O Sínodo sobre os jovens termina com um documento descafeinado

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31 Outubro 2018

Após quase um mês de debates, com a participação de mais de 300 cardeais, prelados, especialistas e jovens, o Sínodo dos Bispos sobre a Juventude foi encerrado ontem com a missa presidida pelo Papa Francisco, na Basílica de São Pedro do Vaticano. Jorge Mario Bergoglio aproveitou sua homilia para pedir perdão “em nome dos adultos” pela insuficiente escuta aos jovens na Igreja.

A reportagem é de Darío Menor, publicada por Leon Notícias, 28-10-2018. A tradução é do Cepat.

“Em vez de lhes abrir o coração, enchemos os seus ouvidos”, disse o Pontífice, que na oração do Angelus pediu que se divulgue o documento final aprovado na noite anterior pela assembleia sinodal, no qual se propõe uma “escuta real” dos jovens e não lhes oferecer “repostas preparadas e receitas já prontas”.

Apesar das palavras do Papa e dos esforços que a Igreja realizou na organização do Sínodo, com pesquisas, relatórios e reuniões prévias, parece difícil que o texto conclusivo deste encontro irá propiciar uma mudança na percepção que a juventude tem da Igreja.

Os 249 bispos votaram um documento descafeinado que pede para favorecer a acolhida aos homossexuais e promover a presença feminina nos órgãos de responsabilidade da Igreja, mas não introduz nenhuma mudança substancial. Também não reflete alguns dos pedidos concretos delineados na assembleia, como a criação de um ‘ministério’ vaticano para os jovens. Não responde à exigência de que as mulheres possam votar no Sínodo e retrocede no reconhecimento à diversidade sexual em relação ao instrumentum laboris, o documento de trabalho da assembleia no qual se utilizou o termo LGBT.

Aquela inclusão provocou brotoejas em parte da Igreja e foi preciso eliminá-la do texto final para evitar maiores controvérsias. “Não votarei um documento sinodal em que apareça a palavra LGBT”, advertiu, há alguns dias, o bispo camaronês Andrew Fuanya, fazendo-se porta-voz dos prelados africanos e mais conservadores. “Serei categórico. Se vou a minha diocese com um documento que inclua a palavra LGBT, 99% me perguntarão o que significa. Não estamos resolvendo os problemas das Igrejas particulares, mas da Igreja global”. Essa necessidade de buscar equilíbrios em uma mensagem dirigida a uma comunidade de 1,3 bilhão de fiéis acabou diluindo o texto.

No parágrafo dedicado à sexualidade, o que menos consensos recebeu dos padres sinodais (65 votos contra e 78 a favor), destaca-se “que Deus ama todas as pessoas e assim faz a Igreja, reiterando seu compromisso contra qualquer discriminação e violência sobre a base sexual”. Também se recorda que já existem “muitas comunidades cristãs” que acompanham os homossexuais e se recomenda “favorecer” esses itinerários. O texto, não obstante, também reafirma “a antropológica diferença e reciprocidade entre homem e mulher” e considera “restritivo definir a identidade das pessoas somente a partir de sua orientação sexual”.

O documento final do Sínodo menciona a pedofilia eclesial, passa com as pontas dos pés pela questão das drogas e pede aos jovens que descubram o “justo valor da castidade” sem se ocupar das relações sexuais anteriores ou fora do matrimônio.

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