Artigo do L’Osservatore Romano diz que o “principal obstáculo” a Francisco são os bispos e padres

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24 Julho 2017

Pouco depois de um artigo publicado em La Civiltà Cattolica desencadear um grande debate ao afirmar que existe um “ecumenismo de ódio” nos EUA envolvendo evangélicos e católicos conservadores, um outro texto, publicado este fim de semana, afirma que o “principal obstáculo” de Francisco na implementação de sua visão de Igreja é o “fechamento, se não que uma hostilidade” de “boa parte do clero, nos níveis altos e baixos”.

A informação é publicada Crux, 23-07-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa

Na esteira do polêmico artigo publicado em La Civiltà Cattolica, que afirmava que há um “ecumenismo de ódio” entre evangélicos e católicos conservadores nos EUA, um outro texto, publicado neste sábado, afirma que o “principal obstáculo para a implementação da visão que Francisco tem de Igreja é “um fechamento, se não que uma hostilidade” de “boa parte do clero, nos níveis altos e baixos”.

O termo “altos e baixos” sugere que o autor tinha em mente o clero que vai desde importantes bispos aos párocos comuns.

“O clero está retendo o povo, que, em vez disso, deveria estar sendo acompanhado neste momento extraordinário”, lê-se no artigo do padre italiano Giulio Cirignano, natural de Florença e biblista da Faculdade Teológica da Itália Central.

A publicação saiu na edição de fim de semana do L’Osservatore Romano, jornal do Vaticano, sob a manchete: “Hábito não é fidelidade. Buscando entender a atitude de fechamento e hostilidade de muitos padres”.

O texto foi publicado pouco mais de uma semana depois da publicação de um artigo do padre jesuíta Antonio Spadaro e do protestante argentino Marcelo Figueroa, amigos próximos do papa, na revista jesuíta La Civiltà Cattolica. Neste escrito, Spadaro e Figueroa descrevem aquilo que consideram uma “visão maniqueísta” subjazendo a proximidade cada vez maior nos EUA entre evangélicos e integralistas católicos.

O artigo de Cirignano não teve como foco os Estados Unidos, e pareceu voltar-se mais para a realidade italiana, embora não especifique qual país ou região fazia referência.

“O principal obstáculo que se opõe à conversão que o Papa Francisco quer trazer à Igreja constitui-se, em certa medida, pela atitude de boa arte do clero, nos níveis altos e baixos (…) uma atitude, às vezes, de fechamento, se não mesmo de hostilidade”, declara Cirignano.

“A maioria dos fiéis entende, apesar de tudo, o momento favorável, o Kairos, que o Senhor está dando a sua comunidade”, continua o artigo. “Em sua maior parte, eles estão celebrando [este momento]”.

“Apesar disso, uma porção [da comunidade] mais próxima dos pastores pouco iluminados se mantêm atrás de um velho horizonte, o horizonte de práticas habituais, de uma linguagem fora de moda, de um pensamento repetitivo sem vitalidade”, disse.

Cirignano expôs vários fatores para explicar o que considera um “fechamento” e uma “hostilidade” do clero para com o Papa Francisco.

• “O nível cultural modesto por parte do clero, tanto em níveis altos como baixos”, escreveu, acrescentando que a preparação, seja teológica, seja bíblica, é frequentemente “escassa”.

• Uma imagem antiquada do sacerdócio, que, segundo o autor, vê o padre como “o chefe e patrão da comunidade”, quem, por sua condição celibatária, é compensado com uma “responsabilidade totalmente individual”, uma espécie de “protagonista solitário”.

• Uma velha teologia, associada à Contrarreforma, “carente dos recursos da Palavra, sem alma, que transformou a aventura apaixonada e misteriosa de crer dentro da religião”, argumentando que “o Deus da religião (…) é, na maior parte, uma projeção do homem”, enquanto a “fé” não é, em primeiro lugar, “o homem estendendo a mão para Deus, mas o contrário”.

“Quando o sacerdote é demasiado marcado por uma mentalidade religiosa, e muito pouco por uma fé límpida, então tudo fica mais complicado”, escreveu Cirignano. “Ele corre o risco de permanecer sendo a vítima de muitas coisas inventadas pelo homem sobre Deus e sua vontade”.

Segundo Cirignano, Deus “não tolera estar encerrado em esquemas rígidos típicos da mente humana”.

Diferentemente, diz ele, “Deus é amor, e isso é tudo, o amor como presente de si mesmo. Desse modo, [Deus] corrige as inúmeras complicações que estamos acostumados a pôr no caminho do amor”.

Cirignano é autor de vários livros em italiano. Entre eles, citamos “Francisco: Beleza e coragem”, publicado em 2015.

Embora não haja indicação alguma de que o artigo de Cirignano fora encorajado pelo Papa Francisco, ou de que o papa tivesse conhecimento de sua publicação, ele mesmo, durante o seu papado, tem chamado a atenção dos bispo e padres recalcitrantes.

Num famoso discurso, em dezembro de 2014, dirigido à Cúria Romana, Francisco listou quinze “doenças espirituais” que ele via, entre elas “o Alzheimer espiritual”, “a rivalidade e a vanglória”, a fofoca e mesmo uma falta de alegria, chamada pelo papa de “cara fúnebre”.

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