Francisco. 500 anos de Lutero: devemos olhar o passado sem rancores

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10 Fevereiro 2017

O 500º aniversário da Reforma Protestante que Martinho Lutero (1517-2017) “nos oferece a oportunidade de dar mais um passo adiante, olhando para o passado sem rancores” para “propor novamente aos homens e mulheres de nosso tempo a novidade radical de Jesus, a misericórdia sem limites de Deus: precisamente o que os Reformadores no seu tempo queriam estimular”, disse o Papa Francisco durante a audiência em que recebeu uma delegação da Igreja Evangélica da Alemanha (Evangelischen Kirche in Deutschland), citando o que afirmou Bento XVI em Erfurt em 2011 (a “questão sobre Deus” era a “paixão profunda, a mola da vida e de todo o caminho” de Lutero) e destacando que “o apelo dos Reformadores suscitou naquele momento ações que levaram a divisões entre cristãos” e que durante 500 anos as lutas entre irmãos e irmãs na fé foram “alimentadas por interesses políticos e de poder”, ao passo que hoje, “graças a Deus, finalmente despojados – disse o Papa Francisco citando São Paulo – de tudo o que atrapalha, fraternalmente corremos resolutamente para o combate que nos é apresentado, fixando o nosso olhar em Jesus”.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi e publicada por Vatican Insider, 06-02-2017. A tradução é de André Langer.

“É significativo”, precisou Francisco na presença da delegação de 23 expoentes evangélicos alemães, guiada pelo bispo protestante Bedford-Strohm o (“um homem com o fogo no coração”) e acompanhada pelo cardeal arcebispo de Munique, Reinhard Marx, “que, por ocasião dos 500 anos da Reforma Protestante, cristãos evangélicos e católicos comemorem juntos os eventos históricos do passado a fim de colocar Cristo novamente no centro de sua relação. Justamente ‘a questão sobre Deus’, sobre ‘como poder ter um Deus misericordioso’ era ‘a paixão profunda, a mola da vida e de todo o caminho’ de Lutero”, disse Francisco citando o seu antecessor.

O que animava e inquietava os Reformadores, explicou, era, “no fundo, indicar o caminho para Cristo. Este é também o nosso dever hoje, após empreender, graças a Deus, a estrada comum. Este ano de comemoração nos oferece a oportunidade de dar mais um passo adiante, olhando para o passado sem rancores, mas segundo Cristo e em comunhão com Ele, a fim de propor novamente aos homens e mulheres de nosso tempo a novidade radical de Jesus, a misericórdia sem limites de Deus: era isso que os reformadores, em seu tempo, queriam estimular”. Recordando como o apelo dos Reformadores suscitou naquele momento ações que levaram a divisões entre cristãos, Francisco deu graças a Deus porque hoje, “finalmente despojados de tudo o que atrapalha, fraternalmente corremos resolutamente ao combate que nos é apresentado, fixando o nosso olhar em Jesus”.

“Graças à comunhão espiritual fortalecida nestas décadas de caminho ecumênico”, continuou Francisco, “podemos, hoje, deplorar juntos o fracasso de ambos diante da unidade no contexto da Reforma e dos sucessivos acontecimentos. Ao mesmo tempo, na realidade do único Batismo que nos torna irmãos e irmãs e na comum escuta do Espírito, sabemos, em uma diversidade já reconciliada, apreciar os dons espirituais e teológicos que da Reforma recebemos”.

O Pontífice também recordou o gesto comum de penitência e reconciliação que deverá acontecer em breve, isto é, a celebração ecumênica intitulada “Reabilitar a memória, testemunhar Jesus Cristo”. “Com este sinal – afirmou – e com outras iniciativas ecumênicas previstas para este ano (como a peregrinação à Terra Santa), vocês têm a intenção de dar uma configuração concreta à Festa de Cristo, que na ocasião da comemoração da Reforma, pensam em celebrar juntos”.

“No futuro – acrescentou o Pontífice –, desejo confirmar o nosso chamado sem volta a dar juntos testemunho do Evangelho e prosseguir no caminho rumo à plena unidade. Fazendo-o juntos, acrescentou, nasce também o desejo de ir além em novos percursos”.

“O chamado urgente de Jesus à unidade – insistiu – nos interpela, assim como toda a família humana, em um período de dilacerações e novas formas de exclusão e marginalização. Também nisso a nossa responsabilidade é grande”.

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