O cardeal Baldisseri faz um alerta: os jovens ainda veem a Igreja como um "lugar de proibições"

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22 Setembro 2017

Muitos dos fiéis jovens ainda veem a Igreja como um "lugar de proibições". Essa é uma das conclusões que emergiu de uma primeira peneira das respostas ao questionário preparatório para o Sínodo dos Bispos de 2018 sobre "os jovens, a fé e o discernimento vocacional", de acordo com o secretário-geral, o cardeal Lorenzo Baldisseri.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 21-09-20127. A tradução é de André Langer.

"Os jovens que responderam ao sítio "habilitado para este questionário – disse Baldisseri em declarações recolhidas por SIR –, "são quase 130 mil; as visitas à página, quase 250 mil". É "um número realmente significativo", nas palavras do cardeal, que também lembrou que o prazo para preencher os questionários vai até o final de novembro.

Baldisseri fez esses comentários no encerramento do encontro internacional de jovens, que aconteceu na cúria geral dos jesuítas, em preparação ao Sínodo no próximo ano, que, disse o cardeal, tem potencial para transformar-se em "peça fundamental dessa renovação missionária da Igreja" que a Evangelii Gaudium qualificou como "o desafio desses tempos".

"Precisamos olhar para os jovens não apenas para que nos ajudem a entender como proclamar o Evangelho, mas também para ter uma melhor compreensão do que Jesus quer de sua Igreja, o que ele espera dela, aquilo que deve ser extirpado e depois costurado para tal missão", disse Baldisseri.

Quanto ao encontro dos jovens em Roma, o cardeal toscano explicou que abordou temas próprios do seu mundo, tais com: "a identidade, a visão, a alteridade, a tecnologia e a transcendência", e tudo isso de um ponto de vista sobretudo "realista".

"Não escondemos a perplexidade que as novas gerações sentem hoje em dia e que muitas vezes é o resultado de outras crises: a crise da família e a crise da sociedade", afirmou Baldisseri. Mas não que, na opinião do cardeal, "o realismo tenha se transformado em pessimismo" durante o encontro, uma vez que, "apesar das muitas contradições do nosso tempo, os jovens hoje são mais engenhosos do que os do passado" e também são "cheios de ideias e propósitos".

Tanto foi o talento para idealizar e propor dos jovens que participaram do encontro, de fato, que foram até capazes de fazer propostas que fariam do Sínodo de 2018 um evento que realmente pertencesse a eles, conforme relatou o cardeal Baldisseri. A proposta, por exemplo – descrita pelo cardeal como uma "boa ideia" –, de que haja no Sínodo um grupo de pessoas das novas gerações atuando como auditores, para que se envolvam ao máximo nas reuniões e para que sejam intermediários "nas reuniões entre os bispos e os jovens".

Os participantes do encontro também tiveram outra ideia sobre o envolvimento na Igreja para além do Sínodo: o de contar com jovens de forma permanente em algumas instituições do Vaticano. Um desejo que "esteve fora da nossa competência" resolver na oficina, disse Baldisseri, mas que, não obstante, "poderia ser encaminhado aos padres sinodais".

"Somos uma família, devemos nos escutar e crescer juntos"

Enquanto isso, o Vaticano publicou nesta terça-feira, 21 de setembro, através de um comunicado, suas próprias conclusões sobre este seminário internacional sobre a condição juvenil no mundo, que contou, segundo a Santa Sé, com a participação de 82 convidados dos cinco continentes: 21 jovens, 17 especialistas de universidades eclesiásticas, 15 especialistas de outras universidades, 20 formadores e agentes da pastoral juvenil e vocacional e 9 representantes de órgãos da Santa Sé. Do ponto de vista geográfico, 52 participantes do seminário eram da Europa, 18 das Américas, 7 da Ásia, 4 da África e um da Austrália.

As oito sessões realizadas durante o encontro, afirmou o Vaticano, contaram com a intervenção de especialistas de diferentes temas e com a participação de todos os participantes no debate que se seguiu.

Assim, no primeiro dia, na sessão "Os jovens e a identidade", aconteceram duas conferências dadas por dois especialistas: o padre Philippe Bordeyne, do Instituto Católico de Paris, e a fundadora da comunidade Novo Horizonte, a italiana Chiara Amirante. Neste contexto, surgiram vários temas, entre eles a importância da educação para a formação de uma identidade integral que responda à necessidade de orientação e de reconciliação compartilhada por muitos jovens.

Da mesma forma, na última sessão houve um balanço e foram indicadas perspectivas em vista do próximo sínodo. Os jovens apresentaram um vídeo no qual sintetizaram sua experiência, resumida na frase: "Somos uma família, devemos nos escutar e crescer juntos". Este lema destaca o desejo dos jovens de encontrar na Igreja uma casa, uma família e uma comunidade onde possam amadurecer suas próprias opções de vida e contribuir para o bem comum.

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