Quando Bento XVI confiou suas “reflexões” a Francisco. Outro detalhe

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30 Abril 2019

O artigo abaixo, publicado no dia 26 de abril por LifeSiteNews e reproduzido com a sua permissão, acrescenta um detalhe importante sobre a questão das “reflexões” de Bento XVI relacionadas aos abusos sexuais, já descrita na página de Settimo Cielo, em 17 de abril: “Entre os dois Papas há ‘fratura’. O silêncio de Francisco contra Bento”.

A nota é de Sandro Magister, publicada por Settimo Cielo, 29-04-2019. A tradução é do Cepat.

Eis o artigo em questão, de Maike Hickson.

Uma fonte confiável em Roma corrigiu a teoria plausível de que o Papa Francisco e o cardeal Pietro Parolin rejeitaram o pedido do Papa Bento de que sua carta fosse distribuída aos participantes da cúpula sobre abusos sexuais, que ocorreu em fevereiro. A fonte, que conhece os fatos, informou a LifeSiteNews que, de fato, Bento nunca fez este pedido.

Quando as reflexões do Papa Bento foram publicadas, circularam publicamente várias especulações sobre se realmente havia escrito este documento e por qual motivo teria escolhido divulgar em uma pequena publicação católica bávara, “Klerusblatt”. Outra questão surgida era se Bento XVI havia decidido publicar esta carta porque não havia sido incluída nos debates que houve na cúpula sobre os abusos sexuais, ocorrida de 21 a 24 de fevereiro.

O vaticanista italiano Sandro Magister, em um artigo de 17 de abril, abordou esta questão quando destacou que Bento havia declarado ter escrito o texto antes da cúpula dos abusos, e que sua intenção era “ajudar nesta hora difícil”. O comentário de Magister foi o seguinte: “Disto se deduz que escreveu o texto para oferecer, em primeiro lugar, aos dirigentes da Igreja, convocados ao Vaticano pelo Papa Francisco, para discutir sobre a questão”.

Magister cita um artigo do “Corriere della Sera”, no qual se afirma: “Bento enviou as dezoito páginas e meia sobre a pedofilia ‘à cordial atenção’ do secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, antes do encontro global das Conferências episcopais, para também chegar ao conhecimento de Francisco”.

Comenta Magister: “Contudo, aconteceu de nenhum dos participantes da cúpula ter recebido o texto de Ratzinger. Francisco acreditou ser bom tê-lo para si, fechado em uma gaveta”.

Este método de silenciar os pensamentos de Bento, se é verdade, é realmente preocupante.

No entanto, depois que LifeSiteNews entrou em contato com uma fonte muito confiável em Roma, a resposta foi: “Não, esta afirmação de Magister não é correta”.

Na sequência, LifeSiteNews entrou em contato com a Sala de Imprensa da Santa Sé pedindo um comentário, mas não recebeu resposta.

Em resposta ao pedido de LifeSiteNews, sobre fazer um comentário a respeito, Sandro Magister disse que a escolha do momento de escrever estas reflexões, por parte de Bento, antes da cúpula dos abusos, e o fato de as ter entregue ao cardeal Parolin, deixa perguntas sem respostas.

“Portanto, está confirmado que Bento entregou as ‘reflexões’ a Parolin e, através deste, ao Papa, apesar de não ter pedido explicitamente que fossem distribuídas aos membros da cúpula”, disse.

“Acredito que é bastante compreensível pensar que Bento não fizesse este pedido de maneira explícita (não faz parte de seu estilo agir assim)”, acrescentou.

Magister disse que o fato é que nem Parolin, nem, sobretudo, o Papa fizeram uso da carta de Bento, conforme demonstra o resultado da cúpula, que atribuiu a crise dos abusos sexuais ao clericalismo (abuso de poder), sem mencionar em absoluto a homossexualidade e as redes homossexuais existentes dentro do sacerdócio.

“O resultado está muito distante da análise de Bento”, disse Magister. “Foi totalmente ignorado. Eu acredito que este é um assunto sério”.

Fica a questão do motivo pelo qual o Papa Francisco não enviou, por iniciativa própria, as reflexões de Bento aos participantes na cúpula dos abusos sexuais, após pedir, está claro, a permissão de Bento para isso. A carta coloca em evidência muitos aspectos importantes das mudanças que houve em âmbito cultural e teológico – lassidão moral e doutrinal, hedonismo sexual em uma grande parte da sociedade -, que levaram, ao que parece, a um aumento dos abusos sexuais por parte do clero, a partir dos anos 1960.

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