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09 Outubro 2018

Com prontidão, mas não sem alguma apreensão, aceitei a proposta do Diretor da SettimanaNews, padre Lorenzo Prezzi, para recolher semanalmente algumas "curiosidades" deste Sínodo sobre os jovens, que entrou no pleno dos trabalhos desde 3 de outubro passado.

O comentário é de Armando Matteo, teólogo italiano, publicado por Settimana News, 08-10-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

O procedimento escolhido para comunicar externamente o que ocorre dentro da Sala do Sínodo certamente não facilita o trabalho de quem, interessado no tema da assembleia, pretende acompanhar o debate e as possíveis linhas de desenvolvimento. Assim, torna-se mais provável ressaltar coisas que já poderiam ter sido amplamente discutidas ou esperar algum tipo de reviravoltas que, por outro lado, não cabem na mente nem no coração dos padres sinodais.

Por isso, é preciso uma certa dose de coragem para reunir algumas ideias sobre o tema "Os jovens, a fé e o discernimento vocacional", que poderiam ter escapado nestes primeiros dias de resultados já abundantes. Nesse espírito, compartilho a primeira curiosidade.

A pergunta velada

Mas é realmente tão difícil na Igreja dizer que temos um problema com o universo juvenil? É realmente tão complicado admitir que a maioria dos rapazes e garotas, desta Igreja e de como ela ainda organiza a sua anunciação do Evangelho, não espera quase mais nada? Que para a maioria deles, exceto o Papa Francisco, o resto é mais ou menos tudo "política"? E que, mais geralmente, tornar-se adultos crentes hoje, no meio de uma massa de adultos mais ou menos todos abobalhados atrás do mito da juventude, é uma tarefa realmente árdua para as novas gerações?

Não mais do que alguns dias atrás, fui convidado a comentar uma última pesquisa de caráter mundial sobre os jovens, em que mais uma vez emerge claramente o fato de que o tema da religião está entre os últimos lugares nos interesses dos jovens e das jovens. Em suma, mais uma confirmação da tese de que, lá onde os jovens e as jovens decidem a própria identidade futura, a sua identidade adulta, não há quase nenhum interesse pela proposta e pelas promessas de vida que vêm da palavra de Jesus.

Isso não significa que não há valores e valores importantes nos jovens e nas jovens. Isso só quer dizer - só? - que entre tais valores, entre tais orientações, entre aquelas instruções de vida, não há lugar de honra para a religião cristã.

E repito: é apenas um dado de realidade. Não é uma sentença final. Ou seja, não quer dizer que as coisas não podem mudar, que não seja possível inventar uma nova maneira de dizer e fazer um cristianismo capaz de alterar essa realidade. Mas o que tem a dizer, o diz.

E justamente está dizendo que nossas igrejas são frequentadas por um número cada vez menor de pessoas e por pessoas cada mais idosas, que só ficaram algumas ovelhas jovens e que as outras noventa e nove, depois de tanto catecismo, estão em outro lugar; diz que os seminários são um lugar onde não há muito a ser semeado, os noviciados não têm muitas novidades a anunciar, que o clero está ficando cada vez mais velho, cansado e deprimido. E o que dizer da vida consagrada? Pequenos heróis e pequenas heroínas em um tempo de grande incerteza para o seu futuro destino.

Poderia se dizer que este é apenas o cenário ocidental. Mas estamos realmente certos de que o que está acontecendo aqui possa restar confinado apenas aqui entre nós?

O Ocidente expandido

Enquanto isso, podemos reler algumas passagens do Instrumentum laboris deste Sínodo: "Apesar das diferenças regionais, o influxo do processo de globalização nos jovens de todo o planeta é evidente e exige que eles articulem diferentes níveis de pertencimento social e cultural (local, nacional e internacional, mas também intra e extra-eclesial).

Em geral assistimos, como relatam algumas conferências episcopais, à exigência de maiores espaços de liberdade, autonomia e expressão a partir da troca de experiências do mundo ocidental, eventualmente intermediadas pelas mídias sociais. Outras conferências episcopais aventam o risco de que, independentemente dos desejos profundos dos jovens, acabe por prevalecer uma cultura inspirada pelo individualismo, consumismo, materialismo e hedonismo, e em que dominem as aparências. Muitas conferências episcopais não-ocidentais estão querendo saber como acompanhar os jovens para enfrentar essa mudança cultural que mina as culturas tradicionais, ricas em termos de solidariedade, de laços comunitários e espiritualidade, e sentem não ter os instrumentos adequados. Além disso, a aceleração dos processos sociais e culturais aumenta a distância entre as gerações, mesmo dentro da Igreja.”

Mas, sem reconhecer que existe um problema, como seria possível começar a procurar instrumentos, aliás, "instrumentos adequados" para fornecer alguma solução?

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