Chile e o caso Mapuche: confrontos policiais e prisões na frente da catedral de Concepción

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28 Setembro 2017

Pelo menos 30 pessoas foram presas depois de um protesto na frente da Catedral de Concepción, no sul do Chile, em favor de quatro ativistas Mapuche que estão em greve de fome há 111 dias em uma prisão chilena. Os manifestantes queriam invadir a igreja para levar o protesto dentro do templo, que estava ocupada por um pequeno grupo de familiares dos Prisioneiros Políticos Mapuche (PPM), desde a quinta-feira, 21 de setembro. Os manifestantes tinham acampado na segunda-feira, 25 de setembro, em frente à Catedral e haviam estendido vários lençóis na entrada do templo em sinal de solidariedade com Benito, Pablo e Ariel Trangol e com Alfredo Tralcal, que estão em péssimas condições de saúde, recusando-se a receber alimentos. Os quatro Mapuches (três são irmãos) são acusados de terem incendiado uma igreja evangélica no sul do Chile, em junho de 2016, e serão julgados de acordo com a lei antiterrorismo. A situação se precipitou porque depois de cerca de 110 dias de greve de fome, apenas na quarta-feira, 20 de setembro, foram levadas para um hospital, enquanto um dos funcionários da Araucanía comentava para a imprensa local que seria um "péssimo sinal" retirar as acusações de atos de terrorismo. A nota que chegou à Agência Fides informa que o arcebispo de Concepción, Mons. Fernando Chomalí, disse aos jornalistas não ter solicitado nem o despejo das pessoas que estavam dentro da Catedral, nem dos manifestantes fora da igreja, apesar deles impedirem a passagem dos fiéis. No entanto, os Carabineros (a polícia militarizada) intervieram com jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo e prenderam cerca de 30 pessoas.

A informação foi publicada por Agência Fides, 27-09-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

Enquanto isso, Mons. Héctor Vargas, bispo de Temuco, que participa da mesa de negociação entre o governo e os delegados do Povo Mapuche, reuniu-se ontem com as famílias dos grevistas expressando sua disponibilidade para levar as propostas até a presidente Bachelet. Mons. Vargas havia comentado positivamente a intervenção da Presidente do Chile, Michelle Bachelet, quando em 23 de junho havia simbolicamente entregado a todo o povo chileno o esperado "Plano para o Araucanía", com o qual se pretende por fim ao conflito histórico entre o Estado e o povo Mapuche.

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