Já existe um pré-acordo de paz com o ELN na Colômbia

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20 Janeiro 2017

A data do início das conversações, suspensas desde outubro passado, foi fixada após a assinatura de um acordo mediante o qual o ELN se comprometeu a libertar no dia 02 de fevereiro Odín Sánchez, ex-deputado sequestrado há oito meses.

A reportagem foi publicada por Página/12, 19-01-2017. A tradução é de André Langer.

O início do diálogo entre o governo de Juan Manuel Santos e o Exército de Libertação Nacional (ELN) tem data e local: a fase pública começará no dia 07 de fevereiro em Quito. A data de início das conversações, suspensa desde outubro passado, foi fixada após a assinatura de um acordo mediante o qual o ELN se comprometeu a libertar no dia 02 de fevereiro Odín Sánchez, ex-deputado sequestrado há oito meses, em troca da decisão do governo de indultar dois membros desse grupo guerrilheiro. “É uma notícia muito boa para o país. É sumamente importante porque nos permite alcançar a paz completa”, assinalou o presidente colombiano em uma entrevista coletiva em Davos, Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial, antes que em Quito fosse divulgado o acordo de partes.

Caso houver um acordo definitivo com o ELN, a segunda maior guerrilha em importância da Colômbia, representará o alcance de um marco importante no processo aberto por Santos para pacificar a Colômbia. Semanas atrás, delegados do governo da Colômbia e do ELN reuniram-se em separado em Quito para explorar a possibilidade de iniciar um diálogo para a paz definitiva, mas as negociações ficaram paralisadas devido ao sequestro de Sánchez e de outras pessoas que estão em cativeiro.

Em Davos, Santos disse (na quarta-feira) que era possível dizer que se chegou a uma aproximação. “Vocês devem recordar que havíamos imposto uma série de condições, como a libertação de um sequestrado; isso já foi acordado e as datas da libertação já foram acertadas”, disse. Consultado sobre o que acontecerá se o ELN continuar adiando a libertação do ex-congressista, o presidente respondeu secamente: “Caso não o libertarem, não haverá negociação”.

Por outro lado, o ELN, através do seu Twitter, ressaltou o entendimento e remarcou que “este grande dia demonstra que a técnica das pressões ou imposições não são o caminho”. “É uma grande vitória para a sociedade”.

O documento divulgado em Quito não revela os nomes dos guerrilheiros que serão beneficiados com o indulto, mas o ELN reclama há meses a libertação de Juan Carlos Cuéllar e Eduardo Martínez Quiroz, ambos presos na penitenciária Bellavista, em Medellín, e os quais a guerrilha quer nomear para que acompanhem a mesa de conversações. De corte pró-cubano, guevarista, com ideais cristãos e marcado interesse pela questão dos recursos naturais, o ELN surgiu quase na mesma época do principal grupo guerrilheiro do país, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), em meados dos anos 1960. Com esse grupo, de formação camponesa, defensor da desaparecida linha da União Soviética e que cedeu em seus ideais marxistas aos bolivarianos, o ELN teve fases de amor e ódio. Nas décadas de 1980 e 1990, as FARC e o ELN fizeram parte, junto com outros grupos, da Coordenação Guerrilheira Simón Bolívar (CGSB), mas nos últimos anos concentraram-se em lutas pelo controle territorial.

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