ELN sequestrou no estado de Arauca o soldado do Exército Fredy Moreno.

O grupo confirmou que o soldado está sob seu poder, e o ministro da Defesa exigiu sua libertação. Juan Camilo Restrepo, o chefe do governo para as negociações, afirmou que o sequestro é “uma nova preocupação” para o processo de diálogo. A família de Moreno pediu que as negociações de paz não comecem até que o soldado seja libertado.

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