Paradoxos eminentes: a liberdade de consciência e as críticas ao papa. Artigo de Gianni Gennari

Revista ihu on-line

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Mais Lidos

  • Uma análise de fundo a partir do golpe de Estado na Bolívia

    LER MAIS
  • Gregório Lutz e a reforma litúrgica no Brasil. Artigo de Andrea Grillo

    LER MAIS
  • Lula desequilibra o jogo. Craque é craque

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

18 Janeiro 2017

“O paradoxo está no fato de que aqueles que, aqui e agora, reivindicam contra o papa a própria liberdade de consciência, muitas vezes e desde sempre, pensaram e escreveram como se cada palavra de um papa não admitisse possibilidade de discordância, embora respeitoso e aberto ao diálogo.”

O comentário é de Gianni Gennari, teólogo e jornalista, em artigo publicado no jornal Avvenire, 17-01-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Alergia personalíssima sobre paradoxos opostos.

1) Leio páginas em que eminentes eclesiásticos “corrigem” o papa no orgulhoso nome da sua liberdade de consciência: “Ninguém nunca poderá me pedir para trair a minha consciência!”, “Nem mesmo o papa é infalível, e criticá-lo não é pecado!” (jornais Il Foglio, La Verità e outros). Em doutrina, correto, com a exceção do ex-cathedra, que aqui não tem nada a ver. Basta lembrar a Escritura, a grande teologia e o Vaticano II (Paulo, Tomás, Newman e a Dignitatis humanae).

O paradoxo está no fato de que aqueles que, aqui e agora, reivindicam contra o papa a própria liberdade de consciência, muitas vezes e desde sempre, pensaram e escreveram como se cada palavra de um papa não admitisse possibilidade de discordância, embora respeitoso e aberto ao diálogo.

Depois da Humanae vitae (1968), que, na sua conclusão específica, também encontrou a crítica de nada menos do que 49 Conferências Episcopais, eles foram ferocíssimos adversários de qualquer um que pusesse em discussão aquela conclusão, que até mesmo o Papa Paulo VI quisera explicitamente que não fosse coberta pelo caráter da infalibilidade.

Houve drásticas punições e marginalizações postas em prática também pelos mesmos que hoje gostariam de “corrigir” o papa. Vale a pena pensar a respeito.

2) Outro paradoxo, laico: a revista L’Espresso nas bancas, capa vermelha e grande chamada (ecoada nessa segunda-feira no jornal La Repubblica) para lançar um livro ainda a ser lido: “É assim que o Vaticano protege os padres pedófilos”. “O Vaticano”? Porém, todos registraram condenações e severidades – em particular com o Papa Bento e, depois, nos anos do Papa Francisco – contra os responsáveis de casos reconhecidos em todos os níveis e escolha evangélica sem sombras “do lado das vítimas”.

Mas, naquelas páginas-degustação, brinca-se com coisas citadas pela metade e vociferadas todas por inteiro, até à distorção. O que diriam essas mesmas páginas e esses mesmos ambientes se, sobre o tema da corrupção desenfreada – que é um fato –, uma fonte vaticana desse a manchete à queima-roupa e secamente: “O Estado italiano protege os corruptos”? Pensar a respeito pode ser útil a todos, quer sejam eminentes ou não.

Leia mais:

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Paradoxos eminentes: a liberdade de consciência e as críticas ao papa. Artigo de Gianni Gennari - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV