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26 Junho 2019

"As pessoas a bordo nos perguntam até que ponto é preciso passar mal para poder desembarcar, alguns começam a ameaçar atirar-se ao mar". As últimas notícias do Sea Watch 3, parada há 12 dias diante da ilha de Lampedusa, falam de medo e tensão.

A reportagem é de Francesca Paci, publicada por La Stampa, 25-06-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Onze dos 53 migrantes resgatados em 12 de junho na costa da Líbia por voluntários da ONG alemã foram evacuados devido a problemas de saúde, os outros permanecem na ponte, esperando que algo em algum lugar seja desbloqueado, seja na Itália, na Alemanha ou na Holanda, o estado da bandeira do navio para o qual o vice-primeiro ministro Salvini passou a questão.

Ontem, sem grande ênfase, manifestou-se a UE, muitas vezes cega e surda em relação ao Mediterrâneo, e através da Comissão, solicitou aos Estados-Membros para que encontrem uma solução.

No entanto, no habitual passa-e-repassa de responsabilidade, foram os náufragos que levantaram suas vozes dirigindo-se à Corte Europeia de Direitos Humanos (ECHR) para pedir "medidas provisórias" que com base no Artigo 3 da Convenção 8 ("ninguém pode ser submetido a tortura nem penas ou tratamentos desumanos ou degradantes") forcem Roma a conceder o desembarque.

À espera da resposta da CEDH, uma resposta veio do ministro do Interior, a mesma que insiste nos portos fechados, informando terem desembarcados nas últimas semanas, apesar do bloqueio simbólico do Sea Watch 3, 234 migrantes entre a Sicília, Puglia e Calábria (fontes Ministério do interior).

“Navio holandês, ONG alemã: metade imigrantes em Amsterdã, a outra metade em Berlim” repete Salvini, firme em uma posição que segue a dos ministros Trenta e Toninelli.

A única disponibilidade, por enquanto, veio da Diocese de Turim, onde Monsenhor Nosiglia se ofereceu para acolher “sem ônus para o estado” os 42 reféns do enésimo cabo de guerra.

Salvini em uma palavra opinião também para eles: "Caro bispo, penso que o senhor poderia alocar o dinheiro da diocese para ajudar 43 italianos em dificuldade. Para quem não respeita a lei nossos portos estão fechados". A violação da lei consistiria no fato de que o Sea Watch 3 se recusou a levar de volta os migrantes à Líbia, um país que, segundo a OIM, "não é um porto seguro".

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