Satisfação prudente das vítimas e silêncio político no Chile

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21 Maio 2018

Surpresa, satisfação, mas também prudência. Foi assim que reagiram as vítimas de pedofilia no Chile, que, em princípio, se alegraram com o anúncio da renúncia de todos os bispos após a publicação de um documento explosivo do papa sobre seus comportamentos. Se elas acolhem favoravelmente um gesto que “muda as coisas para sempre”, como uma das vítimas, o jornalista Juan Carlos Cruz, escreveu no Twitter, eles ainda esperam, porém, “ações concretas” da Igreja.

A reportagem é de Angeline Montoya, publicada em Le Monde, 20-05-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Os bispos anunciaram renúncias que ainda não são efetivas”, esclareceu Juan Carlos Claret, porta-voz da associação dos leigos de Osorno, onde começou o escândalo. É nessa cidade do sul do Chile que atuava Dom Juan Barros, acusado de acobertar o padre pedófilo Fernando Karadima, e foi ele que o Papa Francisco defendeu longamente, em particular durante sua visita ao Chile em janeiro, denunciando “calúnias” contra ele.

“Eu não acredito que essas renúncias sejam o resultado de uma vontade heroica dos bispos”, continuou M. Claret. “Eles foram pressionados.” As alegações do papa de que as alegações das vítimas haviam sido julgadas apressadamente como “inverossímeis”, enquanto representavam “graves indícios de um crime efetivo”, abrirão caminho para procedimentos judiciais?

Por parte das personalidades políticas, ninguém, na noite dessa sexta-feira, 18, havia se expressado nesse sentido. Aliás, ninguém havia se expressado em qualquer sentido, como se a notícia, inédita, da renúncia de todos os bispos do país tivesse chocado a classe política, mais preocupada com as manifestações feministas contra a violência de gênero que haviam ocorrido no dia anterior nas ruas de Santiago.

Juan Pablo Hermosilla, o advogado de três vítimas do Pe. Karadima (M. Cruz, José Andrés Murillo e James Hamilton), declarou ao jornal La Tercera que certamente revisaria as ações legais com os novos elementos conhecidos. Os três homens denunciaram o arcebispado de Santiago e pedem uma indenização de 450 milhões de pesos (600 mil euros) por ter encoberto os abusos sexuais cometidos por Fernando Karadima. O juiz que rejeitara a denúncia em primeira instância em março de 2017 indicou que não havia provas suficientes.

O documento do papa tornado público na sexta-feira, 18, diz não só o contrário, mas vai ainda mais longe, reconhecendo “a existência de gravíssimas negligências” e até mesmo a destruição, por parte das autoridades eclesiásticas, de “documentos comprometedores”.

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