Arcebispo de Canterbury sugere que o Brexit faz parte da “tradição fascista”

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15 Fevereiro 2017

O Arcebispo de Canterbury associou o Brexit e a eleição de Donald Trump com o ressurgimento do nacionalismo, populismo e mesmo do fascismo ao redor do mundo.

No discurso de abertura do sínodo da Igreja da Inglaterra, assembleia que ocorre esta semana em Londres, Justin Welby falou: “Há inúmeras maneiras de explicar a votação pelo Brexit, a eleição do presidente Trump, a força nas pesquisas de Geert Wilders, na Holanda, ou de Marine Le Pen, na França, e muitos outros líderes dentro de uma tradição nacionalista, populista e mesmo fascista da política”.

A reportagem é de Harriet Sherwood, publicada por The Guardian, 13-02-2017. A tradução de Isaque Gomes da Europa.

Quanto ao Brexit, a associação de Welby, aproximando o resultado do referendo com a política de extrema-direita e neofascista, deverá enfurecer os que dizem que a votação era o resultado da marginalização e exclusão social, política e econômica – e não uma decorrência de algum nacionalismo profundamente arraigado.

Na verdade, Welby citou o “impacto da globalização em termos econômicos, da marginalização em termos políticos e da pós-modernidade em termos culturais” como elementos que desempenham um papel na nova paisagem política, acrescentando que não há uma explicação simples.

O arcebispo disse ainda: “Iremos ver centenas de teses e nenhum consenso nos próximos 50 anos. Estamos no meio disso tudo, e não vemos nem o destino nem a estrada que devemos percorrer”.

O religioso acrescentou que este era “o momento para repensarmos a Inglaterra, um momento de oportunidade potencial, certamente combinada com um trabalho imensamente duro e pesado”. Welby afirmou: “É um momento do desafio, mas um desafio que, enquanto nação, pode ser superado com práticas, valores, cultura e espírito certos. Pode ser um tempo de libertação, de aproveitar a vez e definir o futuro, ou poderá ser um momento em que os problemas presentes tomam conta do nosso futuro nacional e nos definem”.

A igreja tem uma função significativa a desempenhar – apesar de seus números declinantes, amplamente reconhecidos por Welby –, que é o de juntar um país espedaçado através da educação de 1 milhão de crianças que estudam nas escolas da Igreja da Inglaterra, através de sua presença em cada comunidade e através do seu papel na história nacional.

“A Igreja da Inglaterra continua influente”, disse. “Temos o privilégio extraordinário de estarmos no parlamento, o dom e a responsabilidade notáveis de educar, capelães em todas as esferas da vida e um papel na vida pública do país. Temos uma herança de presença em toda a Inglaterra, por mais pesado que isso pode às vezes ser, e a vocação de ser o ponto central de ajuda e apoio em tempos difíceis, ou de celebração em tempos de alegria”.

“No repensar necessário de nosso país, nós não podemos ditar, mas devemos participar. Participar significa ser uma presença de escuta, sofredora e reconciliadora, não uma presença egoísta, autocentrada. A linguagem da vida pública no presente está profunda e selvagemente dividida, e talvez ela venha a piorar. O nosso poder se encontra no serviço abnegado e na cruz”.

O dia de abertura do sínodo, que durará quatro dias, centrou-se no tema da sexualidade, com tensões entre as alas tradicionalistas e inclusivistas da igreja ficando evidentes. Um membro do sínodo, o Rev. Simon Butler, de St. Mary’s Battersea, revelou que havia recebido um texto enviado por um outro membro do sínodo poucos minutos antes de a assembleia ser aberta, que ele descreveu como “o limite antes de começar ser assédio”.

No discurso que proferiu, Welby declarou: “O texto recebido por Simon Butler foi uma autoindulgência indesculpável da parte do remetente; uma ilustração perfeita de como não agir”.

Defensores dos direitos homoafetivos argumentaram a favor de estender o tempo para debater, na quarta-feira, um relatório dos bispos que mantém o ensino tradicional sobre o matrimônio como uma união para toda a vida entre um homem e uma mulher. A decisão fica a cargo de Welby e John Sentamu, arcebispo de York, como presidentes do sínodo.

Houve também pedidos para debates extras sobre o anúncio do governo de que não serão mais trazidos ao país menores refugiados e sobre a ordem executiva de Trump – atualmente suspensa – que proíbe a entrada de refugiados sírios e pessoas de sete nações majoritariamente muçulmanos aos EUA.

“São temas que corretamente concernem ao nosso sínodo”, disse a Rev. Jane Charman, de Salisbury. “Essas ações recentes da Inglaterra e dos Estados Unidos têm um impacto direto sobre algumas das pessoas mais vulneráveis do mundo”. O sínodo estava em perigo de ficar demasiado absorvido em assuntos internos, segundo ela.

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