TikTok e K-Pop sabotaram evento eleitoral de Trump

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22 Junho 2020

Praça quase deserta, fileiras vazias na arena em Tulsa: equipe de campanha atribui fiasco a "manifestantes radicais", mas jovens usuários de plataforma de vídeo e fãs de pop coreano reivindicam parte da façanha.

A reportagem é de Wulf Wilde, publicada por Deutsche Welle, 21-06-2020.

Após uma pausa de mais de três meses ditada pela pandemia de covid-19, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se preparava para encarar uma plateia lotada até o último lugar neste sábado (20/06), na retomada de sua campanha de reeleição, no BOK Center de Tulsa.

A equipe eleitoral contava com a presença de cerca de 100 mil adeptos, o próprio bilionário anunciara no Twitter que "quase 1 milhão de pessoas" haviam solicitado ingressos para o evento gratuito. Por isso, Trump programara um discurso de consolo para os que não conseguiram entrada, a ser dito diante do estádio.

Essa parte do programa foi cancelada, pois a praça em que se instalara um telão e um palco estava praticamente deserta. E também no BOK Center, com capacidade para 19 mil espectadores, fileiras inteiras estavam vazias.

Responsáveis pela campanha afirmaram que "manifestantes radicais" e uma "cobertura de mídia apocalíptica" teriam contribuído para impedir os simpatizantes de participar do evento. Porém só se teve notícias de poucos protestos e, segundo a polícia local, Tulsa esteve basicamente pacífica.

No entanto, a apresentação de Trump no centro-sul dos EUA foi de fato alvo de sabotagem – a partir das redes sociais.

 

Show amador de um supremacista branco"

Segundo o jornal The New York Times, usuários do serviço chinês de compartilhamento de vídeos TikTok e fãs de bandas pop coreanas (K-Pop) afirmam ter reservado centenas de milhares de ingressos para o evento.

Logo depois de a equipe eleitoral convidar a todos a se registrarem telefonicamente para obter um ingresso gratuito, os fãs do K-Pop conclamaram seus seguidores a aceitarem a oferta – mas ficando longe do comício.

Em seguida, a iniciativa foi adotada também no TikTok, onde vídeos explicavam como proceder para reservar as entradas. A articulação transcorreu através da "Alt TikTok", uma plataforma alternativa do serviço, explicou ao New York Times o youtuber Elijah Daniel, que participou da operação.

Para que o plano não viesse à tona antes da hora, diversos usuários apagaram suas postagens após alguns dias, evitando que a iniciativa aparecesse também em outras plataformas, contou Daniel.

 

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