Chegaram a Roma os 33 refugiados trazidos pelo corredor humanitário de Lesbos. O valor do acolhimento

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05 Dezembro 2019

“Dirijo-me aos cardeais, aos bispos, aos presbíteros e aos religiosos: vamos abrir, começando por mim, as nossas canônicas, conventos, mosteiros para que cada um acomode pelo menos uma família dos campos de refugiados de Lesbos. Os recursos estão disponíveis." Esse é o apelo lançado na conferência de imprensa pelo esmoleiro pontifício, o cardeal Konrad Krajewski, que acompanhou os 33 refugiados que chegaram nesta quarta-feira a Fiumicino da ilha grega de Lesbos. A operação foi possível graças a um corredor humanitário organizado pela Comunidade de Santo Egídio, em acordo com os governos italiano e grego.

A informação é publicada por L'Osservatore Romano, 04 e 05-12-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

O Papa Francisco "é quem cria pontes e hoje lançamos essa ponte que se chama de corredor humanitário. Algo totalmente evangélico", disse o cardeal Krajewski. "Hoje - ele lembrou - em todo o mundo está sendo lida a passagem da multiplicação dos pães e peixes. Com as pessoas de boa vontade, podemos multiplicar os corredores. Esse é o milagre, porque Jesus tinha compaixão”. Em maio passado, havia 7.000 pessoas nos campos; hoje existem mais de 15.000, incluindo 800 crianças desacompanhadas. "A esperança deles estanca na Grécia", acrescentou o esmoleiro, apontando que "o advento é o tempo que diz: acordem! Este primeiro corredor na Europa significa para todos nós: acordem!”.

Os refugiados foram acolhidos pelo fundador da Comunidade de Santo Egídio, Andrea Riccardi, que os chamou de "hóspedes em família e em casa". Os refugiados que chegam a Fiumicino são de várias nacionalidades: jovens e famílias com menores e idosos no Afeganistão, mulheres de Camarões e Togo. Eles viveram muitos meses no campo de Moria em condições precárias. "Os corredores humanitários são o começo de um processo, que queremos seja compartilhado por todos os países europeus", afirmou ainda Riccardi.

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