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29 Agosto 2018

Os católicos radicais americanos que apoiam Trump são contra a orientação pastoral de Francisco. A ponto, muitos dizem, de armar uma conspiração.

O comentário é de Federico Rampini, jornalista italiano, correspondente em Washington, publicado por La Repubblica, 27-08-2018. A tradução é de Luisa Rabolini

Ri melhor quem ri por último, estará pensando  Donald Trump: certamente o presidente americano não esquece o duro embate que teve (quando ainda era candidato) com o Papa Francisco sobre o Muro com o México. Aquele pontífice argentino que condenou o muro como uma aberração para um cristão, e que tinha um excelente relacionamento com Barack Obama. Aquele Bergoglio cujo olhar incomodado permanece imortalizado para sempre em uma foto de grupo com a família Trump no Vaticano.

Não é Trump (de família protestante, pessoalmente provavelmente ateu ou agnóstico, mas apoiado pelos fundamentalistas evangélicos) que está urdindo uma conspiração contra o Papa. No entanto, que exista uma trama da direita católica americana, é defendido por muitos. É com grande atenção que a mídia dos EUA comenta sobre a saraivada de acusações contra o papa lançado pelo ex-núncio apostólico em Washington, arcebispo Viganò.

Não economiza hipérboles o New York Times que a respeito da ofensiva de Viganò fala em "especulações sem provas", "uma bomba anti-homem", "uma declaração sem precedentes feita em público para depor um papa". O mesmo jornal ressalta que a acusação de Viganò foi publicada simultaneamente em diferentes meios de comunicação católicos de direita. É sempre o Times que lembrara outros elementos que ajudam a fortalecer a tese de uma conspiração norte-americana contra o Papa Francisco. Primeiro, há "facções lutando contra a orientação pastoral dada por Francisco à Igreja, em especial entre alguns cardeais e bispos norte-americanos". Segundo: Viganò sempre foi ligado aos ambientes da direita católica dos EUA, "despreza o entourage do Papa." Terceiro: foi Bergoglio que o tirou do cargo de representante diplomático em Washington depois de um grave acidente que marcou a visita papal nos Estados Unidos em setembro de 2015.

A visita foi "quase arruinada" por uma escolha do então núncio apostólico: Viganò organizou um encontro entre o Papa e Kim Davis, uma fundamentalista protestante que como oficial do Estado de Kentucky se recusava a celebrar os casamentos homossexuais, embora eles fossem legais. Aquele encontro certamente não agradou a Obama, os democratas EUA o viram como uma provocação; ainda mais gratuita, considerando que Davis é uma pentecostal.

O Wall Street Journal observa que "a escalada da crise enfraquece a mensagem do Papa sobre outros temas ... como imigração." Um resultado que certamente agrada à direita dos EUA, o presidente primeiro. Na seção de comentários do New York Times aparece uma análise de Matthew Schmitz, diretor da revista interreligiosa ecumênica First Things, fundada pelo teólogo Richard John Neuhaus. "Qualquer coisa que agora Francesco venha a fazer- escreve Schmitz - a Igreja Católica está afundada em uma verdadeira guerra civil". No confronto entre facções, Schmitz parece simpatizar com a ala conservadora: não porque acusa o Papa argentino de silêncio e indulgências em relação aos autores de abusos, mas porque ele vê a solução em uma condenação e exclusão sem apelo de todos os homossexuais (sem distinguir entre homossexualidade e pedofilia, orientação sexual e comportamentos predatórios). Outro tema que aparece há meses nos comentários da mídia americana: mesmo aqueles que simpatizam com as posições progressistas do Papa Francisco, observam que as igrejas estão cada vez mais vazias.

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