Chile. Ivo Scapolo, núncio no país, o último ato...

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17 Maio 2018

O que informa a imprensa chilena nas últimas horas é uma confirmação, incluindo fotografias, que uma substancial e dramática parte do declínio da igreja chilena está chegando ao fim e se encerra: o serviço como Núncio de D. Ivo Scapolo, italiano, nascido no norte da Itália, em Arzercavalli de Terrassa Padovana, em 24 de julho de 1953, padre que desempenhou um papel fundamental nos eventos eclesiais e eclesiásticos chilenos, aliás, um dos principais protagonistas, ainda que sempre tenha atuado em surdina e com grande discrição.

A informação é de Luis Badilla, publicada por Il sismógrafo, 16-05-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Na terça-feira, 15 de maio, enquanto no Vaticano toda a Conferência Episcopal do Chile, composta por 31 bispos em função e outros 3 eméritos, entre eles os famosos cardeais A. Ezzati e FJ. Errázuriz, reunia-se com o Santo Padre, o Núncio Apostólico do Chile, desde 15 de julho de 2011, não estava com eles porque, seguindo as instruções da Sé Apostólica, tinha permanecido no Chile e não lhe foi pedido - como praxe regular e normal - para viajar a Roma juntamente com os bispos. Em outras palavras: "É melhor, excelência, que o senhor não esteja lá."

Naquele mesmo momento, no Chile, estava sendo publicada uma fotografia do Núncio Scapolo em visita – na última terça-feira, 15 de maio, justamente - na cidade ao sul do país, Temuco, capital da região de Araucania, para um encontro por ocasião do 75 anos das irmãs “Hermanitas de los Ancianos Desamparados" que atendem com dedicação e afeto o Lar para os idosos "Nuestra Señora del Carmen".

O fato do Núncio Scapolo estar no Chile enquanto a Conferência Episcopal chilena está com o Papa, no Vaticano, é algo totalmente inédito e, numa primeira avaliação a respeito, não resulta ter havido situação similar anterior desse tipo.

O que está acontecendo poderia ser uma indicação do que escrevemos no título: "Scapolo, último ato" Talvez esse seja um primeiro sinal de quanto as coisas possam mudar na Igreja Católica chilena depois que o Papa Francisco encerrar, na quinta-feira, esse retiro penitencial especial que foi aberto na tarde da terça-feira.

Scapolo, uma figura-chave na crise igreja chilena, pessoa pouco amada pelas autoridades do passado e pelo atual governo, desconhecida pela comunidade católica, com sua personalidade autoritária e forte por causa do prestígio de seu cargo, sempre se comportou como um "guardião" e as suas ingerências e interferências na vida da comunidade católica em todo o Chile, hierarquia e povo de Deus sempre foram pesadas.

Scapolo foi colocado na liderança de um grupo episcopal que se reporta não tanto à pessoa do cardeal Angelo Sodano (90 anos e parcialmente fora do jogo), mas ao "sodanismo", ou seja, aquele estilo e modalidade de relações entre a Sé Apostólica e as igrejas particulares - muito forte em um período do pontificado de São João Paulo II - em que estas últimas são consideradas como meros peões no jogos e joguinhos dos membros de uma espécie de "corte papal romana", dentro da qual cada um constrói sua própria sorte eclesial e eclesiástica e sua própria carreira, às vezes usando e abusando do nome do Papa.

Nesta quarta-feira, a diplomacia do Vaticano deve responder a muitas contestações dirigidas também aos cardeais Errazuriz e Ezzati. Não só. O Núncio também está entre os principais suspeitos de ter informado Francisco, antes de sua viagem ao Chile (janeiro) de modo "não verdadeiro e não equilibrado" (palavras do Santo Padre).

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