Vaticano assume o controle do grupo de leigos celibatários “Memores Domini”

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08 Julho 2020

O delegado pontifício foi encarregado de reformar o grupo ligado ao Comunhão e Libertação depois de não modificar seus estatutos.

A reportagem é de Nicolas Senèze, publicada por La Croix International, 07-06-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O Vaticano nomeou o Pe. Gianfranco Ghirlanda, um renomado canonista jesuíta e ex-reitor da Pontifícia Universidade Gregoriana, para liderar e reformar temporariamente a associação Memores Domini, o ramo de leigos consagrados do movimento Comunhão e Libertação.

O cardeal Kevin Farrell – prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida – anunciou a nomeação de Ghirlanda como delegado pontifício durante um encontro no dia 26 de junho com os líderes da Memores Domini, segundo o jornalista italiano Aldo Maria Valli.

O cardeal irlandês-estadunidense teria lhes dito que a Santa Sé estava preocupada com a “preocupante suspensão da vida associativa” dentro do seu ramo do Comunhão e Libertação.

Ele também lembrou que seu dicastério “urgiu repetidamente o presidente, desde o dia 29 de maio de 2018, a prosseguir com a modificação de certas regras do diretório e a reforma dos estatutos”. No entanto, “nenhuma proposta de revisão chegou ao Vaticano” até agora.

Quatro “Memores Domini” a serviço de Bento XVI

O cardeal Farrel disse que o Papa Francisco concordou com a nomeação do Pe. Ghirlanda como delegado pontifício do grupo, a fim de “guiá-lo no processo de revisão do diretório e dos estatutos e, ao mesmo tempo, de resolver certos problemas associativos já apontados pelo dicastério”.

Os Memores Domini foram fundados em 1964 em Milão por ex-alunos do Ensino Médio do Pe. Luigi Giussani, fundador do Comunhão e Libertação.

Seu objetivo era levar uma vida contemplativa e apostólica, seguindo os conselhos evangélicos da pobreza, castidade e obediência.

Hoje, eles têm 1.600 membros em 32 países, quatro dos quais servem a Bento XVI há muitos anos.

“Acolher a voz da Igreja com docilidade e espírito eclesial”

Após a morte de Giussani em 2005, o Pe. Julián Carrón sucedeu o fundador do Comunhão e Libertação como presidente e também se tornou o assistente espiritual dos Memores.

Segundo a agência Askanews, “Carrón, que logo após sua sucessão imprimiu à vida do movimento um estilo mais espiritual do que o estilo mais militante do passado”.

A “velha guarda” descontente do Comunhão e Libertação recorreu às autoridades romanas há cerca de um ano para reclamar do papel do presidente como assistente espiritual dos Memores, o que promoveu a intervenção do Vaticano.

Em janeiro passado, o Papa Francisco escreveu à presidente das Memores Domini, Antonella Frongillo, pedindo “para acolher com docilidade e espírito eclesial a voz da Igreja, responsável por garantir o adequado exercício dos carismas”.

Medidas para colocar as coisas em ordem

A decisão do Vaticano faz parte dos esforços dos últimos anos para restaurar a ordem nas diversas novas comunidades.

Entre os grupos que foram colocados sob a autoridade de um delegado pontifício estão os Legionários de Cristo, para os quais o Pe. Ghirlanda é o oficial canônico designado pelo Vaticano desde 2014, após sua inspeção do movimento leigo da Legião, Regnum Christi.

A Santa Sé também interveio no movimento leigo latino-americano Sodalício, assim como nos Arautos do Evangelho, e, mais recentemente, no Mosteiro Ecumênico de Bose.

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