Antigo Arcebispo de Canterbury ataca Justin Welby em carta

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19 Dezembro 2017

O antigo Arcebispo de Canterbury, George Carey, atacou seu sucessor, Justin Welby, de forma violenta em uma carta de Natal para amigos.

Na carta, intitulada "Saudações do Carey de 2017", Lord Carey, de 82 anos, ataca o pedido "chocante" e "muito injusto" de Justin Welby de que renuncie a um cargo honorário por causa de seu envolvimento em um eminente caso de abuso sexual.

A reportagem é de Harriet Sherwood, publicada por The Guardian, 17-12- 2017. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

Passando por vários eventos importantes de seu ano, Carey conta aos amigos sobre a "chocante insistência do arcebispo de que eu devo sair do ministério 'por um tempo’ por erros que ele acredita que foram cometidos há 24 anos, quando o bispo Peter Ball abusou de jovens que seriam sacerdotes. Sua decisão é extremamente injusta e acabará sendo julgada dessa forma."

E acrescentou: "Ainda bem que estamos rodeados por uma família enorme e maravilhosa que nos dá muito prazer e apoio."

O antigo arcebispo, que se aposentou do cargo em 2002, renunciou ao cargo de assistente honorário do bispo da diocese de Oxford, em junho, após uma investigação independente condenatória ter criticado a forma como a Igreja da Inglaterra lidou com o caso.

Ele se demitiu depois de Welby ter feito um pedido sem precedentes para que ele "considerasse cuidadosamente seu cargo”. A investigação descobriu que a Igreja tinha sido "conivente" com o caso Peter Ball, antigo bispo de Lewes e Gloucester, "em vez de buscar ajudar aqueles que ele tinha prejudicado".

Peter Ball foi liberado da prisão em fevereiro, após cumprir 16 meses por exploração sexual, aliciamento de menores e abuso de 18 jovens vulneráveis que buscaram orientação espiritual entre 1977 e 1992.

A investigação descobriu que o mais alto nível da Igreja da Inglaterra lidou com o caso Peter Ball. "A igreja parece ter se preocupado mais em se proteger", dizia o relatório.

Carey "deu o tom da resposta da Igreja aos crimes cometidos por Ball e a direcionou, permitindo alegações de sua inocência para ganhar credibilidade". Carey não à polícia repassou seis cartas que levantavam preocupações sobre Peter Ball e em 1993 escreveu ao seu irmão gêmeo, o bispo Michael Ball, dizendo: "Acho que ele é inocente, basicamente."

Após a divulgação das conclusões dessa investigação, Carey pediu desculpas às vítimas, dizendo: "Acreditei nos protestos de Peter Ball e dei muito pouco crédito aos meninos e rapazes vulneráveis por trás dessas alegações."

Carey, que ocupa um cargo menor na Câmara dos Lordes, atacou Welby novamente em uma missiva de Natal dele e de sua esposa, Eileen, para os "queridos amigos".
A carta, vista pelo The Guardian, diz que "aconteceram duas coisas conosco” no ano passado. Uma foi a mudança para uma casa nova numa comunidade de aposentados e a "menos desejável" foi a intervenção de Welby em junho.

No ano passado, o antigo arcebispo se envolveu em outro caso de abuso sexual, criticando a forma como a Igreja da Inglaterra lidou com uma alegação contra o falecido George Bell, que foi bispo de Chichester até sua morte, em 1958. A igreja foi duramente criticada num relatório independente na sexta-feira por ter difamado George Bell sem uma investigação rigorosa da reivindicação.

Em uma carta à sobrinha de Bell, Carey disse que ele estava "francamente horrorizado com a forma como as autoridades da Igreja têm tratado sua memória".

E acrescentou: "A Igreja declarou o veredicto de que ele era 'culpado' sem que houvesse nada parecido com um julgamento justo e aberto." Sua reputação ficou "em farrapos".

Um porta-voz disse que Carey não comentou sobre a correspondência privada destinada a amigos.

O porta-voz de Welby também se recusou a comentar sobre a correspondência privada, mas disse que a revisão independente do caso de Peter Bell falava por si.

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