Jesuítas publicarão os nomes dos padres acusados de abuso sexual no oeste dos EUA

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12 Novembro 2018

Jesuítas no oeste dos EUA vão liberar os nomes de todos os membros da ordem religiosa da região com “alegações credíveis de abuso sexual de menores” desde 1950, anunciou o provincial da região, Scott Santarosa, S.J., numa carta na sexta-feira.

“Apesar a Igreja nos Estados Unidos ter passado por uma reforma significativa nesta área, agora somos chamados a aprofundá-la tornando-nos mais transparentes", declarou o padre Santarosa. "Com a emissão desta lista e o pedido de revisão independente, esperamos oferecer às vítimas e suas famílias mais um passo no processo de cura."

A informação é de Michael J. O’Loughlin, publicada por America, revista editada pelos jesuítas americanos, 09-11-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

A lista será divulgada no dia 7 de dezembro, e a província vai realizar uma revisão externa de seus arquivos para garantir que esteja completa. Os Estados Unidos têm cinco províncias.

A região a que se refere o anúncio é composta por Alasca, Arizona, Califórnia, Havaí, Idaho, Montana, Nevada, Oregon, Utah e Washington.

"Acho que 2018 é um momento em que o povo de Deus está exigindo e merecendo transparência", disse o padre Santarosa à América. "Agora, após o relatório da Suprema Corte da Pensilvânia, é uma questão de confiança. Podemos confiar que a Igreja realmente esteja cuidando desse problema e mantendo as pessoas seguras? Um sinal de confiança é perguntar se os líderes podem ser transparentes."

Ele disse que outros líderes das outras quatro províncias dos EUA foram consultados sobre a divulgação da lista.

"Vamos todos na mesma direção, apenas em datas diferentes", afirmou.

Quanto ao anúncio da decisão de liberar uma lista com um mês de antecedência, o padre Santarosa diz que há muitos dados para classificar e acrescentou que a província está trabalhando com escolas, paróquias e outras instituições jesuítas que possam ser afetadas pela libertação dos nomes.

"Eles sentem que precisam que os dados sejam credíveis para os eleitores, ex-alunos, alunos, pais e paroquianos", observa.

Para ele, nenhum jesuíta da lista dos sacerdotes acusados exerce o ministério ativo e que as pessoas precisam saber que as instituições jesuítas são seguras, em parte graças a proteções instituídas depois das revelações de casos de abuso em 2002. Mas o padre admite que a publicação da lista pode fazer com que mais vítimas se apresentem — e que haja mais processos judiciais contra a ordem.

"Faz parte do risco. Não se sabe o que vai trazer", disse. "Achamos que é a coisa certa a fazer."

Os jesuítas já pagaram indenizações em centenas de acusações de abuso nessa região dos EUA, inclusive em 2011, quando a ordem protagonizou uma das maiores indenizações da crise de abusos da Igreja Católica, com mais de US$ 166 milhões em cerca de 500 acusações de abuso físico e sexual.

Essa indenização envolvia casos nos estados do Alasca e de Oregon, principalmente com povos nativos americanos e do Alasca, abusados nos internatos geridos pela Igreja entre os anos 60 e 70. Outras indenizações na região totalizaram mais de US$ 84 milhões.

Em pelo menos dez estados as dioceses católicas estão sendo investigadas por autoridades policiais a respeito da resolução de casos de abuso sexual cometidos por padres. Em alguns casos, a diocese decidiu liberar os nomes dos sacerdotes acusados antes de os investigadores terem obrigado a divulgação. Mas, em alguns casos, os nomes dos que fazem parte de ordens religiosas foram omitidos.

O padre Santarosa pediu que as vítimas de abuso sexual de jesuítas reportem para a coordenadora de defesa das vítimas, Mary Pat Panighetti, bem como a autoridades policiais.

"Em nome da Sociedade de Jesus, peço desculpas às vítimas e suas famílias", escreveu. "Não há traição maior do cuidado pastoral que o abuso de menores por alguém com um dever sagrado de proteção e cuidado com o povo de Deus."

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