Chile: Papa Francisco não teve encontro privado com o Ir. Mariano Varano, acusado de acobertar abusos

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05 Abril 2018

É claro e evidente que, na nunciatura no Chile, o Papa Francisco, durante a sua visita de 18 a 21 de janeiro, nunca teve qualquer encontro privado e também não concedeu nenhuma audiência especial ao irmão marista Mariano Varona, acusado e suspeito de ter acobertado inúmeros abusos sexuais de menores por parte de seus coirmãos.

A reportagem é de Il Sismografo, 04-04-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Ir. Mariano Varano, à esquerda, e Dom Ivo Scapolo, núncio no Chile, ao centro (Foto: The Clinic)

Nessa terça-feira, 3, em Santiago do Chile, a publicação The Clinic divulgou uma foto de Varona cumprimentando o Santo Padre, enquanto Dom Ivo Scapolo, núncio no país, observa a cena.

Como o próprio diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé afirmou, o Papa Francisco se encontrou com o irmão marista Varona no contexto de uma recepção na sede diplomática do Vaticano, com uma foto de grupo com os convidados, cerca de 70, para saudar o papa pouco antes de sua partida para o Peru.

É evidente que o pontífice nem sabia de quem estava apertando as mãos naquele momento. A Sala de Imprensa vaticana desmentiu supostos encontros privados e relembrou o contexto dos fatos. Tudo foi esclarecido e é transparente.

Por outro lado, é menos claro e menos transparente o comportamento do núncio Scapolo, que deveria ter impedido, por respeito às vítimas e ao bom senso eclesial, que Mariano Varona entrasse na sede naquele momento. Não é suficiente afirmar, como foi feito, que os maristas foram convidados porque têm a cúria na frente da nunciatura (então por que também não foi convidada a família que tem uma banca de jornais a poucos metros da sede diplomática?).

Essa desagradável história, mais uma vez explorada para atacar o papa, lembra muito outra, da qual foi protagonista o ex-núncio em Washington em 2015, Dom Carlo Maria Viganò, que fez com que a senhora Kim Davis entrasse na nunciatura.

Davis, funcionária do Estado do Kentucky que se recusara a dar a licença de casamento a vários casais gays e por isso foi presa, junto com seu marido e seu advogado esperava poder cumprimentar o pontífice, que não sabia da pessoa com quem estava se encontrando e do caso midiático às suas costas.

O que interessava a Davis e à sua delegação era conseguir uma foto com o papa, para poder “arrastá-lo”, assim, em favor de suas posições. O então porta-voz vaticano, Pe. Lombardi, limitou-se a dizer: “Não nego que o encontro ocorreu, mas não tenho comentários a acrescentar”.

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