O Secretário-Geral solicita intervenções para evitar uma catástrofe humanitária. ONU apela em defesa dos Rohingya

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04 Setembro 2017

Existem agora mais de 50.000 muçulmanos da etnia rohingya em fuga de suas aldeias por causa da constante violência que há dias está cobrindo de sangue o Rakhine, o estado no noroeste de Mianmar onde eles vivem.

A informação é publicada por L'Osservatore Romano, 03-09-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

Mais da metade deles conseguiu alcançar o vizinho Bangladesh, mas, pelo menos, 20.000 ainda estão presos na "terra de ninguém" entre os dois países asiáticos, porque as autoridades de Dhaka ainda não decidiram se permitirão ou não a entrada dos prófugos. Ontem, 26 pessoas, 15 crianças e 11 mulheres, morreram afogadas no estuário do rio Naf durante o naufrágio de uma embarcação na qual elas estavam procurando abrigo em Bangladesh.

A situação dramática também é denunciada pela ONU. O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, declarou estar "profundamente preocupado" e lançou um apelo para maior calma e moderação, a fim de evitar uma catástrofe humanitária. O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ràad Al Hussein, acusou sem rodeios o governo de Mianmar de ignorar décadas de " persistentes e sistemáticas violações" contra os rohingyas, considerados pelas Nações Unidas a minoria étnica mais perseguida do mundo.

Da Turquia, o presidente, Recep Tayyip Erdoğan, comunicou ter dado início a um diálogo com outros líderes islâmicos para tentar acabar com a violência. Grupos de ativistas acusam o exército de Naypyidaw de "limpeza étnica" contra a minoria muçulmana, de ter deliberadamente incendiado casas e aldeias e de ter matado centenas de civis inocentes em represália aos ataques dos extremistas rohingyas. De acordo com testemunhos de refugiados que conseguiram fugir através da fronteira, os soldados chegam às aldeias no meio da noite, separam as mulheres dos homens e as estupram, matando seus familiares. Relata-se que há aldeias onde metade da população foi literalmente exterminada. O objetivo não declarado - que é a acusação das organizações de direitos humanos - é libertar o estado do Rakhine da presença 'incômoda' dessa comunidade muçulmana. Uma minoria dentro do país, que é quase totalmente budista.

Os ataques são frequentemente lançados com a ajuda de helicópteros, que abrem o fogo de suas metralhadoras sobre as cabanas enquanto as pessoas estão dormindo. Em seguida, chegam os homens do exército e inicia-se uma verdadeira caça ao homem. Para os que sobrevivem não há alternativa senão buscar abrigo em Bangladesh.

O governo de Mianmar culpa os rebeldes do Arsa (Exército da solidariedade Arkan), a milícia extremista criada para a defesa da identidade rohingya, de ter provocado a violência.

Há alguns dias está proibida a entrada na região de jornalistas e operadores humanitários e por isso é impossível uma verificação imparcial da situação. Na sexta-feira, os militares anunciaram ter matado 370 insurgentes nos combates que se seguiram ao ataque de 25 de agosto contra vários postos de polícia, onde morreram mais de noventa pessoas.

A situação na região, portanto, permanece muito tensa. Nas últimas horas, Bangladesh acusou Mianmar de violações de seu espaço aéreo ao longo da fronteira sul do país, ponto de chegada de dezenas de milhares de rohingya. O governo de Dhaka, através de um comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores, advertiu o Mianmar, ameaçando "consequências" se tais violações voltassem a ocorrer. "Essas incursões são contrárias ao espírito de boas relações de vizinhança e poderiam criar uma situação arbitrária", consta no comunicado.

Nenhuma resposta até o momento veio das autoridades de Naypyidaw. Acredita-se que, desde 25 de agosto último, cerca de 25.000 rohingyas tenham fugido rumo a Bangladesh após a morte de cerca de 400 pessoas em confrontos entre o movimento de insurreição muçulmano e as forças de segurança.

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