Um cardeal ilegal? ''Era preciso ajudar as pessoas. Ninguém queria violar a lei''

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15 Maio 2019

O gesto do esmoleiro pontifício é ilegal? Também diziam a Jesus que as coisas que ele dizia e fazia violavam a lei. O cardeal Peter Appiah Turkson, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, comenta dessa maneira ao Vatican Insider a notícia que está há dias em todas as mídias, ou seja, a intervenção do esmoleiro apostólico, o cardeal polonês Konrad Krajewski, que removeu o lacre do contador de luz de um edifício ocupado em Roma.

A reportagem é de Salvatore Cernuzio, publicada por Vatican Insider, 14-05-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Um gesto que não queria ser uma falta de respeito pela lei, mas de misericórdia” para com as 420 pessoas ali presentes (incluindo 98 crianças) sem eletricidade há cerca de uma semana, ressalta o cardeal ganense. Na Sala de Imprensa vaticana, o cardeal apresentou o evento de março de 2020 em Assis, “Economia de Francisco”, que contará com a reunião do papa e os jovens economistas, empresários e doutorandos de todo o mundo para “reanimar a economia” de acordo com uma visão “social”.

Eis a entrevista.

Mas, na “economia social” do Papa Francisco, também tem espaço para um gesto extremo como o do cardeal Krajewski?

O escritório da Esmolaria é a “arma” da misericórdia do Papa Francisco no Vaticano. Nos últimos anos, ele pagou cerca de 3 milhões de euros para salvar não as pessoas que vivem no Vaticano, mas sim os italianos em situações de dificuldade e miséria nas suas casas. Há muitíssimas famílias que não conseguem pagar facilmente a eletricidade e assim por diante, e a quem elas se dirigem? À Esmolaria, que nunca recuou para fornecer ajuda às famílias italianas. Porque a iniciativa de ajudar o próximo, de ser “bons samaritanos” para os mais necessitados, é inerente à missão da Igreja.

No entanto, contesta-se a ilegalidade da intervenção do cardeal...

Sim, ok, a legalidade... Era a mesma crítica que faziam a Jesus no seu tempo: é ilegal fazer as coisas no sábado. Mas é a legalidade que prevalece ou fazer o bem a alguém? Qual é a escolha?

Como o senhor descreveria esse gesto, então, que poderia ter até consequências legais?

O episódio no edifício em Roma não foi motivado pela falta de respeito pela lei e coisas desse tipo, mas sim pela misericórdia. Certamente, o cardeal não fez nada às escondidas, tanto que, antes de ir embora, deixou o seu cartão de visita e assumiu toda a responsabilidade. Repito, a pergunta é a mesma: é lícito curar no sábado, sim ou não? É lícito deixar as crianças lá há dias sem eletricidade, idosos ou doentes ligados às máquinas? Além disso, as coisas se ajeitaram depois. Ninguém queria violar a lei, mas era preciso ajudar as pessoas.

Como Dicastério para o Desenvolvimento Integral, vocês já lidaram com casos desse tipo?

O nosso Dicastério faz apenas uma pequena parte do que a Esmolaria apostólica faz. Quando ocorre algum desastre no mundo, nós, tendo herdado essa tarefa do Cor Unun, enviamos sempre alguma soma de “primeiros socorros”. Depois, estudamos as implicações da gravidade e entendemos como agir.

Nessa segunda-feira de manhã, ocorreu uma reunião interdicasterial com o papa no Palácio Apostólico. Falou-se sobre esses casos?

Mas era uma reunião privada (risos)! Em todo o caso, falou-se principalmente sobre a reforma da Cúria, que é uma reforma em curso, que já começou com a fusão do Dicastério conduzido por mim, com o para os Leigos, Família e Vida, da Comunicação etc. O Santo Padre, como sabemos, publicará em breve um documento para acompanhar esse processo que se desenvolve em três diretrizes: simplificar as estruturas, torná-las mais eficientes e eficazes, a inovação.

Mas haverá esse superdicastério dedicado à evangelização sobre o qual tanto se falou?

Cada Dicastério deverá se dedicar à evangelização, cada um com suas próprias especialidades e com as suas tarefas. Isso foi reiterado várias vezes na reunião dessa segunda-feira: cada Dicastério tem uma tarefa de base que é a missão. A própria Doutrina Social da Igreja, desde os tempos de João Paulo II, foi definida como um instrumento de evangelização. Portanto, cada coisa individual que fazemos deve ter como objetivo a promoção da missão da Igreja, levar o Evangelho ao mundo.

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