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04 Junho 2018

Kirill, o Patriarca de Moscou, declinou do convite do Papa para participar de um dia de oração pela paz no Oriente Médio no próximo dia 07 de julho. É o que indica a agência de notícias russa Tass, citando “fontes do Vaticano”, que, por sua vez, informam que em seu lugar se fará presente o metropolita Hilarión de Volokolamsk. O evento acontecerá em Bari.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 01-06-2018. A tradução é de André Langer.

A notícia do não comparecimento de Kirill ocorre um dia depois que o Papa Francisco recebeu no Vaticano uma delegação da Igreja Ortodoxa Russa, presidida pelo próprio Hilarión, presidente do Departamento de Relações Exteriores Eclesiásticas do Patriarcado de Moscou.

A assessoria de imprensa do Vaticano não informou nada sobre o encontro, mas fontes indicaram que a reunião concentrou-se em problemas relacionados a peregrinações a lugares santos para católicos e ortodoxos e o chamado “turismo religioso”.

Os representantes de ambas as Igrejas ressaltaram os fortes laços culturais e históricos que unem a Rússia e a Itália, assim como a fidelidade de ambos os povos aos valores da religião cristã.

Enquanto o Papa Francisco insistiu nas coisas comuns às duas Igrejas, também enfatizou que o Vaticano “não tem nenhum interesse” em interferir nas questões internas da ortodoxia russa.

“Diante de vós quero confirmar, sobretudo na vossa presença, querido irmão, e perante vós, que a Igreja Católica nunca permitirá que dos seus nasça uma atitude de divisão. Nunca vamos permitir uma coisa dessas. Eu não quero isso. Em Moscou, na Rússia, há um só Patriarcado: o vosso. Nós não teremos outro”, indicou Francisco a Hilarión.

O Papa continuou: “A Igreja Católica, as Igrejas Católicas, não devem imiscuir-se nos assuntos internos da Igreja Ortodoxa Russa, nem mesmo em questões políticas. Esta é a minha posição e a posição da Santa Sé hoje. E aqueles que se imiscuírem não obedecem à Santa Sé”.

Dessa maneira, o Bispo de Roma fez alusão a duas controvérsias da maior importância para a Igreja Russa. Por um lado, a pretensão da Igreja Ortodoxa Ucraniana de que o Patriarcado Ecumênico de Constantinopla lhe conceda o status de autocefalia, ou autogoverno. Ambição sobre a qual o Papa parece ter jogado um balde de água fria, apesar do apoio tácito à causa da Igreja Greco-Católica Ucraniana. E, por outro lado, a acusação de que a Igreja russa está muito ligada ao presidente russo, Vladimir Putin, que, apesar de sua ampla aceitação no Ocidente, não é compartilhada pelo Papa.

Durante a conversa entre o Papa Francisco e o metropolita Hilarión também foram abordadas a questão da perseguição a que estão expostos os cristãos no Oriente Médio e a destruição dos santuários que acontece nessa região.

Na tarde da última quarta-feira, em Roma, aconteceu a inauguração da exposição “Novos mártires e confessores da Igreja Ortodoxa Russa”, da qual participaram o presidente do Conselho Patriarcal de Cultura Tijon, metropolita de Pskov e Porjov, e o presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, cardeal Gianfranco Ravasi.

A Igreja Ortodoxa Russa sofreu duras repressões no século XX, e em 2017 foram canonizados mais de dois mil mártires que deram suas vidas defendendo a fé cristã, entre os quais existem leigos, monges e freiras, padres e bispos.

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