O fundo do papa para Roma ajuda os desempregados

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12 Junho 2020

O papa colocou um milhão, outro foi alocado pela região do Lácio e pelo município de Roma, com 500 mil euros cada. No total, são dois milhões de euros, embora a esperança seja que essa quantia aumente nos próximos dias, graças à generosidade dos romanos e dos párocos, a quem o pontífice se dirigiu pessoalmente, convidando-os a um esforço de caridade. Começa com esse montante o fundo dedicado ao Jesus Divino Trabalhador, criado para ajudar aqueles que nestes meses de emergência foram excluídos das ajudas ou ainda não receberam nenhum dinheiro, apesar dos pedidos feitos ao Estado.

A reportagem é de Franca Giansoldati e Franco Rossi, publicada por Il Messaggero, 10-06-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

O anúncio

Francisco anunciou ontem esta iniciativa pensando em categorias específicas de trabalhadores frágeis, geralmente informais: vendedores ambulantes, trabalhadores temporários, diaristas, pessoas desempregadas por causa de contratos temporários não renovados, trabalhadores domésticos pagos por hora, estagiários com funções interrompidas com o lockdown, trabalhadores da construção civil, das indústrias, autônomos, pequenos empresários, "especialmente aqueles nos setores mais afetados”. A lista está na carta enviada pelo Papa à cidade de Roma. "Muitos são pais e mães de famílias que lutam com dificuldade para poder colocar comida na mesa para os filhos e garantir-lhes o mínimo necessário". No entanto, é inútil tentar entender os critérios pelos quais o fundo será administrado pela Caritas, se os parâmetros de distribuição serão aplicados ou se o auxílio está vinculado a um percurso ou a um projeto a ser implementado para obter auxílio.

Até a tarde de ontem, um programa específico ainda não estava elaborado nos detalhes. No Palácio do Vicariato, havia até alguns bispos auxiliares que nada sabiam sobre a iniciativa. O cardeal vigário Angelo De Donatis, por sua vez, respondeu com uma carta genérica à iniciativa papal, regozijando-se com o passo adiante dado a favor dos setores mais fracos da cidade, mas sem entrar em detalhes. “Estou profundamente grato pela instituição do Fundo para apoiar todos aqueles que perderam o emprego durante a pandemia. Estou certo de que, juntamente com as instituições partindo da região do Lácio e da capital de Roma, cada uma com a sua parte, todos responderemos juntos e com empenho para dar vida a uma verdadeira aliança por Roma, para ser protagonistas do renascimento de nossa comunidade após a crise”. Os primeiros apoiadores a responder foram o município e a região.

As administrações

A prefeita que, como sabemos - tem uma linha direta com o Papa e com o cardeal De Donatis, se apressou em lembrar que é tarefa das instituições colaborar para não deixar os mais fracos para trás nesta fase. "A nossa será uma contribuição inicial de 500 mil euros", informa o Campidoglio. Segundo Virginia Raggi "é essencial que as instituições trabalhem juntas para apoiar, especialmente neste momento delicado, os grupos mais fracos e mais frágeis".

A mesma manifestação de Nicola Zingaretti: “Não poderíamos deixar de atender o convite generoso do Papa a uma grande aliança e estar ativamente presente ali, onde a crise econômica resultante do coronavírus pode gerar novas solidões, incertezas e desesperos”, ressalta o governador do Lácio, que alocará outro meio milhão de euros. Zingaretti salienta que toda crise traz à tona uma nova pobreza que, por sua vez, "desafia a própria força do pacto social no qual a comunidade se baseia". Provavelmente, o Presidente da Região havia falado sobre essa iniciativa diretamente com o Papa em 20 de maio, quando foi recebido no Vaticano.

Para Francisco, é "um sinal capaz de incentivar as pessoas de boa vontade a oferecer um gesto concreto". Depois, o apelo ao "bom coração" dos romanos para considerar que "compartilhar apenas o supérfluo não é suficiente". Até os sacerdotes foram solicitados a colocar as mãos na carteira, para que sejam "os primeiros a contribuir para o Fundo". No momento, parece que "os cinco pães e os dois peixes não sejam suficientes".

 

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