A ofensiva contra a Amazônia continua

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • “A mulher precisa, e as religiosas sobretudo, sair daquele papel de que ela é inferior”. Entrevista com a Ir. Maria Freire

    LER MAIS
  • Governo Bolsonaro deixa estragar 6,8 milhões de testes de covid-19

    LER MAIS
  • A Economia de Francisco. ‘Urge uma nova narrativa da economia’. A vídeomensagem do Papa Francisco

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


12 Setembro 2019

Governo vendeu blocos para a exploração de petróleo e gás na Amazônia Legal, indo na contramão da preservação no nosso patrimônio natural.

A reportagem é de Marcelo Laterman, publicada por Greenpeace, 11-09-2019.

Região do Vale do Javari

Diante da maior crise ambiental do país, e dos olhos perplexos do mundo todo, o governo insiste em acelerar a destruição e pressão sobre a Amazônia. Desta vez, a ameaça é o petróleo e o gás – com histórico de devastação e resistência na floresta, como mostra a Carta Aberta dos Povos do Vale do Javari, no Acre, de 2013, ao se referir aos perigos de projetos petroleiras dos anos 1970 a 1980 na região:

“(…) que destruíram nossas malocas, roças, dinamitaram nossos lagos e igarapés envenenando mananciais, causando morte de vários indígenas, contaminaram nossas aldeias com sarampos e DSTs, acúmulo de lixos na selva do nosso território, danificando a fauna e flora, trouxeram malária para a região. Tudo isso foi encobertado até os dias de hoje.”

Em leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP) ocorrido na última terça-feira (10/09), foram vendidos 6 blocos em áreas sensíveis dentro da Amazônia Legal à empresa Eneva. São blocos localizados na bacia do Parnaíba (MA), nos quais foi cedido o direito à empresa de explorar petróleo e gás. Isso significa expor nosso maior patrimônio, que é a floresta amazônica, ao risco de derramamentos de óleo e mais desmatamento.

Mapa do Vale do Javari (Fonte: Racismo Ambiental)

Em um momento em que a Amazônia está no centro do debate político e ambiental, o governo reafirma o tipo de desenvolvimento que pretende para o país: extrativista e fóssil.

Desde o ano passado, o Greenpeace demanda que esses blocos não sejam oferecidos. Insistimos para que o governo promova a transição para uma economia limpa e 100% renovável, como mostra nosso relatório [R]evolução Energética. O Brasil tem um dos maiores potenciais em energias renováveis do mundo e poderia ter um papel de liderança nos esforços contra as mudanças climáticas. No entanto, o governo Bolsonaro tem optado pelo papel de vilão da floresta e do clima, encorajando agentes, como a Eneva, a explorar recursos em áreas que deveriam ser protegidas.

A sociedade mostrou que não aceita mais essas agressões ao meio ambiente com manifestações em diversas cidades do Brasil e do mundo. No dia 20 de setembro é hora de ir às ruas novamente pela defesa do clima e da Amazônia.

Saiba mais sobre a Greve Global Pelo Clima.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

A ofensiva contra a Amazônia continua - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV