No aniversário da morte do Beato Paulo VI, Francisco visita túmulo após missa em sua homenagem

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08 Agosto 2017

Papa Francisco reza no túmulo de Paulo VI
Foto: L'Osservatore Romano

O Papa Francisco rezou neste domingo diante do túmulo do Papa Paulo VI depois que o bispo italiano Marcello Semeraro celebrou uma missa em celebração ao 39º aniversário da morte do Beato Papa Paulo VI, nas Grutas do Vaticano, sob a Basílica de São Pedro. A encíclica do falecido papa, "Populorum Progressio", foi a pedra fundamental da reforma do Vaticano organizada por Francisco.

A reportagem é de Claire Giangravè, publicada por Crux, 07-08-2017. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

No domingo, o Papa Francisco desceu até as Grutas do Vaticano, sob a Basílica de São Pedro, onde jazem vários papas, depois da celebração de uma missa em homenagem ao beato Papa Paulo VI, marcando o 39º aniversário de sua morte.

A missa foi presidida pelo bispo de Albano, Marcello Semeraro, pois o falecido papa morreu em sua diocese, na residência papal de verão em Castel Gandolfo.

A missa também marcou a festa da Transfiguração, quando os apóstolos Pedro, Tiago e João testemunharam o brilho de Jesus com os profetas Moisés e Elias, a qual, como disse Semeraro durante a homilia, "nos lembra a ascensão aos Céus do beato Paulo VI, cujo corpo jaz nessas grutas".

O Papa Francisco aprovou a beatificação de Paulo em outubro de 2014 e especula-se que ele poderá dispensar a exigência de um segundo milagre para declará-lo santo. Esse processo é tecnicamente conhecido como canonização "equipolente", como foi o caso de João XXIII, outro papa do Segundo Concílio do Vaticano (1962-65).

A missa ocorreria em Castel Gandolfo antes da beatificação de Paulo, mas como a festa oficial foi remarcada para 26 de setembro, Semeraro celebra a ocasião no Vaticano com pessoas mais chegadas.

"Paulo VI valorizava muito as amizades", disse o bispo. "A amizade com Deus, em primeiro lugar, mas também a amizade humana", que considerava "um exercício gradual que nos leva ao amor de Deus", acrescentou.

Em sua homilia, Semeraro também citou o documento do Papa Paulo VI "Pensamento sobre a Morte", definindo-o como "um grande e profundo testemunho".

"Andai enquanto tiverdes luz", escreveu o papa beato no documento. "Gostaria, ao terminar, de estar na luz."

Papa Francisco e Marcello Semeraro rezam juntos no aniversário de morte de Paulo VI (Foto: Padre Thomas Rosica / Twitter)

Biógrafos definem Paulo VI como o "Papa da Luz" e a festa da Transfiguração é o momento perfeito para comemorar seu legado. Paulo VI imaginou que o evento ocorreria "no escuro da noite, para que os três que estavam adormecidos fossem acordados por um raio de luz brilhante", disse Semeraro.

"Não é apenas uma luz envolvente, mas é também uma luz de diálogo, para que a visão logo se torne audível. A voz do Pai, subjacente à natureza divina de Cristo, reitera a necessidade de ouvi-lo", acrescentou o bispo.

"É necessário ouvir Jesus, pois nele estão a voz da Lei e a linguagem dos Profetas", disse.

No final da missa, Papa Francisco e Semeraro, que também é Secretário do conselho dos nove prelados de alto escalão que colaboram com o papa na administração da Igreja Católica, ficaram diante do túmulo de Paulo VI, rezando e reverenciando-o.

Este ano outra importante data relativa ao legado de Paulo VI será celebrada: o 50º aniversário da sua encíclica, Populorum Progressio ("Sobre o progresso dos povos"), que Francisco elogiou por sua "feliz" explicação do desenvolvimento integral como o "desenvolvimento de cada homem e de todo o homem".

A encíclica foi modelo para a criação do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, um departamento do Vaticano focado na promoção da paz e do desenvolvimento, criado pelo Papa Francisco como parte da reforma da Igreja.

Foi Paulo VI "quem explicou em detalhes o significado de 'desenvolvimento integral' ", disse Francisco aos bispos e intelectuais reunidos para uma conferência sobre a encíclica do Papa, em abril.

"Nosso dever de ser solidários nos faz procurar os métodos certos para compartilhar, para que não haja mais esta separação dramática entre aqueles que têm demais e aqueles que não têm nada, entre aqueles que descartam e aqueles que são descartados. Somente um caminho de integração entre os povos pode permitir que a humanidade tenha um futuro de esperança e paz".

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