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15 Maio 2019

Poderia renunciar à imunidade vaticana Konrad Krajweski, o cardeal esmoleiro que nos últimos dias religou a eletricidade no prédio ocupado na Via di Santa Croce in Gerusalemme, no distrito de Esquilino, em Roma. Isso, obviamente, quando a Procuradoria Pública de Roma abrir um inquérito contra ele.

A reportagem é de Vincenzo Bisbiglia, publicada por Il Fatto Quotidiana, 14-05-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

A Areti Spa, empresa do grupo Acea - uma empresa de serviços múltiplos que atende 51% do Município de Roma - apresentou ontem uma denúncia por fraudes contra desconhecidos. O cardeal polonês admitiu ter descido na unidade de fornecimento de energia do edifício e ter rompido os selos colocados pela companhia elétrica, também deixando seu cartão de visita com a anotação "Fui eu". Uma ação realizada "por ordem do Papa Francisco", garante Andrea Alzetta, líder histórico da Action, o movimento pelo direito à moradia que em 2013 transformou a antiga sede do Inpdap em "Spin Time Labs", uma ocupação onde encontram abrigo cerca de 450 pessoas de 18 nacionalidades diferentes. "Se este fosse o caso, a promotoria também deveria investigar o Papa: boa sorte", acrescenta Sabrina, uma das ocupantes formada em Direito.

Tecnicamente, o Artigo 21 do Tratado Lateranense de 1929 reconhece aos homens da Igreja e, em particular, aos membros do Colégio cardinalício uma espécie de imunidade, expediente usado no passado por vários padres para escapar de acusações de pedofilia. Mas, precisamente por esse motivo, o mandato do Papa Francisco impôs constantes derrogações a esse tipo de privilégio.

Esperando para saber se Krajweski responderá, diante do Estado italiano, por sua ação de "desobediência civil", ontem durante a tarde foi realizada uma assembleia do Spin Time.

Durante o encontro Alzetta anunciou que duas carteirinhas honorárias da associação serão entregues a Jorge Bergoglio e ao cardeal Konrad. "A Igreja é parte integrante desta ocupação", disse.

Em 2014 recebemos a Bênção Apostólica e a partir daí começaram os cursos, como a oficina de restauração das obras sacras e as ajudas". A Action lançou uma petição para apresentar à prefeita Virginia Raggi para o "reconhecimento jurídico da ocupação" e a possibilidade de "estabelecer residência". "Derrogando o decreto Renzi-Lupi de 2015 - explicou Alzetta - poderemos pagar as contas. E se tivermos o mesmo tratamento que a Lega com os 49 milhões, também nos comprometeremos com os 300.000 euros de contas em atraso".

O Campidoglio estava ausente na Assembleia, embora o vice-prefeito Luca Bergamo – de forma pessoal – tenha expressado repetidas vezes solidariedade à ocupação. Estavam presentes a minissindaca Dem do Município I Centro Storico, Sabrina Alfonsi, e o conselheiro regional Paolo Ciani, que ontem foi contestado por alguns militantes porque "a Região é parte do problema". É feita referência aos 250 milhões de fundos ainda não utilizados e, tecnicamente, destinados à construção de moradias públicas. Tudo isso enquanto em Roma há 13.000 pessoas na lista de espera por moradia, 1.200 pessoas nas chamadas "residence", enquanto pelo menos 20.000 pessoas vivem em trailers no entorno de Roma (dos quais 6.000 estão em acampamentos rom).

Enquanto isso, no mesmo momento em que o Spin Time aplaudia o membro honorário Bergoglio, o grupo Fratelli d'Italia retornou às ruas na tarde da segunda-feira em Casal Bruciato para protestar contra a atribuição de moradia pública para ciganos.

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