Amoris laetitia: segundo teólogo inglês, Papa Francisco ensina erros

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21 Agosto 2017

De acordo com um renomado teólogo dominicano inglês, o Papa Francisco está ensinando graves erros doutrinais e deve ser freado.

A reportagem é de Paolo Vites, publicada por Il Sussidiario, 20-08-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Nova disputa dentro da Igreja Católica sobre o mesmo assunto, a exortação pontifícia Amoris laetitia, que provocou muitas discordâncias e pedidos de esclarecimento ao papa também por parte de cardeais muito conhecidos.

Uma disputa que não acaba: aqueles que consideram que a exortação pontifícia contém ensinamentos contrários à tradição da Igreja e, especialmente, sobre os divorciados e a Eucaristia, acusam o papa de nunca ter respondido às suas solicitações de mudanças.

Outros, por sua vez, dizem que não há nada para esclarecer, que não há nenhuma traição do ensinamento da Igreja e que o papa respondeu pontualmente em muitas das suas declarações.

Agora, vem a notícia de um renomado teólogo dominicano inglês, padre Aidan Nichols, autor de cerca de 40 livros de teologia e, desde 2006, professor da Universidade de Oxford, primeiro católico desde os tempos da Reforma a ter essa honra.

Em uma conferência realizada perante os membros da Igreja Anglicana, conforme o site Catholic Herald, o frade disse que a exortação papal levou a uma situação extremamente grave e que é necessária uma reforma canônica que impeça que os papas se expressem de modo equivocado.

Em suma, “um procedimento para chamar à ordem um papa que cometa erros”. Palavras extremamente graves, proferidas por Nichols, que também diz que seria melhor aplicar tal lei depois que o papa em questão deixe o pontificado, para evitar contrastes muito duros.

Ou seja, assim que Francisco morrer, será possível apagar tudo o que (de bom e de ótimo) ele fez durante o seu pontificado. No seu discurso, o teólogo se faz promotor de uma negação do papel de liderança do papa, da sua infalibilidade e do seu próprio papel: “A atual crise do magistério romano é providencial para chamar a atenção para os limites do primado papal”, disse.

Entre as partes da Amoris laetitia que ele critica, o frade dá como exemplo uma passagem que, na sua opinião, parece colocar a vida monástica abaixo da conjugal, algo que, explica, o Concílio de Trento definiu como herética. Talvez seja o medo de perder os seus poderes de monge?

Depois, o fato de conceder a comunhão aos divorciados em segunda união iria totalmente contra o ensinamento de João Paulo II e de Bento XVI. Em essência, diz ele ainda, a intenção de Bergoglio é a de tolerar um estado de vida igual ao concubinato.

Em síntese, conclui, o fato de o papa ser o guia da Igreja não significa que ele seja imune a cometer erros doutrinais. Um perigo de cisma, conclui, é possível, embora não imediatamente, mesmo que seja possível que se difunda uma heresia moral na Igreja.

Podemos nos perguntar qual é o verdadeiro objetivo dessas críticas ao papa. Nós, pobres reles mortais, realmente não entendemos.

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