''As colonizações culturais tiram liberdades, assim como as ditaduras'', afirma Francisco

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24 Novembro 2017

Apagam a memória, doutrinam os jovens. Anulam a liberdade. O Papa Francisco volta a condenar, assim, as colonizações culturais e ideológicas de todos os tempos. Ele fez isso na homilia na Casa Santa Marta da manhã dessa quinta-feira, 23 de novembro de 2017, relatada pela Radio Vaticana, durante a qual também as identificou com as ditaduras europeias do século passado.

A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada por Vatican Insider, 23-11-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Todas as vezes em que “surge na Terra uma nova ditadura cultural ou ideológica”, ela é “uma colonização”, afirma o pontífice. Ele observa: “Pensem naquilo que as ditaduras do século passado fizeram na Europa” e nas relativas e correspondentes “escolas de doutrinamento” que nasceram depois.

Desse modo, “tira-se a liberdade, desconstrói-se a história, a memória das pessoas, e impõe-se um sistema educativo aos jovens. Todas: todas fazem assim. Mesmo com as luvas brancas, algumas: não sei, um país, uma nação pede um empréstimo, ‘não, eu te dou, mas tu, nas escolas, deves ensinar isto, isto e isto’, e te indicam os livros, livros que apagam tudo o que Deus criou e como o criou”.

Além disso, “apagam as diferenças, apagam a história: a partir de hoje, começa-se a pensar assim. Quem não pensa assim deve ser deixado de lado, até mesmo perseguido”.

Assim aconteceu também na Europa, reiterou o bispo de Roma, onde aqueles “que se opunham às ditaduras genocidas eram perseguidos”, ameaçados, privados da liberdade, o que corresponde, então, a “outra forma de tortura”.

As colonizações ideológicas e culturais destroem também a memória, além da liberdade, reduzindo-as a “fábulas”, “mentiras”, “coisas de velhos”.

O pontífice destacou, depois, o papel da mulher na proteção da história, da memória e das raízes: “Conservar a memória: a memória da salvação, a memória do povo de Deus, aquela memória que tornava forte a fé deste povo perseguido por esta colonização ideológica e cultural. A memória é aquela que nos ajuda a vencer todos os sistemas educativos perversos. Recordar. Recordar os valores, recordar a História, recordar as coisas que aprendemos. E depois – referindo-se à figura da mãe dos Macabeus que encoraja os filhos a serem tenazes diante do martírio – a mãe. A mãe que falava duas vezes – diz o texto – ‘na língua dos pais’: falava em dialeto. E não há nenhuma colonização cultural que possa vencer o dialeto”. Francisco exalta a “ternura feminina” e a “coragem viril” da mãe dos Macabeus.

Eis a reflexão do pontífice: “Somente a força das mulheres é capaz de resistir a uma colonização cultural”; são elas as guardiães da memória, “capazes de defender a história de um povo” e de “transmitir a fé” que, depois, “os teólogos vão explicar”.

O papa enfatizou que “o povo de Deus seguiu em frente por causa da força de tantas mulheres bravas, que souberam dar a fé aos filhos, e só elas – as mães – sabem transmitir a fé em dialeto”.

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