Francisco acrescenta reuniões com o líder militar de Mianmar e com Rohingya à agenda da próxima viagem

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23 Novembro 2017

O Papa Francisco encontrará o líder das forças armadas de Mianmar durante sua viagem ao país na próxima semana, em uma reunião marcada de última hora para a visita, que acontece com atenção global à perseguição militar a centenas de milhares de muçulmanos rohingya em Mianmar.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 22-11-2017. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

O porta-voz do Vaticano, Greg Burke, disse, em 22 de novembro, que o Pontífice terá uma reunião privada com o General Min Aung Hlaing no dia 30 de novembro, pouco antes de sair de Mianmar para visitar o país vizinho Bangladesh, que segundo a ONU abriga cerca de 537.000 rohingya que sofrem violência do Estado ocidental de Rakhine em Mianmar.

Burke, que fez um briefing a repórteres antes da viagem papal, também anunciou que Francisco encontraria "um pequeno grupo" de rohinhgya durante um encontro inter-religioso em Bangladesh, no dia 1º de dezembro.

Francisco estará em Mianmar e Bangladesh de 26 de novembro a 2 de dezembro. As reuniões com o general e com os rohingya não haviam sido anunciadas anteriormente.

Mianmar, também conhecido como Birmânia, iniciou um processo de reformas democráticas em 2015 para emergir de meio século de regime militar. Enquanto a Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi atua como primeira-ministra de facto do país, os militares ainda detêm poder significativo e são considerados autoridade política suprema.

A agenda de Francisco durante a visita a Mianmar previa uma reunião com Suu Kyi desde seu anúncio. Burke disse que o Pontífice decidiu acrescentar uma reunião com Aung Hlaing, seguindo o conselho do Cardeal Charles Bo, de Yangon, que recentemente se encontrou com Francisco em Roma.

"O Cardeal Charles Bo esteve aqui e deu algumas sugestões para o Santo Padre, que foram levadas em conta", disse o porta-voz.

O exército de Mianmar diz que lançou operações contra os Rohingya no início do ano, após ataques insurgentes em Rakhine. Um alto funcionário de direitos humanos da ONU, Zeid Ra'ad Al Hussein, disse em setembro que as operações militares eram "claramente desproporcionais" aos ataques insurgentes iniciais e haviam resultado em "um exemplo clássico de limpeza étnica".

Francisco já fez referência ao tratamento aos rohingya em Mianmar como "perseguição", pedindo orações a multidões na Praça de São Pedro, durante o Angelus semanal de 27 de agosto, para que o grupo minoritário "tivesse seus plenos direitos".

Mas Bo aconselhou Francisco a se abster de usar especificamente a palavra "rohingya" em Mianmar, que é considerada problemática pelo governo. Perguntado se Francisco seguiria seu conselho sobre a questão, Burke respondeu que "o Papa leva este conselheiro muito a sério, mas vamos ver" o que ele decide dizer.

O porta-voz também disse que o termo Rohingya "não é proibido" no vocabulário oficial da linguagem diplomática do Vaticano.
Francisco será o primeiro papa a visitar Mianmar. Em um vídeo de 17 de novembro, em uma mensagem ao povo do país antes da sua viagem, Francisco disse que, durante a visita, espera incentivar todos os esforços "para construir harmonia e cooperação" entre as pessoas de todas as religiões.

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