Francisco substitui embaixador Carlo Viganò dias após este ser elogiado pelos bispos americanos

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13 Abril 2016

Alguns críticos disseram que não era adequado um diplomata da Igreja participar de um evento destinado a influir na política interna do país onde ele se encontra instalado.

Reportagem de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 12-04-2016.
Tradução de Isaque Gomes Correa.

O Papa Francisco substituiu o embaixador do Vaticano nos EUA poucos dias após o diplomata ser elogiado pelos bispos americanos no seminário deles em Roma durante um elegante banquete anual.

O arcebispo italiano Carlo Viganò – que representava o Vaticano em Washington desde 2011 e que se viu sob críticas quando o seu nome foi citado no ano passado na ocasião em que Francisco acabou se encontrando com a funcionária pública Kim Davis durante a visita papal ao país em setembro – será substituído pelo arcebispo francês Christophe Pierre.

A troca do que é formalmente conhecido como o Núncio Apostólico, algo que há meses se ouvia nos corredores, foi anunciada pelo Vaticano nesta terça-feira. Em janeiro Viganò completou 75 anos, idade em que tradicionalmente os bispos católicos se aposentam.

Pierre vinha servindo como o representante do Vaticano no México. Aí desde 2007, Pierre trabalho antes como núncio apostólico em Uganda e no Haiti.O prelado francês ajudou a organizar a visita de Francisco ao México feita em fevereiro deste ano.

Viganò foi homeageado na quinta-feira (07-04-2016) pelo Pontifício Colégio Norte-Americano, seminário dos bispos americanos em Roma.

O ex-núncio foi elogiado no Jantar com o Reitor, evento anual promovido pela instituição, juntamente com o advogado californiano Timothy Busch, especialista em “planejamento imobiliário de altos valores” e um dos fundadores do Instituto Napa, centrado na defesa dos princípios católicos na arena pública.

Em um breve discurso, Viganò incentivou os seminaristas americanos que estudam em Roma a serem “sempre corajosos na defesa da liberdade de colocarmos em prática, e sem medo, a nossa fé católica”.

Ao mencionar a visita de Francisco aos EUA em 2015, o arcebispo afirmou que havia sido bastante significativo para ele que o pontífice tenha iniciado o seu discurso histórico no Congresso americano descrevendo o país com as palavras do Hino Nacional: “The land of the free and the home of the brave” [A terra dos livres e o lar dos bravos].

“Os Estados Unidos da América irão proteger a nossa liberdade, especialmente a nossa liberdade religiosa, assim como respeitarão o direito humano à objeção de consciência, e nós seremos sempre corajosos na defesa da liberdade de colocarmos em prática, e sem medo, a nossa fé católica”, continuou ele.

“Cada um de nós tem a responsabilidade diante de Deus de trazer uma mensagem verdadeira a este mundo, mesmo se isso signifique empregarmos as nossas vidas exatamente para este fim – às vezes de forma silenciosa, mas muitas vezes de forma pública”, afirmou Viganò.

Além de seu suposto envolvimento no encontro entre Francisco e Kim Davis, Viganò também foi motivo uma polêmica no começo de 2015, quando participou da “March for Marriage”, um protesto nas ruas de Washington contra casamento homoafetivo.

Alguns críticos disseram que não era adequado um diplomata da Igreja participar de um evento destinado a influir na política interna do país onde ele se encontra instalado.

Pierre deve assumir o seu novo cargo quase de forma imediata. Como núncio apostólico, ele representará o Vaticano nos EUA e também irá assessorar Francisco na escolha e nomeação de novos bispos em todo o país.

O novo núncio será o segundo nativo de língua francesa a representar o papa nos EUA, na sequência de Dom Jean Jadot, que ocupou o mesmo cargo entre 1973 e 1980.

Atribui-se a Jadot a escolha de uma ampla quantidade de prelados nos EUA durante esse período, incluindo exemplos tais como o Cardenal James Hickey (de Washington), Dom Raymond Hunthausen (de Seattle) e Dom John Quinn (de San Francisco).

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