Crise de abusos. Para bispo de Albany, comissão leiga deve investigar reivindicações contra bispos

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08 Agosto 2018

“O que é necessário agora é uma comissão independente liderada por respeitados e fiéis líderes leigos que estão acima de qualquer suspeita. Pessoas cujo papel numa comissão de investigação sobre o assunto não servirá para beneficiá-las financeiramente, politicamente ou pessoalmente”, escreveu o bispo Edward Scharfenberger de Albany em um comunicado divulgado em 06 de agosto.

A reportagem é publicada por Catholic News Agency, 07-08-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

O bispo de Albany disse na segunda-feira que uma comissão de católicos leigos deveria ser formada para investigar alegações de abuso ou má conduta feitas contra bispos.
“Acho que chegamos ao ponto em que apenas bispos investigando outros bispos não é mais a solução. Para ter credibilidade, um painel teria que ser separado de qualquer fonte de poder cuja fidedignidade pudesse ser comprometida”, acrescentou ele.

A declaração foi o segundo comentário público de Scharfenberger sobre o escândalo na Igreja dos EUA que começou quando a Arquidiocese de Nova York anunciou em 20 de junho que havia concluído uma investigação sobre a alegação de que o então cardeal Theodore McCarrick havia abusado sexualmente de um adolescente, considerando a mesma ser "credível e fundamentada".

Desde então, as reportagens da mídia detalharam outras alegações dizendo que McCarrick abusou, agrediu ou coagiu sexualmente seminaristas e jovens padres durante seu tempo como bispo. A renúncia de McCarrick do Colégio Cardinalício acabou sendo aceita pelo Papa Francisco.

“Deixe-me ser claro ao declarar minha firme convicção de que isso é, no fundo, muito mais do que uma crise de políticas e procedimentos. Podemos - e tenho certeza de que iremos - fortalecer as regras, os regulamentos e as sanções contra qualquer tentativa de deixar passar batido ou de deixar se "safar" de tais comportamentos malignos e destrutivos. Mas, no fundo, isso é muito mais do que um desafio da aplicação da lei; é uma crise profundamente espiritual”, escreveu o bispo em uma carta no dia 29 de julho aos padres e diáconos de sua diocese.

Em sua declaração no dia 06 de agosto, Scharfenberger escreveu que “é hora, eu acredito, de invocar os talentos e carismas de nossos fiéis leigos, em virtude de seu sacerdócio batismal. Nossos leigos não estão apenas dispostos a assumir esse papel tão necessário, mas estão ansiosos para nos ajudar a fazer reformas duradouras que restaurar novamente a confiança que foi destruída. Ao falar com eles, todos ouvimos sua paixão pela nossa Igreja Universal, sua devoção ao Evangelho de Jesus Cristo e sua fome da verdade. Eles são essenciais para a solução que procuramos”.

“Nós, bispos, queremos enfrentar este desafio, e pode ser a nossa última oportunidade, considerando tudo o que aconteceu. Precisamos acertar isso. Estou confiante de que podemos encontrar uma maneira de olhar para fora de nós mesmos, colocar isso nas mãos do Espírito Santo e confiar a nossos leigos muito capazes, que ficaram conosco durante tempos difíceis, a nos ajudar a fazer a coisa certa. Precisamos de uma investigação - cujo alcance ainda não está definido, mas deve ser definido – e ela deve ser feita em um tempo apropriado e de forma transparente e confiável”.

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